O cantor Leonardo conseguiu tirar seu nome de uma lista da Justiça do Trabalho com dados de empregadores que utilizam mão de obra escrava.
O sertanejo entrou para a lista no ano passado, quando uma fiscalização encontrou funcionários em “condições degradantes” na propriedade do cantor, a Fazenda Talismã, no Goiás. A notícia foi divulgada pela defesa do cantor.
“Ante o exposto defiro o pedido de liminar para determinar a imediata exclusão do nome do requerente no Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas às de escravo. A medida deverá ser cumprida pela União até 20/11/2024 e perdurará até o trânsito em julgado destes autos”, diz a sentença.
A luxuosa propriedade do cantor, avaliada em R$ 60 milhões, foi inspecionada por técnicos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em novembro do ano passado. Seis pessoas, incluindo um adolescente de 17 anos, foram encontradas em “condições degradantes” condizentes a “escravidão contemporânea”, segundo o ministério.
O advogado de Leonardo, Paulo Vaz, afirmou à época que o sertanejo não era responsável pelas condições de trabalho da Fazenda Talismã. O cantor pagou as multas e indenizações e o caso teria sido arquivado.
Em suas redes sociais, Leonardo afirmou que, em 2022, arrendou a fazenda, alvo da fiscalização. “Eu não me misturo nessa lista aí que eles fizeram de trabalho escravo. Sou totalmente contra esse tipo de coisa”, disse.
A “lista suja” do trabalho escravo, divulgada pelo MTE, divulga os dados de empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão. O documento é atualizado semestralmente –176 nomes foram adicionados, totalizando 727 empregadores.


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