Mostras conectam arte à crise climática para explicar futuro e passado da humanidade

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Mostras conectam arte à crise climática para explicar futuro e passado da humanidade


Um dos maiores desafios do século, a crise do clima é tema de exposições em museus e espaços culturais de São Paulo. A partir da ótica de indígenas, imigrantes, cientistas e artistas, as coleções criticam as consequências das ações humanas no meio ambiente, mas apresentam as soluções. Conheça seis em cartaz.

Era uma Vez: Visões do Céu e da Terra

Reúne obras de 34 artistas do Brasil e do exterior sobre a relação predatória da humanidade com a natureza. Traz imagens do exterior do planeta, feitas pela Nasa, que ganham novas interpretações sobre a vida na Terra. Inclui ainda imagens do filme “Feral Atlas”, que cataloga universos criados por fungos e vírus. Sobre o Brasil, exibe uma performance em vídeo de Luciana Magno, que critica a construção Transamazônica.

Pinacoteca Contemporânea – av. Tiradentes, 273, Luz, região central. Até 21/4. Qua. a seg., das 10h às 18h. Ingressos a R$ 30. Sáb.: grátis

Mova-se! Clima e Deslocamentos

Apresenta o vínculo entre a mudança do clima e a mobilidade de pessoas pelo planeta. O fenômeno é retratado pela ciência, arte e ONGs. Além de exemplos internacionais, traz migrações que aconteceram no Brasil, como cearenses que escaparam de seca severa no século 19 e paulistas atingidos por enchentes em 1920.

Museu da Imigração – r. Visc. de Parnaíba, 1.316, Mooca, região leste. Até 25/1. Ter. a sáb., das 9h às 18h; dom., das 10h às 18h. Ingressos a R$ 16 no Sympla. Sáb.: grátis


Mupotyra: Arqueologia Amazônica

O título da mostra significa florescer na língua indígena nheengatu, da Amazônia. Trata do passado da floresta, cuja formação teve contribuição de povos indígenas, e do seu futuro em perigo pela exploração de recursos. Na seleção de obras, combina arte contemporânea a itens de arqueologia, como coroas, cocares, cestas, vestimentas e peças de cerâmicas.

Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia – r. Alemanha 221, Jardim Europa, região oeste. Até 9/3. Qua. a dom., das 11h às 18h. Grátis

Nhe’ery: Onde os Espíritos se Banham

Na simbologia de povos originários da mata atlântica, espíritos guardiões da floresta vivem em vegetais, animais e minerais. Eles se encontram em Nhe’ery, palavra em guarani que representa santuário ou portal. Com esse conceito e com relatos de lideranças indígenas, fala sobre a conservação do bioma.

Museu das Culturas Indígenas – r. Dona Germaine Burchard, 451, Água Branca, região oeste. De ter. a dom., das 9h às 18h. Ingressos a R$ 15 em Sympla. Qui.: grátis


Onde Há Fumaça: Arte e Emergência Climática

Peças históricas do acervo do Museu do Ipiranga dialogam com itens de arte contemporânea para questionar a ideia de progresso. Um desses diálogos é proposto pela pintura “Independência e Morte” (2022), de Jaime Lauriano. O artista refaz a tela de Pedro Américo sobre o Dia da Independência, de 1888, ao trocar símbolos heroicos pela lama de barragens de mineração. Outro aspecto que aparece nas pinturas antigas são as mudanças do solo pela urbanização e pela monocultura. Estão ao lado de obras que retratam soluções, como o manejo sustentável feito por indígenas.

Museu do Ipiranga – r. dos Patriotas, 100, piso Jardim, Ipiranga, região sul. Estreia: ter. (5). Até 28/2. Ter. a dom., das 10h às 17h. Grátis

Paisagens Antrópicas

O fotógrafo baiano Christian Cravo apresenta imagens que fez durante uma viagem a Gana, na África, e Bangladesh, no sul da Ásia. Lá, ele documentou impactos da ação humana no meio ambiente, em especial, o descarte industrial de plástico e tecido. As imagens servem como denúncia do colonialismo de resíduos, termo usado quando países ricos exportam o seu lixo industrial para países mais pobres.

Casa Selva – al. Lorena, 1.257, Casa 1, Jardim Paulista, região oeste. Até 21/12. Ter. a sex., das 11h às 18h; sáb., das 11h às 15h. Grátis



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