Regina Duarte lamentou a morte do dramaturgo Manoel Carlos. “Sem o Maneco, a pessoa e a atriz Regina não seriam o que se tornaram depois de viver três Helenas“, escreveu a atriz, que protagonizou as novelas “História de Amor”, de 1995, “Por Amor”, de 1998, e “Páginas da Vida”, de 2006. “Descansa em paz, meu amado Maneco”, disse.
“Nossa relação começou no seriado “Malu Mulher” (1979), uma criação de Daniel Filho junto a uma equipe de sete autores. Fui escalada para viver a protagonista de um dos episódios, cujo título era ‘Até Sangrar’. O episódio falava das dores a que nós, mulheres, estamos sujeitas em diversas situações da vida. Era sobre a constatação de que ‘viver dói, sim, mas dói mais até sangrar’.”
“Manoel Carlos me ensinou muito sobre mim mesma e também sobre a consistência do feminino nas mulheres em geral”, escreveu em seu perfil nas redes sociais.
O dramaturgo Manoel Carlos morreu neste sábado, aos 92 anos. A morte foi confirmada no perfil da produtora Boa Palavra, responsável pelo legado do escritor. Ele se sagrou como um dos principais autores de novelas no país ao criar as Helenas, protagonistas de folhetins de sucesso como “Por Amor” e “Laços de Família”.
Regina Duarte deu vida a sua primeira Helena de Manoel Carlos em “História de Amor”. Aqui, ela precisa lidar com a gravidez prematura de sua filha, que não pode contar com o pai conservador. Helena se apaixona pelo médico Carlos Moretti, interpretado por José Mayer, que tem um relacionamento com Paula, vivida por Carolina Ferraz, e ainda tem contato com a ex, Sheila, interpretada por Lília Cabral.
Em “Por Amor”, Regina interpreta novamente uma Helena, dessa vez uma mãe que vive em função da felicidade da filha Maria Eduarda, vivida por Gabriela Duarte. Mãe e filha engravidam e dão a luz no mesmo dia, mas enquanto o bebê de Helena nasce saudável, o de Maria Eduarda morre após o parto. Helena troca dos bebês para poupar a filha da dor, mas precisa conviver com o segredo.
A atriz voltou a ser Helena em “Páginas da Vida”, de 2016, dessa vez uma obstetra de sucesso. Ela faz o parto de Nanda, que morre durante o procedimento. Clara, sua bebê, tem síndrome de Down e é rejeitada pela avó —mas Helena, que perdeu a própria filha anos antes, se afeiçoa pela criança e a adota. Anos depois, porém, ela ainda esconde de Clara e de seu avô, pai de Nanda, a verdadeira identidade de Clara.

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