Mulheres colocam o frevo no centro do debate sobre cultura, liderança e patrimônio

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Mulheres colocam o frevo no centro do debate sobre cultura, liderança e patrimônio


Encontro no Cais do Sertão reuniu gestoras, artistas e produtoras culturais para discutir o protagonismo feminino na preservação do frevo



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O protagonismo das mulheres na gestão, na criação e na preservação do patrimônio cultural pernambucano foi o tema principal na gravação do episódio “Mulheres na Cultura, Liderança e Patrimônio”, do videocast Substantivo Feminino, uma parceria entre o YouTube e Casé Fala, realizado no Cais do Sertão, no Recife.

A atividade marcou o lançamento da pesquisa e do projeto “Quando a Orquestra Toca – O Brasil Freva Junto”, iniciativa da plataforma de vídeos que busca ampliar a visibilidade do frevo e das orquestras que mantêm o ritmo vivo para além do Carnaval.

O evento reuniu lideranças femininas da cultura em um videocast mediado por Ana Fontes, com participação da governadora Raquel Lyra, da maestrina Carmen Pontes, da diretora do Paço do Frevo, Luciana Félix, da comunicadora Dandara Pagu.

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Mulheres que nem sempre aparecem

Na abertura da conversa, a secretária de Cultura, Cacau de Paula, destacou a importância de dar visibilidade às mulheres que sustentam a cultura no cotidiano.

“Uma das coisas que eu vou levar para o resto da minha vida são as histórias e trajetórias das mulheres que fazem a nossa cultura e que, muitas vezes, são silenciadas”, afirmou.

Frevo, identidade e pertencimento

Durante o debate, a governadora Raquel Lyra falou sobre o frevo como símbolo de identidade coletiva.

“Quando no Galo da Madrugada toca ‘Vassourinhas’, não é a governadora nem a musicista: somos todos pernambucanos e pernambucanas pulando juntos”, disse.

Raquel também ressaltou a necessidade de garantir condições para que quem vive da cultura possa trabalhar com dignidade ao longo de todo o ano.

A maestrina Carmen Pontes, fundadora da Orquestra 100% Mulher, compartilhou os desafios de ocupar espaços historicamente masculinos na música.

“Ainda é muito difícil para a mulher estar à frente, mas estamos, cada vez mais, ocupando nosso lugar no frevo e na música”, afirmou.

Para ela, o frevo ultrapassa o palco e se confunde com a própria vida. “Não é só trabalho, é existência”, resumiu.

“Quando o frevo toca, ele vira quase uma religião. É uma catarse que passa pelo corpo”, afirmou Dandara Pagu, comunicadora e fundadora do bloco Vaca Profana. Dandara explica que reconhecer o trabalho das mulheres nos bastidores é fundamental para mudar a lógica de apagamento histórico do gênero feminino.

Patrimônio vivo para além do Carnaval

Responsável pela gestão do museu Paço do Frevo, Luciana Félix chamou atenção para a necessidade de pensar o frevo como patrimônio vivo durante todo o ano.

“O frevo precisa sair da sazonalidade do Carnaval para que as pessoas possam viver da cultura de forma contínua”, disse. Ela também destacou que muitas mulheres sustentam essa cadeia cultural, mas ainda enfrentam invisibilidade.

Pesquisa revela força e desafios das orquestras

O lançamento também apresentou uma pesquisa realizada pelo YouTube, que mapeou 322 orquestras de frevo em Recife e Olinda. O levantamento evidencia a relevância cultural e econômica dessas formações, mas também aponta dificuldades para transformar essa centralidade simbólica em renda e sustentabilidade ao longo do ano.

O projeto “Quando a Orquestra Toca” surge com a proposta de ampliar visibilidade, formação e oportunidades, tendo as mulheres como protagonistas desse movimento.





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