Morte no trânsito: ciclista é atropelado e morto na BR-232, no Recife. É a sétima morte da capital em seis meses

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Morte no trânsito: ciclista é atropelado e morto na BR-232, no Recife. É a sétima morte da capital em seis meses


No Grande Recife, já são 13 mortes no mesmo período. No trecho do atropelamento acaba/começa uma ciclovia que está sendo implantada pelo Estado


Publicado em 13/03/2025 às 11:30



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Mais um ciclista foi atropelado no Recife e, mais uma vez, na BR-232, na Zona Oeste da capital. É a sétima morte na capital em seis meses. No Grande Recife, já são 13 no mesmo período. Por volta das 5h desta quinta-feira (13/3), o padeiro Carlos Roberto Martins Batista, de 50 anos, foi atropelado e morto quando atravessava a alça que dá acesso à BR-101, no bairro de Jardim São Paulo.

Carlos Roberto era padeiro da Santa Cruz, padaria tradicional do Recife, localizada na Boa Vista, na área central da cidade. Ele estava a caminho do trabalho e morreu na hora. A poucos metros do local do atropelamento termina/começa a ciclovia que está sendo implantada dentro do projeto de triplicação (alargamento) da BR-232 pelo governo do Estado.

Mas o equipamento termina abruptamente, sem continuidade ou qualquer tipo de sinalização. As primeiras informações sobre como aconteceu o atropelamento indicam que o ciclista tinha acabado de atravessar a alça exatamente nesse ponto, após sair da ciclovia, sendo pego pelo veículo por trás.

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Com a violência da colisão, o corpo e a bicicleta foram parar a aproximadamente 50 metros do veículo, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O motorista que atropelou o ciclista tem 38 anos e estava conduzindo um veículo Palio. Segundo a PRF, o condutor fez o teste de alcoolemia e o resultado deu negativo.

A velocidade do trecho deveria ser de 60 km/h, também de acordo com a PRF por se tratar de um perímetro urbano da rodovia federal. A velocidade que estava sendo desenvolvida pelo motorista do Palio, entretanto, não foi informada pela perícia técnica que esteve no local.

SETE CICLISTAS ATROPELADOS NO RECIFE E 13 NO GRANDE RECIFE EM APENAS SEIS MESES


Divulgação

Em 2024, pedalar no Recife virou um ato de medo. Pelo menos para quem usa a bicicleta como transporte e em dias de semana, sem a empatia dos motoristas com as Ciclofaixas Móveis de Lazer – Divulgação

A morte do padeiro Carlos Roberto é a sétima morte de ciclistas apenas em vias do Recife. Na Região Metropolitana, são 13 mortes no mesmo período.

Segundo dados da prefeitura analisados pela Associação Metropolitana de Ciclistas do Recife (Ameciclo), morreram mais ciclistas que usuários de automóvel e as mortes no trânsito aumentaram 37% de 2022 a 2023. E mais: a previsão é de que o número dobrará neste ano.

Relembre algumas das mortes de ciclistas:

MORTE CICLOVIA GRAÇA ARAÚJO


Divulgação

Cidade do Recife tem acumulado Ghost Bikes em 2024, as bikes brancas que simbolizam a morte de quem pedala nas ruas e avenidas – Divulgação

Uma funcionária do Tribunal Regional do Trabalho de Pernambuco (TRT), de 35 anos, morreu após cair da bicicleta e ser atropelada na Avenida Mário Melo, no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife, no dia 27/2).

A vítima foi identificada como Luciana Regina Cajaseiras de Gusmão e estava na ciclovia seguindo no sentido Rua da Aurora, no sentido subúrbio-Centro, quando perdeu o equilíbrio e caiu na pista, sendo atingida por um táxi.

ATROPELAMENTO ARRUDA

No dia 29/11, a ciclista Ielida Nascimento Silva, de apenas 24 anos, foi atropelada pelo condutor de um caminhão no bairro do Arruda, na Zona Norte do Recife. O sinistro de trânsito (não é mais acidente de trânsito, segundo o Código de Trânsito Brasileiro e a ABNT) aconteceu na Rua Petronila Botelho, bem próximo ao Estádio José do Rego Maciel, conhecido como Estádio do Arruda.

Ielida Nascimento Silva morreu na hora. A rua não tinham qualquer segurança para quem pedala e ainda tinha mão dupla de tráfego. Segundo testemunhas, o condutor do caminhão – que transportava galinhas – abandonou o veículo com os dois passageiros e deixou o local após o atropelamento.

CICLISTA ATROPELADO E MORTO NA BR-101, EM DOIS IRMÃOS

Cirio Gomes / TV Jornal

A morte do padeiro Carlos Roberto é a sétima morte de ciclistas apenas em vias do Recife. Na Região Metropolitana, são 13 mortes no mesmo período – Cirio Gomes / TV Jornal

Cirio Gomes / TV Jornal

A poucos metros do local do atropelamento termina/começa a ciclovia que está sendo implantada dentro do projeto de triplicação (alargamento) da BR-232 pelo governo do Estado – Cirio Gomes / TV Jornal

No dia 25/11, um outro ciclista foi atropelado e morto na BR-101, na altura do bairro de Dois Irmãos, também na Zona Norte do Recife. O servidor público Marcelo Pimentel de Melo, 51 anos, diretor da 11ª Vara da Justiça do Trabalho, e integrante de grupos de pedal, foi atropelado e morto na hora.

Marcelo foi atropelado enquanto pedalava pela BR-101. Os detalhes do atropelamento são poucos e tudo leva a crer que o ciclista se desequilibrou num trecho de afunilamento da rodovia com a pista local, no sentido Norte-Sul, caindo na pista principal.

TRÊS CICLISTAS ATROPELADOS E MORTOS EM OITO DIAS NO RECIFE

Num intervalo de oito dias no mês de setembro de 2024, três ciclistas – dois homens e uma jovem mulher – foram atropelados e mortos em diferentes bairros da cidade. Duas das vítimas – os dois homens – atropelados praticamente no mesmo horário e mortos na hora por motoristas do transporte público. Eram trabalhadores que usavam bike para se deslocar.

O primeiro morreu atropelado pelo motorista de um ônibus da empresa Caxangá, na Praça da Convenção, em Beberibe, na Zona Norte do Recife, e o segundo pelo condutor do Sistema de Transporte Complementar de Passageiros do Recife (SCTP), na Ponte-Viaduto Torre-Parnamirim, em Parnamirim, na mesma região.

A terceira vítima, uma estudante de engenharia civil da Universidade de Pernambuco (UPE), foi atropelada por um motoqueiro – a informação era de que seria condutor de aplicativo de transporte – na Torre, Zona Oeste do Recife. Ana Gabriela Sena de Barros, 20 anos, lutou pela vida por mais de dois dias, mas no dia 26 faleceu.

LEVANTAMENTO APONTA EXPLOSÃO DE SINISTROS DE TRÂNSITO COM VÍTIMAS NO RECIFE

Levantamento sobre os sinistros de trânsito com vítimas no Recife revelam um crescimento impressionante nos últimos três anos. A capital pernambucana teria tido um aumento superior a 100% nos registros de colisões, quedas, atropelamentos e outros tipos de sinistros no trânsito com vítimas de 2022 para 2024.

Quando o recorte é feito de janeiro a maio de cada ano, o aumento é de 116,5% comparando 2022, 2023 e 2024. Mas quando a análise é de mês a mês, o crescimento chega a 139%, como aconteceu entre os meses de maio dos três anos analisados. De 2024 em relação a 2023, o aumento foi de 53,9%.

Os registros com vítimas no trânsito recifense aumentaram 62,66% em 2023 em comparação com 2022. O levantamento foi realizado pela Ameciclo com os dados abertos da Prefeitura do Recife.





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