Segundo investigação, grupo registrava falsos boletins de ocorrência e fraudava laudos para conseguir indenizações. Esquema era investigado desde 2021
Raphael Guerra
Publicado em 15/08/2025 às 14:11
| Atualizado em 15/08/2025 às 14:29
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Quatro médicos, cinco fisioterapeutas, um vereador e um policial civil fazem parte da lista de 19 pessoas presas suspeitas de integrar um grupo especializado em fraudes de boletins de ocorrências e laudos de saúde para obter indenizações do DPVAT, o Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito, que foi suspenso no final de 2023.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil de Pernambuco resultaram na Operação Sinistro, deflagrada na quinta-feira (14), que também cumpriu 19 mandados de busca e apreensão no Estado e na Paraíba e em São Paulo.
O esquema começou a ser investigado a partir de 2021 após o Ministério Público receber uma denúncia anônima e solicitar apuração da Polícia Civil. A investigação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Repressão ao Estelionato.
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“O grupo identificava vítimas de sinistros de trânsito, vivas ou mortas. Algumas delas recebiam ligações ainda no hospital, porque esses suspeitos tinham acesso aos prontuários por meio de WhatsApp e, se passando por advogados, perguntavam se aqueles pacientes não queriam ingressar com ação para ter direito aos valores do seguro DPVAT. As informações eram obtidas em hospitais públicos”, explicou a delegada Viviane Santa Cruz, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (15).
Intermediários recrutavam vítimas, providenciavam a documentação e protocolavam os requerimentos junto a uma seguradora, retendo parte dos valores pagos.
“As fraudes começavam a partir dos boletins de ocorrência, que eram registrados em Glória do Goitá. Havia casos de sinistros de trânsito que ocorriam a mais de 200 quilômetros de distância e, mesmo assim, os registros eram feitos nesse município, o que chamava muito a atenção”, disse a delegada.
Com os laudos falsos, as seguradoras eram obrigadas a pagar as indenizações. O grupo, segundo a investigação, chegava a ficar com até 60% dos valores.
A Polícia Civil identificou que o esquema existia pelo menos desde 2016. Avalia-se um prejuízo de mais de R$ 2 milhões.
VÍTIMAS FORAM SURPREENDIDAS COM LAUDOS FALSOS
Algumas das vítimas de sinistros de trânsito que tiveram os nomes envolvidos nas fraudes foram ouvidas pela polícia. Elas contaram que não tinham conhecimento de laudos e sequer conheciam os médicos que assinaram os documentos usados nos pedidos de indenização. “Teve gente que nem por perícia passou”, contou a delegada.

Delegados detalharam investigação iniciada em 2021 a partir de denúncia anônima – SIDNEY LUCENA/JC IMAGEM
Os nomes dos presos não foram informados oficialmente. Eles vão responder pelos crimes de falsidade ideológica, estelionato, uso de documentos falsos e corrupção passiva e ativa. Duas empresas envolvidas também tiveram as atividades suspensas por determinação judicial.


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