Mangás ganham destaque em exposição do museu de artes asiáticas em Paris

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp
Mangás ganham destaque em exposição do museu de artes asiáticas em Paris


Os mangás conquistaram os países ocidentais há quatro décadas. No entanto, as HQs japonesas são uma herança de séculos de folclore e tradições arraigadas, como mostra uma exposição em um museu parisiense dedicado à arte asiática.

Os quadrinhos japoneses são de uma “criatividade impressionante”, afirma Yannick Lintz, presidente do museu Guimet de Paris, dedicado à arte asiática, que exibe até 9 de março a exposição “Mangá, Toda uma Arte!”.

Para ilustrá-la, o museu, situado perto da Torre Eiffel, decidiu misturar amostras de mangás famosos, como “Astro Boy“, “Naruto“e “One Piece“, e também figuras como budas e espadas ninja. Com essa exposição “criativa e dinâmica”, o museu quer “atrair os jovens” e não apenas “os especialistas em Ásia”, visitantes habituais do estabelecimento, explica Lintz.

Os jovens são os principais leitores de mangá —termo formado pelos ideogramas “man” (espontâneo) e “ga” (desenho). Os enredos dos mangás frequentemente inspiram outras produções, como animes, séries ou videogames.

A exposição traça as origens desta técnica, no final do século 19, quando, através dos intercâmbios entre o Ocidente e o Japão, os desenhos satíricos e humorísticos foram introduzidos no arquipélago. Os artistas japoneses adaptaram esta tradição gráfica à cultura local com o “kamishibai” (teatro de papel) e a mitologia japonesa.

A onda de Hokusai

“Não é uma exposição de quadrinhos como as demais, é uma exposição que coloca os quadrinhos em paralelo com o acervo Guimet, com as obras que se encontram no Guimet”, explica à AFP Didier Pasamonik, jornalista, editor e um dos dois curadores da exposição.

A exposição destaca a icônica gravura de Katsushika Hokusai, “A Grande Onda de Kanagawa”, realizada por volta de 1830. O “traço claro e estruturado” do artista japonês “prenuncia a estética dos quadrinhos”, observa.

O museu também homenageia Osamu Tezuka, que, em meados do século 20, revolucionou o mangá com suas sagas de grande sucesso “Astro Boy” e “A Princesa e o Cavaleiro”, o primeiro mangá no estilo “shojo” – que corresponde a narrativas de comédia romântica.

Na década de 1950, surgiu o movimento “gekiga”, com um estilo mais realista e sombrio, destinado especialmente aos adultos. E, foi nos anos 1980 que o mangá conquistou todo o mundo e participou da proliferação da cultura japonesa.

Sagas como “Dragon Ball”, “Naruto” e “Akira” tiveram “um papel fundamental no processo de japonização da cultura popular europeia” e criaram “uma comunidade transnacional de fãs que ultrapassa as fronteiras linguísticas e culturais”, explica Bounthavy Suvilay, da Universidade de Lille, no catálogo da exposição.

A elas se somaram os enormes sucessos dos videogames, como “Super Mario” e “A Lenda de Zelda“, dos animes, e até mesmo das cartas Pokémon.



Source link

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest
Pocket
WhatsApp

Nunca perca uma notícia importante

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *