Beneficiários de programas sociais não reconhecem Lula como responsável pela concessão e transferência e consideram pagamentos direitos adquiridos
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O que o presidente Lula se prepara para dizer na sua próxima campanha eleitoral de modo que empolgue os eleitores? O que o presidente pode apresentar como nova promessa de modo a fazer com que quem não está satisfeito com ele lhe dê novamente o voto?
Nos últimos meses, essas perguntas perturbadoras intrigam os analistas e estrategistas de campanha do presidente Lula sobre qual será o mote da sua próxima campanha capaz de despertar encantamento na próxima corrida eleitoral.
Lula Lá
Desde o Lula Lá até a União e Reconstrução da campanha de 2022, a falta de um tema que seja capaz de motivar o eleitor do petista incomoda tanto. Não é que isso não seja possível. Sempre haverá um tema central. Mas o problema é que desta vez todo o arsenal de benefícios sociais deixou de ser algo a ser alcançado.
Na verdade, ao reativar, reciclar e ampliar os programas sociais, o governo Lula virou uma espécie de mais do mesmo que já tinha se feito. Ele está muito mais caro desde que Jair Bolsonaro simplesmente decidiu pagar R$ 600 como piso da Bolsa Família, explodindo o custo do programa de R$ 2,641 bilhões em 2018 (último ano do governo Temer) para R$ 158,1 bilhões no ano passado (penúltimo do 3º de Lula).
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Como se percebe
Uma das questões mais intrigantes está na constatação de como o cidadão percebe as ações do governo. O caso da isenção de R$ 5 mil é um exemplo clássico: o governo acreditava que o benefício seria um divisor de águas.
A última pesquisa da Genial-Quest de março identificou que apenas 17% dos entrevistados dizem que sua renda aumentou significativamente. Quase a metade disse que não sentiu a diferença no contracheque. No público-alvo entre 2 e 5 salários mínimos, 52% disseram não ter sentido diferença alguma.

Lançamento do Programa Pé de Meia – Ricardo Stuckert
Caso do pé-de-meia
Não é somente com ele. O programa pé-de-meia paga aos alunos do ensino médio por frequentarem as aulas e participarem no Enem. Também não é visto como uma concessão do governo, mas como o cumprimento de um direito.
Mas nada é comparável ao Bolsa Família para quem não importa o presidente que o concedeu. Talvez porque o programa hoje atende os filhos das famílias atendidas no primeiro governo Lula (2003/2006) que não melhoram de vida, tanto que continuam sendo assistidos.
Crédito caro
E ainda tem coisa que dá errado. Nas últimas semanas, o governo começou a estudar uma forma de limitar a taxa de juros do programa Crédito do Trabalhador. Um ano após o lançamento do novo modelo para trabalhadores com carteira assinada, o plano do Ministério do Trabalho para oferecer créditos com garantia do FGTS a juros baixos não aconteceu.
O programa já emprestou R$ 110 bilhões, dos quais R$ 70 bilhões foram de créditos novos. Mas as taxas que Lula dizia capazes de livrar o trabalhador de agiotas, na verdade, cresceram. Mas deu ruim. Segundo o relatório de janeiro das Estatísticas Monetárias e de Crédito do Banco Central, a taxa média ficou em 57,4% ao ano, quando em fevereiro de 2025 era 40,9% ao ano. Lula quer anunciar um limite de no máximo 3% ao mês.

Progrma Bolsa Familia – Divulgação
Bolsa Família
O Bolsa Família, ao lado do Abono do Seguro-Desemprego e do BPC, já custou ao governo R$ 373,1 bilhões em volume de transferências. Segundo o ministério da Fazenda em dez anos esse pacote de custos simaria R$ 486,3 bilhões por ano
O caso do BPC se tornou um problema grave em função do crescimento das despesas amparadas por decisões da Justiça reconhecendo novas patologias incapacitantes obrigando o governo a pagar um salário mínimo a pais de crianças que terão benefícios por toda a vida. Em 2025, o BPC passou a custar R$ 127,2 bilhões e deve custar R$ 222 bilhões em 2035, não sendo visto como concessão do governo, mas como um direito social.
Novo desafio
O mais desafiador para o governo é que metade dos brasileiros não afirma que suas vidas melhoraram, com outros 48% dizendo que pioraram.
Talvez o grande desafio do governo seja tentar mostrar que depois de quatro anos a vida dos brasileiros está melhor, que o nível de emprego está no menor patamar da série histórica e que nos quatro anos do governo a economia cresceu em média 2,5%. Não foi ruim. Mas não foi a última Coca-Cola do deserto.
Campanha eleitoral
Claro que numa campanha eleitoral pautada pela clivagem existente hoje no Brasil entre esquerda e direita, os números da economia não sustentam apoio ao chamado incumbente, mas sempre ajudam quando explicam a percepção de melhoria coletiva.
A questão da próxima campanha de Lula será mostrar que um quarto período de governo liderado por Lula será tão bom ou melhor do que foram os últimos quatro anos. Mesmo que a maioria das pessoas que receberam o pacote de benefícios sociais não credite para o presidente a decisão de implantá-lo.
Pacote de benefícios
Depois de anos recebendo um pacote de benefícios sociais que não existe em nenhum país da América do Sul o eleitor já não decide seu voto como reconhecimento dele.
Após 20 anos, talvez a única coisa que ficou cristalizada nos beneficiários dos programas sociais criados por Lula seja que eles se tornaram um direito social que não pode mais ser cortado. O que obrigará o governo a buscar novas ideias e aumentar mais o custo dos programas sociais com a marca do PT e de Lula.

Ecad ve aumento de receitas com streaming no Brasil – Divulgação
O streaming no Ecad
O streaming é o fato novo nas receitas geradas pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição. Impulsionado pelo avanço do streaming, pela expansão dos grandes eventos e por uma atuação mais incisiva no combate à inadimplência, o Ecad encerrou 2025 com R$ 2,1 bilhões arrecadados e R$ 1,7 bilhão distribuído em direitos autorais a mais de 345 mil artistas e compositores nacionais e estrangeiros.
O segmento de Shows e Eventos também apresentou avanço relevante, com crescimento de 13,2% na arrecadação, refletindo a expansão de turnês nacionais e internacionais e dos grandes festivais realizados no país.
Mano Medeiros
Nesta segunda-feira (16), no auditório do Sinduscon-PE, no Recife, a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi-PE) com o Sinduscon-PE promove reunião híbrida estratégica para discutir os impactos da recém-sancionada legislação urbanística de Jaboatão dos Guararapes com o prefeito Mano Medeiros, que apresentará os detalhes da Lei nº 02/2026, que atualiza o Uso, Ocupação e Parcelamento do Solo no município, além da lei do Licenciamento Autodeclaratório Integrado (LAI).
Bottega Veneta
A Bottega Veneta apresenta peças da coleção Verão 2026 nos dias 18 e 19 de março no Piso L1 do RioMar Recife, das 11h às 20h. Num evento exclusivo que promete movimentar o público interessado na marca de luxo italiana, atraindo clientes de Pernambuco e demais cidades da região Nordeste.
Enterprise Network
Nesta segunda (16), o consórcio internacional Enterprise Europe Network inaugurou seu primeiro polo no estado, em Recife, em parceria com o UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau. Fundação de Apoio à Pesquisa, ao termo de cooperação entre a UNINASSAU e a Ensino e à Cultura (Fapec), vinculada à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, responsável pela coordenação do consórcio EEN Brasil junto ao Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
Movimento Econômico
Nesta quarta-feira (18), no auditório do RioMar Trade Center, Torre 5, no Recife, tem a cerimônia de entrega do Prêmio Movimento Econômico – Ano I num evento que reunirá empresários, especialistas e convidados para discutir tendências econômicas e perspectivas de investimento.
A programação contará com palestras de Maria Fernanda Coelho, diretora financeira e de crédito digital para MPMEs do BNDES, Rogério Sobreira, economista-chefe do Banco do Nordeste, e de Teco Medina, consultor financeiro e comentarista da CBN, que abordarão cenários econômicos e oportunidades de investimento.

Navio cargueiro com contêiner na Baía de São Francisco, Estados Unidos. Barreiras comerciais analisadas pelas entidades vinculadas à CNI. – Iano AndradeCNI
Barreiras comerciais
Um levantamento da CNI, ouvindo 19 entidades setoriais, identificou 42 novas barreiras ao comércio internacional em 2025, elevando para 107 o total de entraves mapeados em 36 mercados. Entre os 10 mercados com mais entraves estão o México e os Estados Unidos, que registraram 10 e 8 medidas, respectivamente — o dobro desde a última edição do estudo, divulgado em 2024. Os resultados estão na 4ª edição do Relatório de Barreiras Comerciais Identificadas pelo Setor Privado Brasileiro.

Mulherfes endividamento – Divulgação
Mulheres devedoras
O informe da Recovery, empresa do Grupo Itaú e plataforma especialista em recuperação de crédito no Brasil, que tinha sob sua gestão 15 milhões de contratos ativos nessa modalidade, revela que o contrato ativo relacionado apenas às mulheres chegou a 30 milhões em 2025, indicando crescimento da inadimplência feminina no período.
Nesse mercado ó cartão de crédito também lidera seguido produtos bancários (8 milhões), seguido por dívidas relacionadas a veículos (142 mil). A inadimplência feminina está mais concentrada entre mulheres de 45 a 59 anos, que juntas somam 4 milhões em 2025. Em seguida, aparecem as faixas de 35 a 44 anos e de 60 anos ou mais, ambas com três milhões.
Art Tattoo Expo
De 2 a 5 de julho, no Recife Expo Center, tem a 5ª edição do Art Tattoo Expo, o maior e mais inovador festival de tatuagem e artes integradas da América Latina. O evento desembarca na capital pernambucana com premiação de até R$ 300 mil e expectativa de movimentar a economia criativa e o turismo local.
Estética
Entre os dias 21 e 23, o Shopping RioMar Recife recebe a Estética Nordeste, considerada o maior encontro do setor de estética, beleza e bem-estar das regiões Norte e Nordeste. O evento reunirá profissionais, marcas e especialistas em áreas como bótox, harmonização facial e bioestimulador de colágeno.
A indicação do novo presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) motivou a suspensão das sabatinas para o colegiado, situação que compromete suas decisões e impede que adote padrões suficientes de governança interna capazes de garantir atuação transparente, rastreável, previsível de modo a produzir decisões claras, legítimas, confiáveis e rastreáveis.
O nome do presidente interino Otto Lobo tem a oposição do Ministério da Fazenda, ao qual a CVM é diretamente subordinada. O Presidente do Senado Davi Alcolumbre ainda não informou as indicações, sem data para despachá-las.
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