Mais segurança nas ruas

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Mais segurança nas ruas



A diminuição dos crimes contra o patrimônio na Região Metropolitana, em setembro, na comparação com o mesmo mês em 2024, comprova a necessidade de policiais nas ruas, como se deu recentemente. O governo do Estado formou e colocou novos policiais andando em duplas, recuperando a sensação de segurança que estava perdida em vários locais da capital e demais cidades da RMR. A eficiência conquistada ainda demanda melhorias, para que a redução de ocorrências venha a ser ainda maior nos próximos meses, e se consolide como uma condição rotineira de menor incidência de crimes, e menos medo, para a população e os turistas.
Há quase 3 mil novos policiais militares formando um cordão simbólico de isolamento entre os criminosos e os cidadãos. No entanto, os crimes violentos continuam em alta, demonstrando que é preciso mais investimento em recursos humanos e tecnológicos para afastar o risco da insegurança. As medidas de força são indispensáveis, ao lado de estratégias para combater as causas advindas de uma realidade social e econômica onde impera a desigualdade, escancarada nas condições de vida de parcela da população. A segurança nunca foi sinônimo de paz, embora possa fazer parte dela.
Os números da Secretaria de Defesa Social (SDS) informam que foram 1.881 queixas de crimes violentos contra o patrimônio em setembro deste ano, enquanto os registros no mesmo mês em 2024 chegaram a 2.627 – queda de 28%. No Recife, a redução foi superior a 32%, graças à presença dos novos policiais nas ruas. O alívio para os moradores e visitantes da Região Metropolitana precisa ser alastrado para as demais regiões do estado, uma vez que o investimento efetuado mostrou o resultado esperado. E quanto mais rápido, melhor.
A manutenção do número de mortes violentas no mês, na RMR, em relação a setembro passado, por outro lado, é um sinal de que a estratégia de enfrentamento da criminalidade precisa se aperfeiçoar. A polícia nas ruas eleva a sensação de segurança e evita determinados tipos de crimes, mas não basta para proteger os mais atingidos pela violência, sobretudo nas periferias e comunidades dominadas pelo tráfico de drogas. As investigações e a estrutura de combate ao crime organizado demanda mais investimento, para que os resultados também sejam melhores.
A insegurança urbana é um dos principais problemas históricos de Pernambuco, cujo enfrentamento foi ineficaz por muitos anos. A adição de policiais pode ser o início de uma virada não menos histórica, trazendo de volta para os pernambucanos a garantia de tranquilidade no espaço público. Na ótica do cidadão comum, o avanço é certo e bem-vindo. Resta avançar nos demais setores da segurança, em especial na prevenção e punição de homicídios e feminicídios, cujas marcas continuam fazendo de nosso estado uma referência negativa para o Nordeste e o Brasil.



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