NEUROLOGIA
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Tumores no cérebro podem causar dor de cabeça persistente, convulsões e outros sinais neurológicos; diagnóstico precoce é essencial
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Dores de cabeça frequentes, especialmente quando surgem de forma persistente e com piora progressiva, podem ser um sinal de alerta para tumores no cérebro. A campanha Maio Cinza busca conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento correto das doenças que afetam o sistema nervoso central, sejam elas benignas ou malignas.
Em 2025, o Brasil deve registrar 11.490 novos casos de câncer no sistema nervoso central, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Pernambuco aparece como o segundo estado com mais casos no Nordeste, com uma estimativa de 590 diagnósticos.
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O neurocirurgião Igor Faquini, coordenador da especialidade no Hospital Pelópidas Silveira (HPS), explica que os tumores cerebrais podem ser silenciosos no início, mas há dois sinais de alerta que precisam ser levados a sério: crises convulsivas, que ocorrem entre 30% e 50% dos casos, e dores de cabeça, presentes em 50% a 70% dos pacientes.
“Embora nem toda dor de cabeça seja sinal da presença de um tumor cerebral, certos padrões devem levantar suspeita, especialmente quando associados a outros sinais neurológicos”, explica o médico.
“As principais características dessa dor de cabeça são: início recente em adultos, piora pela manhã, evolução progressiva com aumento de intensidade e frequência, associadas a vômitos e resistência a analgésicos comuns. Ela também pode estar associada a alguns sinais neurológicos, como perda de função motora, de função sensitiva ou alterações na fala, a depender da localização do tumor no cérebro”, completa.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico é feito a partir da avaliação clínica, análise dos sintomas e exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética. Faquini ressalta que o tratamento precisa ser iniciado o mais rápido possível.
“O câncer de cérebro é uma doença muitas vezes incapacitante, agressiva, e a expectativa de vida do paciente é menor que na maior parte dos demais cânceres em outros locais no corpo”, afirma o neurocirurgião.
“Precisamos trazer para o paciente nesse tempo de vida, ainda que não prolongado, qualidade de vida, oferecendo o tratamento correto, que é baseado em cirurgia, radioterapia e quimioterapia, não obrigatoriamente os três e nem obrigatoriamente nessa ordem”, explica.
No Hospital Pelópidas Silveira, o paciente recebe o tratamento neurocirúrgico, e, quando necessário, é encaminhado para unidades de oncologia para dar continuidade à radioterapia ou quimioterapia.
Tipos mais comuns de tumor no cérebro
De acordo com a Associação Americana de Neurocirurgiões (AANS), o glioblastoma multiforme é o tumor maligno mais comum no cérebro, representando cerca de 50% dos casos.
De evolução rápida e extremamente agressivo, esse tipo tem uma taxa de sobrevida de apenas 40% no primeiro ano e 17% após dois anos do diagnóstico. A exposição à radiação ionizante e fatores genéticos estão entre os principais fatores de risco.
Além dos tumores primários, como o glioblastoma e o meningioma — este último geralmente benigno e que surge nas meninges (membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal) —, há também os tumores secundários, conhecidos como metástases. Eles se originam de cânceres em outras partes do corpo, como pulmões e mamas, e se espalham para o cérebro.
“Esses tumores metastáticos são sempre malignos e representam uma parcela significativa dos casos atendidos”, pontua Faquini.
Sinais de alerta para procurar um médico
- Dor de cabeça de início recente em adultos;
- Piora progressiva, especialmente ao acordar;
- Resistência aos analgésicos comuns;
- Vômitos associados à dor;
- Crises convulsivas;
- Alterações na fala, na visão, na sensibilidade ou na força muscular.
O neurocirurgião reforça que nem todo sintoma isolado é indicativo de tumor, mas, na presença de um ou mais desses sinais, é fundamental procurar um serviço de saúde para avaliação especializada.
“O diagnóstico precoce, além de possibilitar intervenções que podem aumentar a sobrevida, também garante mais qualidade de vida durante o tratamento”, conclui Igor Faquini.

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