Na Bahia, Lula lança mote de taxar ricos, polariza com Congresso e abre campanha; discurso reforça divisão entre pobres e ricos como estratégia.
Igor Maciel
Publicado em 02/07/2025 às 20:05
| Atualizado em 02/07/2025 às 23:32
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Marque em seu calendário colado na porta da geladeira: a eleição de 2026 começou nesta quarta-feira, 2 de julho de 2025. E o início foi na Bahia.
O presidente Lula (PT) voou para Salvador e decidiu participar de um ato comemorativo da independência do Brasil. Para quem não sabe, o Brasil comemora sua independência em 7 de setembro porque Pedro I deu o famoso grito às margens do Ipiranga, em São Paulo, mas a verdade é que o primeiro imperador brasileiro não usou a espada nem para cortar goiaba em 1822. A expulsão dos portugueses aconteceu de fato na Bahia, onde houve resistência, e só meses depois, em julho de 1823.
Por convenção, os brasileiros comemoram em setembro, mas quando chegou ao Nordeste Lula deu entrevistas dizendo que pensa em declarar feriado nacional também a data baiana.
Vai acabar dividindo o país em outra frente. Quem for de direita comemora em setembro e quem for de esquerda comemora em julho. Será o “nós contra eles”, versão libertação portuguesa.
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Na mesma visita, em terras baianas, o líder petista resolveu assumir de vez a defesa de uma outra divisão, que já vinha sendo trabalhada e pulverizada pelo seu partido nas redes sociais, a dos “pobres contra os ricos”. Esta já teve até placa.
Carreata Petista
Em um tipo de carreata igual as que são feitas nas campanhas, Lula subiu na carroceria de uma caminhonete e posou para fotos segurando um cartaz com os dizeres “Taxação dos super ricos”.
A peça gráfica é assinada por uma tal de “Diálogo e Ação Petista Associação”, escrito assim mesmo, numa ordem desconexa que deve ter alguma intenção revolucionária contra a própria língua também.
O grupo é mantido por um tal Comitê Nacional do Diálogo e Ação Petista e sua página na internet chega a ser divertida. Há discursos contra o “imperialismo” no estilo venezuelano de Nicolás Maduro e a defesa de que o Governo Lula acabe com a independência do Banco Central, reestatize a Eletrobrás, revogue as reformas Trabalhista e da Previdência e ainda acabe com o Novo Ensino Médio. Há ainda outras ideias bastante modernas para o século XIX.
Diálogo de…
Na prática, o grosso das propostas defende um retorno de quase 15 anos na História brasileira. E, claro, absorveram agora o mote eleitoral da divisão entre “pobres e ricos” no país, carregados nas mãos do presidente da República.
Nas entrevistas que concedeu na Bahia, Lula fez questão de dizer que vai conversar com Hugo Motta e Alcolumbre.
Os presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente, estão sendo atacados nas redes sociais por militantes do PT armados com a nova versão do “nós contra eles” petistas, criticados por defenderem o que a comunicação do partido passou a chamar de “BBB – Bilionários, Bancos e Bets”.
Há paródias, vídeos produzidos com Inteligência Artificial e até xingamentos contra os chefes do Poder Legislativo, antecipando boa parte do esgoto que deve emergir desta eleição com o uso de novas tecnologias.
…gasolina
Mas há algo nessa disposição de Lula para o diálogo com os vizinhos de praça que deve ser bem entendido e deixar os políticos esperando sentados. O ânimo é só da boca para fora.
A intenção veio acompanhada de várias explicações sobre não ter tempo agora, ter agendas internacionais e somente depois, bem depois, vai arranjar um espaço para essa conversa.
Essa ausência de urgência aliada ao desfile com placa sobre “taxação de ricos” que todos sabem ser direcionada ao Congresso, com apoio ao discurso que o PT vem empurrando nas redes, foi como dizer que deseja sossego enquanto espalha gasolina com um cigarro aceso na boca.
Houve quem dissesse, nesta semana, que o Congresso já havia desistido de Lula. Ao que parece, Lula também desistiu do Congresso. E deu início à eleição.
Campanha Iniciada
Ninguém sabe ainda quem será candidato contra o PT. Mas já há uma campanha em curso. E aí vem outro fato curioso: o partido de Lula deverá, com o espírito cívico e social repleto de brios, usar cerca de R$ 2 bilhões que recebeu e receberá por quatro anos em fundos eleitorais e partidários, para defender o discurso de “luta contra os privilégios dos ricos”. Os petistas precisam de muito dinheiro para fazer campanha contra quem ganha muito dinheiro.
É isso, um partido bilionário, que ganha quase R$ 2 bi só em verbas públicas num espaço de quatro anos, vai usar esse dinheiro fazendo campanha contra os bilionários do Brasil. E vai ganhar votos com isso. Somos um país de piadas que já nascem prontas. E adivinhe quem são os palhaços.
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