Na última quinta-feira (22), morreu em Los Angeles a renomada galerista americana Marian Goodman, aos 97 anos. Um comunicado oficial da sua galeria de arte informa que a morte aconteceu em um hospital da cidade, por causas naturais.
Durante décadas, Goodman foi o primeiro grande nome feminino no mercado de arte americano e uma das galeristas mais importantes do mundo, além da pioneira Barbara Gladstone, morta em 2024, e, ao lado da francesa Denise René (1913-2012).
Nos anos 1980, época em que o mercado era dominado por homens e muito voltado à própria arte dos Estados Unidos, Goodman abriu sua própria galeria com a proposta de ser uma ponte entre Nova York e a arte europeia daquela época –que ainda não havia se recuperado do baque da Segunda Guerra, mas já era considerada por Goodman uma vanguarda.
Goodman tinha predileção por obras de arte complexas, e até por artistas que lançavam mão de meios mais modernos, como o italiano Maurizio Cattelan, que criou um vaso sanitário funcional de ouro maciço do Guggenheim, em Nova York, e a banana com fita adesiva comida por um visitante no Centro Pompidou, na França.
“Foi em sua galeria que muitos nova-iorquinos tiveram seu primeiro vislumbre das pinturas intensas e marcadas pela guerra de Anselm Kiefer e Gerhard Richter, os aclamados artistas alemães cujo sucesso em Nova York outrora parecia duvidoso”, lembrou o The New York Times ao noticiar a morte da marchande.
Goodman era conhecida por sua lealdade aos artistas que representava, e preferia vê-los expostos em museus público do que em mansões particulares. Ela agenciou nomes importantes como Chantal Akerman, Leonor Antunes, Nairy Baghramian, Christian Boltanski, Steve McQueen e Marcel Broodthaers. Sua revolta com o fato de este último não conseguir uma galeria que o representasse nos Estados Unidos, aliás, foi um dos impulsos para que ela abrisse sua galeria na rua 57.
Recentemente, a galeria se mudou para Tribeca, o reduto pomposo onde os endinheirados de Nova York se encontram –para “o bem do público que nossos artistas merecem”, segundo uma das sócias atuais. Antes, na década de 90, o negócio já havia sido um dos últimos a deixar Midtown rumo a West Chelsea, porque Goodman acreditava que era essencial que sua galeria ficasse a uma distância caminhável do Museu de Arte Moderna. No final da década de 1990, ela também abriu uma galeria em Paris, perto do Pompidou.
Goodman era divorciada e deixa dois filhos, Michael Goodman e Amy Goodman Kiefer.
Com informações do The New York Times


/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2579067966.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2579373146.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)







/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2579067966.png?w=150&resize=150,150&ssl=1)


