Depois da Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte adotam desfiles de blocos sem cordas com shows patrocinados por dezenas de empresas.
Publicado em 06/03/2025 às 0:05
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Primeiro foi a Bahia que iniciou através de seus grandes cantores, um movimento de eliminação das cordas de seus blocos de Axé que se tornaram padrão para centenas de cidades.
Ele até ganhou um nome: Pipoca, numa referência ao enorme número de pessoas que, fora do grupo com uma camiseta padrão, aproveitavam o som dos artistas. Mas não demorou para que os artistas do Carnaval de Salvador decidissem que a melhor forma de integrar seus fãs era que eles brincassem na frente do trio sem ter que pagar.
Festa de todos
Foi uma vitória do modelo que Pernambuco sempre adotou. Seja no Galo da Madrugada, seja no Homem da Meia Noite e que virou o nosso padrão de comparação nas centenas de agremiações que fazem o Carnaval do Recife e dezenas de cidades.
E, assim como acontece com shows do poder público, o patrocínio que banca a estrutura das bandas também virou um outro modelo que tem um potencial de atração de público muito maior só que pagando os shows das próprias bandas na rua.
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Pipoca da Ivete em Salvador. – Gilberto Júnior
Artistas nacionais
O Rio de Janeiro veio a seguir com a vantagem de ser a casa dos artistas e bandas iniciando um movimento que multiplicou o número de foliões em relação aos de Recife e Olinda, Especialmente pela facilidade de obtenção de patrocínio com o novo apelo de festa gratuita.
O sucesso dos bloquinhos do Rio de Janeiro virou modelo para centenas de desfiles, chegando ao termo megablocos devido ao números de participantes atraídos por shows dos grandes artistas que se apresentavam sobre os trios. Em 2025, a Prefeitura do Rio de Janeiro recebeu 685 pedidos de inscrição desses blocos.
SP entra na festa
Foi quando São Paulo – que não tinha Carnaval de rua – adotou o modelo. E como tudo que São Paulo faz, o número de pessoas está sempre muito além do que acontece nos demais estados. Até porque o parâmetro de público lá passou a ser o do Galo da Madrugada.
São Paulo virou o estado dos megablocos com a vantagem de também sediar as cervejarias abrindo possibilidade de patrocínio muitas vezes maior que tem os promotores de blocos nos demais estados.
Limitar o número
O movimento cresceu tanto que a Prefeitura de São Paulo precisou limitar espaços e horários devido a demanda de policiamento. Este ano ao menos 620 blocos saíram pelas ruas de São Paulo num movimento que agora começa semanas antes.
Virou um novo tipo de evento patrocinado que passou a atrair, literalmente, milhões de pessoas que deixaram de sair da cidade em busca de cidades como Recife, Salvador e Rio de Janeiro.

Blocos de Carnaval de São Paulo com milhares de participantes – Divulgaçao Prefeitura de Sõ Paulo
Verba publicitária
O Carnaval de São Paulo se consolidou como evento de rua em apenas uma década devido ao volume de público que passou a atrair e que, necessariamente, não tem nem desfile pelas ruas Em sua maioria é mais um show de artistas de renome nacional que atraem grande público com o trio elétrico parado.
Em São Paulo, por exemplo, para desfilar, os blocos precisam de autorização da prefeitura e devem respeitar as regras publicadas no guia. Ficou tão grande que este ano não foram aceitas novas inscrições nos períodos de pré e pós carnaval para desfilar na Sé, Lapa, Pinheiros e Vila Mariana, circuitos mais consolidados, que já têm a maior quantidade de desfiles.
A hora de BH
Finalmente, Belo Horizonte entrou na lista de capitais com capacidade de atrair milhares de pessoas com o mesmo modelo de festa de rua sem cordas e com shows de artistas locais que conseguem patrocínio. Não raro apenas para montar a estrutura de som e apoio técnico. Segundo a prefeitura de BH, 568 blocos fizeram inscrições para desfilar na capital de Minas Gerais
Belo Horizonte, porém, revela uma marca diferenciada de seus blocos, que é uma certa segmentação de organizadores que produzem desfiles temáticos, mas que acabam atraindo muito mais público que os simpatizantes, sempre com shows de artistas com autorais que necessariamente não estão associadas ao Carnaval, mas atraem grande público.

Belo Horizonte consagrou o modelo de grandes blocos de Caraval a rua – Divulgação
Evento nacional
Como no Brasil sempre tem Carnaval nas capitais, isso não quer dizer que a festa que justifica um feriadão de cinco dias seja apenas nelas. No interior da Bahia e de Minas Gerais, como acontece em várias cidade de Pernambuco, existem comemorações de Carnaval centenárias.
Mas o fato novo é que hoje aos menos cinco capitais podem comemorar o carnaval com grande público: Recife, Salvador, Rio e Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte que tem cada vez mais gente brincando Carnaval e que vai muito além do Galo da Madrugada e dos desfiles das escolas de Samba do Rio de Janeiro e São Paulo.
Para exibir marcas
É um grande negócio com presença de marcas tradicionais associadas liderado pelas cervejarias, mas também com bancos e montadoras de automóveis e, mais recentemente, das bets, as casas de apostas que se transformaram em grandes patrocinadores do Carnaval do Brasil.
Do Galo da Madrugada, no Recife, a todos os camarotes dos sambódromos do Rio e São Paulo. O Carnaval sempre foi um bom lugar para exibir uma marca de sucesso.

Bloco de Carnaval do Rio de Janeiro – Divulgação
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