Ministro Dias Toffoli arrastou para dentro do Supremo Tribunal Federal uma crise que era exclusivamente sua

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Ministro Dias Toffoli arrastou para dentro do Supremo Tribunal Federal uma crise que era exclusivamente sua



Dois fatos no caso Master: por que o procurador não se antecipou às investigações e qual a motivação da nota da Federação União Progressista

Por

Romoaldo de Souza


Publicado em 13/02/2026 às 19:26
| Atualizado em 13/02/2026 às 19:29

Clique aqui e escute a matéria

MEMÓRIA DE ELEFANTE
Responsáveis por guardar a memória coletiva de rotas de sobrevivência em remotas regiões africanas, os elefantes são sempre lembrados quando alguém é capaz de descrever uma peça musical, um espetáculo circense ou até mesmo uma reunião secreta com dez integrantes.

DETALHES MINUCIOSOS…
…que vazaram do encontro de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para analisar relatório da Polícia Federal no caso Banco Master sugerem que ou alguém gravou a reunião e repassou o conteúdo a um jornalista ou o vazamento decorreu de um relato minucioso dos diálogos pouco republicanos travados na Corte.

UM BUSTO PARA A PF
No entorno do presidente Lula da Silva (PT), o sentimento é de que a corporação, comandada pelo delegado Andrei Rodrigues, merece os louros pela agilidade na apuração das investigações e na confecção do relatório que o ministro Flávio Dino, do STF, chamou de “lixo jurídico”.

‘MENDONÇA É OSSO DURO…’
Avaliação de congressistas em contato com a coluna sobre a escolha do novo relator do caso Banco Master no STF apontam Mendonça comprometido de exigência e “compromisso com a agilidade”, até para dar uma resposta rápida à sociedade.

‘TERRIVELMENTE EXIGENTE’
André Mendonça, que no passado recente foi chamado de “terrivelmente evangélico” pelo então presidente Bolsonaro, realizou reunião com a força-tarefa da Polícia Federal recomendando “serenidade” e “rigor” nas apurações.

NEM TÃO CEDO
Se a oposição se articulou para apresentar ao menos três pedidos de impeachment contra o ministro Dias Toffoli, do STF, a mesma pressa não se observa quando se trata da falta de ação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao menos para suscitar a suspeição de Toffoli.

O POVO CONTRA TOFFOLI
Os presidentes da federação União Progressista, Ciro Nogueira e Antonio Rueda, estão perdendo o sono. Os dirigentes do PP e do União Brasil, respectivamente, dizem-se inconsoláveis com as “narrativas que querem colocar a população contra o ministro Dias Toffoli”. Alegam, em outras palavras, que Toffoli não fez por merecer as críticas e desconfianças, até por “tudo o que fez e faz pelo país”.

SOS BOLSONARO
O governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), atua como advogado informal, pedindo junto a “ministros visitados” que o STF conceda prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

AUSÊNCIAS FORÇADAS
As ministras Anielle Franco, da Igualdade Racial, e Margareth Menezes, da Cultura, além do presidente da Embratur, Marcelo Freixo, seguirão a recomendação do chefe da Secom, Sidônio Palmeira, e acompanharão o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói do camarote. “Melhor não arriscar”, disse um petista, que também tem na ponta da língua o enredo que vai homenagear Lula no desfile das escolas do Grupo A.

O SORRISO DE LUPI
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, anda com um sorriso de canto a canto da boca porque, de acordo com informações, a ex-deputada Marília Arraes estaria de mala e cuia prontas para dar adeus ao Solidariedade e embarcar de vez no PDT.

PENSE NISSO!
Os três macacos sábios — Kikazaru, aquele que não escuta o mal, por isso está de ouvidos tapados; Mizaru, que não enxerga o mal, por estar de olhos vendados; e Iwazaru, que não fala o mal, mantendo a boca fechada o tempo todo — poderiam ser o símbolo da gestão de Paulo Gonet à frente da Procuradoria-Geral da República.

No episódio do caso Banco Master, Gonet, que tem a responsabilidade constitucional de provocar o Supremo Tribunal Federal quando uma investigação aponta a participação de autoridades com foro privilegiado, optou pelo silêncio.

O procurador — como se costuma dizer no ditado popular — manteve-se na moita. Em silêncio.

Poderia ter se antecipado.

Pense nisso!



Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *