O musical “Dreamgirls” escolheu o Teatro Santander para receber a primeira adaptação brasileira do espetáculo que retrata a ascensão da black music nos Estados Unidos nos anos 1960, quando as protagonistas Effie White, Deena Jones e Lorrell Robinson querem atingir o estrelato como cantoras.
Para a montagem, a parafernália de equipamentos trazia dois discos giratórios, que movimentavam estruturas enormes no palco. O sistema de varas e estruturas metálicas suspensas permitiram que a peça incluísse grandes cortinas com espelhos e painéis que imitavam fachadas de teatro na cenografia. Só essa aparelhagem evidencia que “Dreamgirls” não poderia ser montada em qualquer lugar.
Localizado no Complexo JK, na região oeste da capital, o Teatro Santander abriga por trás das cortinas dezenas de atores e seus figurinos em dez camarins, além de grandes cenários e banda com instrumentistas tocando ao vivo. O endereço foi eleito o melhor teatro para superproduções pelo segundo ano consecutivo em votação do júri da Folha.
Neste ano, a casa recebeu “Meninas Malvadas – O Musical”, adaptação do filme escrito pela comediante Tina Fey. O longa virou um musical da Broadway em 2018. A versão brasileira, em cartaz de março a junho, reproduziu ambientes como o colégio North Shore e o quarto da patricinha Regina George ao combinar grandes telões e arquibancadas no palco.
Em anos anteriores, o teatro também foi a casa de “Wicked”, montagem que fez a bruxa má do oeste voar por cima da plateia em uma vassoura. Já “Elvis: A Musical Revolution”, com direção de Miguel Falabella, impressionou pelos cenários, compostos por escadarias móveis com mais de 10 m de altura.
Em dezembro será a vez do balé “O Quebra Nozes”, com a Cisne Negro Cia. de Dança, com participação de Ana Botafogo. As entradas já estão à venda.
A qualidade de som também é um ponto positivo por lá. A casa tem sistema de isolamento acústico, criado para potencializar as trilhas de espetáculos e isolar o ambiente de ruídos externos. Não à toa, a Orquestra Bachiana Filarmônica Sesi – SP se apresentou ali, sob regência do maestro João Carlos Martins.
O teatro comporta 1.084 pessoas e se divide em seis setores: plateia vip, plateia superior, frisa plateia superior, balcão A, balcão B e frisa balcão. Embora as primeiras fileiras dos balcões ofereçam uma visão um pouco restrita, os demais lugares garantem ampla visibilidade. Para quem deseja conferir os ângulos, além dos mapas e indicações nos sites, é possível fazer um tour virtual pelo teatro. Há assentos para deficientes físicos, obesos e pessoas com mobilidade reduzida.
Os espetáculos ficam disponíveis por temporada e os ingressos podem ser adquiridos pelo Sympla —eleita a melhor plataforma para venda de bilhetes por este especial. Também dá para comprar os tíquetes na bilheteria, que permanece aberta até o início da apresentação, ou em totens de autoatendimento, sem taxa de conveniência, no local.
O Teatro Santander é acessado por diferentes meios de transporte. Para veículos próprios, há estacionamento disponível no JK. No caso de carros por aplicativo, a reportagem não encontrou dificuldades ao solicitar o serviço, com espaço específico para embarque.
O endereço também é de fácil acesso para quem escolher o transporte público. Da estação Vila Olímpia, na linha 9-Esmeralda da CPTM, são apenas dez minutos a pé até o teatro.
TEATRO SANTANDER
Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2.041, Vila Nova Conceição, região sul. @teatrosantander


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