O acerto da comitiva brasileira para esta COP é, justamente, focar não em novas promessas, mas na implementação do que já foi pactuado
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Com a realização da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), até o próximo dia 21 de novembro, em Belém (PA), o Brasil assume um papel central no debate climático global. A expectativa é sempre grande, mas, olhando para o histórico desde a Rio-92, é preciso reconhecer uma amarga realidade: o mundo tem agido como aquele zagueiro que apenas acompanha o atacante, assistindo ao avanço da crise climática sem efetivamente atacá-la.
Desde 1992, quando eventos de desertificação, perda de biodiversidade e alteração climática já eram constatados, evoluímos muito pouco na criação de mecanismos e programas que, de fato, zerassem a pauta negativa do clima e da perda de florestas.
O acerto da comitiva brasileira para esta COP é, justamente, focar não em novas promessas, mas na implementação do que já foi pactuado. A agenda de mitigação e adaptação precisa sair do papel com urgência, e isso exige, primeiramente, a confirmação de financiamentos efetivos para que as economias menos robustas possam bancar suas mudanças estruturais.
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Outro ponto que merece atenção diz respeito à justiça climática, uma pauta ainda incipiente, que deve ser colocada na sala de visita de todos os líderes – presidentes, governadores e prefeitos.
Por fim, a implementação subnacional é crucial; não teremos desmatamento zero ou resiliência climática se estados e prefeituras não introduzirem essa pauta em seus Planos Diretores e políticas diárias, pois a coisa, de fato, acontece nos níveis locais. Falar em desmatamento zero não é só pensar na Amazônia; é agir na Caatinga, na Mata Atlântica e no Cerrado.
É importante destacar também que a efetividade de qualquer COP é drasticamente comprometida pela postura das grandes potências, a exemplo dos Estados Unidos e China, que negam a se inclinar para essa agenda, polarizando a discussão, quando são os maiores emissores. Esse negacionismo climático de líderes globais traz um grande prejuízo, pois eles seguem consolidando suas economias através de uma matriz energética suja, visando exaurir suas reservas antes de, eventualmente, posarem de paladinos.
Isso nos leva ao ponto mais crucial: o petróleo. Num momento em que, globalmente, se volta ao uso intensivo de combustíveis fósseis — o grande vilão do aquecimento —, o limite estabelecido no Acordo de Paris de não-extrapolação do 1,5°C está sob ameaça, já se discutindo flexibilização para 2°C. É uma insanidade. Já sabemos que o uso intensivo do combustível fóssil degenerou a atmosfera e causou a perda de mais da metade da nossa biodiversidade.
Continuar caminhando em direção ao precipício, aprofundando o uso do petróleo – inclusive na agenda econômica brasileira –, é alarmante. A COP30 tem a chance de reverter essa inércia. Mas o sucesso da cúpula não estará nos “salamaleques” dos chefes de Estado, e sim no compromisso real de quem está com a mão na massa. É hora de parar de acompanhar o ataque e, finalmente, agir.
Mauro Buarque é biólogo, especialista em Planejamento e Gerenciamento da Método Ambiental
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