Médicos Sem Fronteiras conclui operações na Terra Indígena Yanomami após quase três anos de trabalho contínuo

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Médicos Sem Fronteiras conclui operações na Terra Indígena Yanomami após quase três anos de trabalho contínuo


Organização deixa o território após período marcado por reformas em unidades de saúde e redução de casos graves de malária

Por

Eduardo Scofi


Publicado em 05/12/2025 às 11:04
| Atualizado em 05/12/2025 às 11:07



Clique aqui e escute a matéria

Médicos Sem Fronteiras encerrou sua presença na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, depois de quase três anos apoiando ações de saúde em regiões afetadas pela emergência humanitária declarada em 2023.

O trabalho envolveu cuidados médicos, saúde mental e melhorias estruturais em postos de atendimento.

Agravamento dos indicadores de saúde

A atuação da organização teve início em meio ao agravamento dos indicadores de saúde na região Yanomami, especialmente relacionados à malária e à desnutrição.

Com mais de 30 mil habitantes espalhados por um território maior que Portugal, a área concentra desafios logísticos que dificultam o acesso a serviços regulares de saúde.

Uma das bases de referência foi Auaris, região mais populosa da TIY, onde a ONG reformou e ampliou o posto de atendimento. Entre as adaptações introduzidas estavam redes no lugar de camas e sinalização trilíngue em português, Sänoma e Ye’kwana.

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Modelo de trabalho

O modelo de trabalho envolveu a presença de antropólogos e mediadores culturais para aproximar práticas biomédicas dos saberes tradicionais, incluindo a atuação conjunta entre profissionais de saúde e pajés.

O acompanhamento clínico contínuo contribuiu para mudanças no cenário epidemiológico. Relatórios do Ministério da Saúde apontam redução de 20,7% nos casos registrados de malária no primeiro semestre de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024.

As mortes também diminuíram, passando de dez em 2023 para três nos seis primeiros meses deste ano. Profissionais que atuaram no território atribuem parte desse avanço ao fortalecimento das ações de prevenção e ao aumento da procura por atendimento nas fases iniciais da doença.

Realizações de campo

No campo da saúde mental, MSF realizou 523 consultas individuais e desenvolveu atividades coletivas que somaram 5.582 participações, envolvendo psicoeducação, apoio psicossocial e acompanhamento comunitário. O trabalho incluiu ainda capacitações para equipes do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Ye’kwana.

Fora da área indígena, a organização também prestou apoio na Casa de Apoio à Saúde Indígena em Boa Vista, onde ficam pacientes encaminhados para tratamentos não disponíveis no território. As ações envolveram atendimentos médicos, saúde mental e melhorias de infraestrutura.


Marília Gurgel

Moradores indígenas participam de ações de promoção de saúde desenvolvidas pela equipe de MSF – Marília Gurgel

Transição segura

Com o encerramento das atividades, a prioridade da ONG foi promover uma transição considerada segura para as equipes locais, com repasse de procedimentos e treinamentos. A instituição afirma que a experiência acumulada servirá de referência para futuras ações com povos indígenas.

A saída marca mais um capítulo da atuação da organização na Amazônia, que já havia trabalhado na região em surtos anteriores de malária e durante a pandemia de COVID-19.

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