Mise-en-scène: Renata Sorrah e Gregório Duvivier integram programação do Cena Contemporânea 2025, em Brasília (DF)

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Mise-en-scène: Renata Sorrah e Gregório Duvivier integram programação do Cena Contemporânea 2025, em Brasília (DF)


Sob a direção de Guilherme Reis, a 30ª edição do Cena Contemporânea ocorre em Brasília de 26 de agosto a 7 de setembro. O festival, com patrocínio da Petrobras, apresenta uma programação que inclui espetáculos, debates e atividades formativas, com destaque para produções sul-americanas.

A abertura reúne dois trabalhos significativos: a peça brasileira “Ao Vivo (Dentro da Cabeça de Alguém)”, dirigida por Márcio Abreu com atuação de Renata Sorrah, e a produção argentina “Seré”, com Lautaro Delgado Tymruk, que reconstrói o depoimento de um ex-preso político durante o Julgamento das Juntas – história também contada no filme “Argentina, 1985”, com Ricardo Darín. A peça argentina recebeu o Prêmio Argentores 2025 de Teatro Documentário.

A programação inclui ainda outros trabalhos de grande visibilidade nos palcos nacionais. “O Céu da Língua”, monólogo de Gregório Duvivier sobre texto de Caetano W. Galindo, examina a influência da língua portuguesa na formação da nação. “Claustrofobia”, da Cia. Brasileira de Teatro, com Márcio Vito, fala sobre um Brasil dividido por classes e unido pela alienação.

Entre as produções latino-americanas, destacam-se ainda “Medida por Medida (la culpa es tuya)”, adaptação de Shakespeare por Gabriel Chamé Buendia, que aborda abuso de poder através do teatro físico, e “Verdar”, com a atriz chilena Mariana Loyola e direção de Paulo Aros Gho, que examina questões de inadequação pessoal. A peça chilena foi premiada na Mostra Nacional de Dramaturgia do Chile.

Essas produções dialogam com um eixo curatorial que evita o entretenimento superficial. O festival prioriza obras que operam no campo da linguagem e do conflito político. A cena brasileira responde com a potência periférica de “Cabo Enrolado”, de Julio Lorosh (Cia. Graxa de São Paulo), e com a crítica geopolítica de “A Força da Água”, do Pavilhão da Magnólia (CE), que contesta a narrativa da seca nordestina como fatalidade. A performance “A Bailarina Fantasma” de Verônica Santos, completa o panorama ao discutir o apagamento de corpos negros no balé.

Além das apresentações, o festival mantém atividades como os Encontros de Cena, um seminário conduzido por Márcio Abreu e uma residência artística para criadores locais. Dois eventos musicais complementam a programação. O pianista Amaro Freitas apresenta sua pesquisa sonora sobre a Amazônia no Teatro Nacional, e a Orquestra Alada Trovão da Mata realiza um cortejo com mais de 70 brincantes no Espaço Cultural 508 Sul, em uma celebração, de acesso livre, aos 30 anos do festival.

Uma verdadeira maratona cultural, o Cena Contemporânea 2025 reafirma seu papel essencial na cena artística brasileira, oferecendo ao público de Brasília um mergulho profundo na produção contemporânea de teatro e dança, com um olhar agudo sobre o nosso tempo.


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