Liberação do FGTS: Especialista alerta sobre riscos financeiros

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Liberação do FGTS: Especialista alerta sobre riscos financeiros



Os trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e foram demitidos sem justa causa terão direito a sacar os valores depositados pelos empregadores antes da demissão. A medida provisória (MP), que será publicada pelo governo federal nesta sexta-feira (28), permitirá o acesso aos recursos, conforme confirmou o Ministério do Trabalho e Emprego.

A liberação dos valores pode representar um alívio financeiro para milhões de brasileiros, mas também levanta preocupações sobre o alto nível de endividamento no País. A iniciativa deve beneficiar 12,1 milhões de trabalhadores, contemplando aqueles que foram desligados desde janeiro de 2020 até a data da publicação da MP. No total, a medida deve injetar R$ 12 bilhões na economia.

Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, o economista Edgard Leonardo analisou os impactos dessa medida, principalmente quando combinada com a oferta de crédito consignado.

Como será feito o pagamento?

O crédito dos valores ocorrerá em duas etapas na conta cadastrada no FGTS:

  • Primeira etapa: será liberado um valor de até R$ 3 mil da parcela depositada pelo empregador anterior.
  • Segunda etapa: caso o trabalhador tenha saldo superior a esse limite, o restante será liberado 110 dias após a publicação da MP.

Após essas duas fases, não haverá novas liberações. Ou seja, os trabalhadores que mantiverem a adesão ao saque-aniversário e forem demitidos futuramente não poderão acessar o saldo do FGTS, que permanecerá retido.

Impacto econômico e endividamento da população

 

“A gente tem um problema muito sério, que é o fato de que já somos um País endividado. Nosso caminho é fazer a economia crescer, gerar emprego e renda, mas a gente sempre busca uma forma de emprestar mais dinheiro para um País onde já temos um alto endividamento, onde o volume de recursos da poupança está baixando e as pessoas estão usando financiamento para pagar despesas do dia a dia. Isso é muito preocupante. A gente ainda não tem um orçamento votado, não tem uma sinalização positiva da economia e a nossa saída é emprestar o dinheiro do cidadão ao próprio cidadão com juros”, disse Edgard.

A preocupação do especialista reforça o alerta sobre o uso consciente dos recursos liberados. Para muitos trabalhadores, o FGTS é uma reserva financeira importante em momentos de dificuldade, e sua retirada deve ser feita com planejamento para evitar novos endividamentos.



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