E em quase 40% das cidades a letalidade do trânsito supera a das armas de fogo. A disparidade, inclusive, é impressionante, chegando a índices de 300%
Publicado em 27/10/2024 às 8:00
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.

‘;
window.uolads.push({ id: “banner-970×250-1” });
}
Mais um estudo comprova o estrago que o trânsito brasileiro provoca nas cidades, alimentado pela imprudência ao volante e a omissão do poder público na fiscalização e adoção de medidas que reduzam a velocidade nas estradas e avenidas do País. Em 73% das cidades – incluindo muitas capitais -, as mortes no trânsito superam as mortes por armas de fogo no Brasil.
E, em 38,30% delas, a letalidade do trânsito supera – e muito – os óbitos causados por armas de fogo. É o caso de algumas capitais como Goiânia (GO), São Paulo (SP) e Boa Vista (RR). Em diversos casos, como o de Cuiabá (MT) e Florianópolis (SC), a quantidade de mortes no trânsito é, respectivamente, 110,89% e 44,06% maior do que por armas de fogo.
Os dados são do ‘Relatório Comparativo entre Homicídios por Armas de Fogo e Sinistros de Trânsito’, elaborado e divulgado pelo Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR). O estudo mostra que o trânsito tem sido mais letal do que as armas de fogo nos últimos anos.
‘;
window.uolads.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
Segundo o relatório, elaborado a partir de dados do DataSUS do Ministério da Saúde, 33.227 pessoas morreram por armas de fogo no Brasil, em 2022 (último ano com as estatísticas consolidadas disponíveis). No mesmo ano, houve 33.426 mortes no trânsito no País – sem considerar a subnotificação existente na saúde pública e privada.

O Relatório Comparativo entre Homicídios por Armas de Fogo e Sinistros de Trânsito mostra, ainda, que em quase 40% das cidades a letalidade do trânsito supera a das armas de fogo – Cortesia
Esses números confirmam que o trânsito mata, tanto quanto, ou mais, que a violência armada, em 73% dos municípios comparados, o que totalizam 4.800 cidades do Brasil. “Os riscos no trânsito são tão grandes quanto os da violência urbana. Muitas vezes, você deixa de sair de casa à noite por medo de ser assaltado. Entretanto, se eu disser que a via pela qual você pretende circular é a que mais mata na cidade, você provavelmente não ficará inibido de sair de casa por conta disso”, alerta o CEO do Observatório, Paulo Guimarães.
SUDESTE LIDERA RANKING DE CIDADES COM MAIOR LETALIDADE NO TRÂNSITO

A OMS aponta que a velocidade é a principal causa de mortes no trânsito, respondendo por 50% dos óbitos. E recomenda, desde 2018, que a velocidade limite das vias urbanas seja de 50 Km/h – PREFEITURA DE FORTALEZA/DIVULGAÇÃO
O ‘Relatório Comparativo entre Homicídios por Armas de Fogo e Sinistros de Trânsito’ aponta que a região Sudeste lidera o ranking de letalidade no trânsito, com 11 de suas cidades apresentando taxas de mortes superiores às de mortes por arma de fogo. O Estado de São Paulo se destaca, com 47,37% dos municípios tendo o trânsito mais letal do que os homicídios.
Ou seja, nove cidades paulistas registram um número maior de mortes no trânsito do que de homicídios por arma de fogo. Em alguns casos, a disparidade é expressiva, como em Sorocaba, onde a taxa de mortes no trânsito supera em 308,50% a de homicídios.
NO NORTE E NORDESTE AS ARMAS DE FOGO AINDA MATAM MAIS




O relatório do ONSV e UFPR aponta que nas regiões Norte e Nordeste do Brasil os homicídios por armas de fogo ainda são predominantes. As cidades dominam o ranking das cidades com maiores taxas de homicídio por arma de fogo, com Salvador à frente (56,62%). Enquanto São Paulo é a capital com a menor taxa de homicídios por armas de fogo.
“A diminuição das mortes no trânsito depende de investimento em infraestrutura, fiscalização e ações educativas. A falta do enfrentamento do problema, organizando o trânsito para inibir o excesso de velocidade, é uma ação essencial para a gestão da cidade e das rodovias”, seguiu alertando Paulo Guimarães.
ENTENDA O RELATÓRIO


O ‘Relatório Comparativo entre Homicídios por Armas de Fogo e Sinistros de Trânsito’ analisou a evolução das taxas de mortalidade por homicídio por arma de fogo e por sinistros de trânsito no Brasil no período de 2009 a 2022. Isso porque as mortes por causas externas constituem um grave problema de saúde pública global, tendo as agressões e os sinistros de trânsito como destaque.
Por isso, o relatório buscou compreender a dinâmica temporal e espacial dessas duas causas em cidades de grande porte, com base no cálculo de taxas de mortalidade específicas por 100 mil habitantes, em comparação com as médias nacionais.
Cidades com taxas de mortes no trânsito bem maiores do que as de homicídios:
Município – População – Taxa de mortes por sinistro de trânsito – Taxa de mortes por arma de fogo – Diferença (%)
Uberlândia – 713.224 – 15,84 – 2,94 – 438,78%
Sorocaba 723.682 – 12,99 – 3,18 – 308,49%
São Bernardo do Campo – 810.729 – 10,11 – 3,45 – 193,04%
Guarulhos – 1.291.771 – 10,45 – 3,72 – 180,91%
Ribeirão Preto – 698.642 – 15,17- 6,44 – 135,56%
São José dos Campos – 697.054 – 10,19 – 4,59 – 122,00%
Osasco – 728.615 – 11,25 – 5,08 – 121,46%
Cuiabá – 650.877 – 17,82 – 8,30 – 114,70%
Joinville – 616.317 – 13,47 – 6,33 – 112,80%
São Paulo – 11.451.999 – 3,65 – 1,83 – 99,45%
Florianópolis – 537.211 – 9,12 – 4,84 – 88,43%
Goiânia – 1.437.366 – 17,46 – 10,09 – 73,04%
Brasília – 2.817.381 – 11,93 – 7,21 – 65,46%
Campinas – 1.139.047 – 12,64 – 7,73 – 63,52%
Boa Vista – 413.486 – 24,67 – 15,96 – 54,57%
Campo Grande – 898.100 – 16,70 – 11,69 – 42,86%
Contagem – 621.863 – 12,38 – 9,01 – 37,40%
Palmas – 302.692 – 25,11 – 22,80 – 10,13%
Santo André – 748.919 – 3,74 – 3,47 – 7,78%
Fonte: ONSV

/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2609656618.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)




/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2609662897.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)






/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2609656618.png?w=150&resize=150,150&ssl=1)



