Sem a preparação adequada e com baixo nível salarial, uma das profissões mais importantes para o desenvolvimento social pede mais atenção
Publicado em 15/11/2024 às 0:00
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O conhecimento é uma espécie de magia: para quem o tem, abre portas e janelas como se por encanto. E para quem não sabe do que se trata um assunto, a mágica espanta, gerando fascínio ou medo. O transmissor do conhecimento, em eras antigas, já foi mago, mestre, tutor. Alguém a quem confiar a tarefa de informar, na missão de educar as novas gerações para trilharem o caminho até o futuro. Ainda hoje é comum se afirmar que o ensino oferece oportunidades para a vida, ampliando horizontes, libertando os potenciais de cada um, nivelando condições de prosperidade que, sem a educação, permanecem desiguais, acumulando uma série de problemas em uma comunidade, cidade ou nação.
Assim como é “obviamente impossível o desenvolvimento do país sem o rigoroso cuidado da ciência e da tecnologia”, como defendeu Paulo Freire, deveria ser ainda mais óbvio o apreço e a valorização pelo ofício de quem ensina. De quem passa, junto com as informações que combinam a sabedoria acumulada pela humanidade e as descobertas e abordagens mais recentes, com a experiência de vida que precisa ser valorizada como missão. O desapreço pelos professores e professoras, no avesso do óbvio, desestimula potencialidades, estreita horizontes individuais e coletivos, deixando pessoas e países com a sensação realista de não saírem do lugar.
Como muitos brasileiros e o Brasil, há séculos. De acordo com o Anuário Brasileiro de Educação Básica, da organização Todos Pela Educação, de cada três professores de escolas públicas, um não possui a formação adequada para aquilo que ensina em sala de aula. O déficit formativo é grave, e funciona como um gargalo estrutural para o desempenho da escola e dos estudantes, não apenas do mestre sem informações nem o preparo para exercer o ofício. Num despreparo que pode ser percebido pelos alunos, desestimulando o gosto pela aquisição de conhecimentos, ao mesmo instante em que pode ter um professor desestimulado, por esses e outros fatores, diante das turmas.
Os dados constantes do Anuário são oficiais, do IBGE e do Ministério da Educação. Nos anos finais do fundamental, do 6º ao 9º ano, sobe para 41% o percentual de professores sem a formação apropriada. Um exemplo de inadequação é quando um professor de física dá aula de química, sem licenciatura nem experiência no que ensina. Na educação infantil brasileira, mais de um quinto dos professores não tem sequer graduação. Em outro aspecto do levantamento, o relatório aponta que mais de dois terços dos licenciandos optaram pelos cursos à distância, numa modalidade ainda debatida em sua eficácia para a formação de professores.
O governo federal anunciou que irá lançar, ainda este mês, um programa de valorização para os professores da educação básica. A valorização precisa ser estrutural, e não superficial, ampliando o orçamento do MEC para a formação de quem ensina, melhorando as condições de aula e estimulando a carreira de modo intenso, destacando sua prioridade para o desenvolvimento brasileiro.

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