Lição da Bahia pesa e João Campos terá que evitar o erro de ACM Neto

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Lição da Bahia pesa e João Campos terá que evitar o erro de ACM Neto


Desincompatibilização do prefeito do Recife é vista como investimento para manter força partidária, não apenas como aposta eleitoral imediata.



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João Campos (PSB) deve ser candidato ao Governo de Pernambuco, mesmo com oscilações nas pesquisas e com a vantagem já menor do que foi um dia. “Ele não tem mais como recuar”, comentou um aliado em conversa com a coluna esta semana.

O movimento nos bastidores aponta para a desincompatibilização em abril como o caminho mais provável. É que a discussão deixou de ser eleitoral no sentido estrito, para 2026, e passou a ser mais estratégica. O cálculo não é apenas sobre vencer Raquel Lyra (PSD) em outubro, embora esta ainda seja a intenção principal, mas sobre preservar a musculatura política de um grupo que governa a capital, controla mandatos proporcionais e depende de uma engrenagem de aliados espalhados pelo estado. Inclusive para ter chances reais em 2030, caso perca a disputa este ano.

A decisão não parece responder ao humor da semana nas pesquisas, mesmo que Campos perca terreno, e sim a um projeto de longo prazo de recuperação do poder do PSB em Pernambuco.

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Tendência

Os números ainda colocam João na frente, com vantagem na casa de dois dígitos, mas a distância já foi muito maior. Saiu de patamares próximos a 40 pontos percentuais para algo entre 15 e 20 nos últimos levantamentos.

Há uma curva que preocupa. Ele recua alguns pontos enquanto a governadora cresce com a caneta na mão, entregando obras e ocupando a agenda institucional. O alerta existe dentro da equipe, porém a leitura predominante é que tendência não define destino e, por isso, a ordem é seguir em frente.

Cálculo

O prazo para deixar a prefeitura obriga à escolha dura de renunciar e abrir mão de visibilidade, estrutura administrativa e do conforto de um mandato bem avaliado para enfrentar uma incumbente sentada na cadeira de governadora. Ainda assim, a desincompatibilização do prefeito passou a ser tratada menos como risco pessoal e mais como investimento político.

Para o PSB, ficar de fora pode custar caro demais. Uma eleição sem sem ele, a essa altura, tende a desmobilizar chapas proporcionais, enfraquecer lideranças regionais e reduzir o poder de barganha do partido nos próximos anos. O próprio João seria prejudicado no futuro. E o exemplo vem da Bahia.

Bahia

É nesse ponto que o fantasma de ACM Neto (União) entra na conversa. Em 2018, prefeito popular de Salvador e líder nas pesquisas, ele decidiu não disputar o governo da Bahia. Avaliou que enfrentaria a máquina estadual e preferiu concluir o mandato até 2020 para disputar o governo só em 2022.

A escolha parecia racional. Cumpriu a gestão municipal, elegeu sucessor e saiu forte, caminhando até a campanha de 2022 com até 67% das intenções de voto e sendo chamado de governador antecipadamente por onde andava.

Mas a base que contava com ele em 2018 estava fragmentada por ele não ter sido candidato. Parte perdeu eleição, parte seguiu sem compromisso e até com raiva pelo abandono de última hora, depois de tantas articulações. E, por causa disso, quando a disputa apertou para ACM, com Lula (PT) entrando na corrida em apoio ao PT local, faltou chão político para o neto de Antônio Carlos Magalhães. A desistência de 2018 atrapalhou em 2022.

Lição

O resultado do ex-prefeito baiano foi um derretimento progressivo e a derrota no segundo turno. A interpretação que circula no PSB de Pernambuco e entre aliados é que João Campos já fez tantas promessas aos aliados e articulações que chegou ao “ponto de não retorno”. Se desistir, vai se desgastar e prejudicar o próprio futuro. Então será obrigado a assumir o risco.

Disputa

A ausência cobra pedágio na fidelidade dos aliados e na capacidade de mobilização. A política estadual se faz em rede. Por isso, mesmo com cenário mais competitivo, João deve ser candidato. Não por euforia, mas por necessidade estratégica.

A eleição tende a ser acirrada, com risco real para os dois lados. Raquel conta com a força do cargo. João aposta na capilaridade do grupo e no recall da capital. Ninguém entra confortável. O que se desenha é uma campanha dura, equilibrada e imprevisível.





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