Mafalda Santoro (1924 – 2024) – Morre Fada Santoro, atriz celebrada na era de ouro do cinema nacional, aos 100

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Mafalda Santoro (1924 – 2024) – Morre Fada Santoro, atriz celebrada na era de ouro do cinema nacional, aos 100


A atriz Fada Santoro, estrela prestigiada da era de ouro do cinema brasileiro, morreu neste domingo (15) aos cem anos de idade, em sua casa no bairro do Leme, no Rio de Janeiro. A artista havia recebido alta do hospital em que estava internada, após uma semana de tratamento da Covid-19.

Santoro iniciou a sua carreira durante a década de 1930, quando se apresentava como bailarina em shows em cassinos do Rio de Janeiro e de Niterói. Ela recebeu os seus primeiros papéis no cinema a partir de 1937, fazendo figurações e pontas em filmes feitos pela prestigiada produtora Cinédia —reconhecida como a primeira grande companhia cinematográfica do Brasil.

A artista estabeleceu uma grande carreira no cinema a partir da década de 1940, quando se sagrou uma das principais estrelas da chanchada —gênero marcado principalmente pela comédia musical, com forte apelo popular.

Santoro atuou ao lado de importantes nomes do humor brasileiro, como Grande Otelo (1915-1993) e Oscarito (1906-1970), em sucessos da produtora Atlântida, como “Nem Sansão Nem Dalila” e “Barnabé, Tu És Meu“. A atriz também fez par romântico com o ator Cyll Farney e ficou conhecida como uma das principais mocinhas do cinema nacional.

Em 1949, ela se tornou a primeira atriz a dar rosto e voz ao emblemático papel da escrava Isaura em uma versão para os cinemas. Atuou em teatro musical e também infantil na companhia da atriz Dulcina de Moraes. Foi também pioneira da televisão, participando de diversas atrações exibidas ao vivo, antes da chegada do videotape no país.


Na década de 1950, chegou a protagonizar filmes na Argentina, com status de estrela internacional. Santoro se afastou da vida artística no início dos anos 1960, após o seu casamento com o polonês Michael Krymchantowski, com quem teve três filhos.

Seus últimos trabalhos foram a novela “A Rainha Louca”, na TV Globo, onde fez pequena participação nos últimos capítulos do folhetim, e um rápido depoimento concedido ao célebre documentário de longa-metragem “Assim Era a Atlântida”, dirigido por Carlos Manga que reconta a trajetória do mais importante e popular estúdio cinematográfico do país.

Reclusa e dedicada apenas à vida familiar, Fada Santoro evitava dar entrevistas e não frequentava eventos ou homenagens públicas, tornando-se uma personalidade mítica no imaginário cultural brasileiro.

No ano passado, fez uma raríssima aparição publica, comparecendo ao seu aniversário de 99 anos organizado na Cinemateca do MAM, onde foi exibido o filme “A Escrava Isaura”, sessão que teve também a atriz Lucélia Santos —que viveu o papel na telenovela de 1976.



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