Lembre histórico do Brasil no Grammy, com vitórias para Astrud e João Gilberto

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Lembre histórico do Brasil no Grammy, com vitórias para Astrud e João Gilberto


O Brasil pode terminar a noite deste domingo (1º) com mais um gramofone dourado na estante, a partir da indicação de Caetano Veloso e Maria Bethânia na categoria de melhor música global por “Caetano e Bethânia Ao Vivo”, registro da turnê que eles fizeram juntos entre 2024 e o ano passado.

Eles são os únicos brasileiros indicados à 68ª edição da premiação americana, que ocorre na noite deste domingo (1º) na Crypto.com Arena, em Los Angeles. O vencedor da categoria a que os baianos concorrem será anunciada durante a première, cuja transmissão começa às 17h30, no YouTube, antes da cerimônia principal, às 22h.

Caso vençam, este será o primeiro gramofone dourado de Bethânia, em sua primeira indicação, e o terceiro de Caetano, que já havia vencido na mesma categoria em 2000, pelo disco “Livro”, e em 2001, pela produção do álbum “João Voz e Violão”, de João Gilberto. Ao todo, o baiano já foi indicado cinco vezes.

Para além do resultado, o país tem uma extensa lista de indicações e vitórias em diferentes categorias desde as primeiras edições do Grammy.

O violonista e compositor Laurindo Almeida, morto em 1995, foi o brasileiro com mais indicações, com 14 ao todo, e cinco troféus. O primeiro prêmio para um trabalho brasileiro, na verdade, foi para o engenheiro de som Sherwood Hall 3º, pela melhor engenharia de álbum clássico, em 1959, do disco “Duets with the Spanish Guitar”, de Almeida e Salli Terri.

Nos anos 1960, um dos prêmios mais importantes foi para Astrud Gilberto, com a estatueta de gravação do ano por sua interpretação de “The Girl From Ipanema” no disco de jazz e bossa nova “Getz/Gilberto”, obra que ajudou a difundir o gênero para o mundo. Na mesma ocasião, João Gilberto levou o prêmio de álbum do ano.

Astrud, que morreu aos 83 anos em 2023, também foi indicada à categoria de artista revelação, vencida pelos Beatles, e à de melhor performance vocal feminina, que ficou com Barbra Streisand.

Ainda entre as mulheres, a pianista, cantora e compositora Eliane Elias, nascida em São Paulo e radicada nos Estados Unidos desde 1981, ganhou dois dos gramofones dourados na categoria de melhor álbum de jazz latino. Em 2016, o reconhecimento veio pelo trabalho “Made in Brazil” e, em 2022, por “Mirror Mirror”.

Em 2023, o Brasil voltou a aparecer em categorias principais com a indicação de Anitta a artista revelação. Apesar de sua carreira ter começado bem antes, sua fama entre os americanos só se fortaleceu a partir de 2019, com o álbum “Kisses” e se fortaleceu em 2022 com o disco “Versions of Me”, e o sucesso global da faixa “Envolver”, que chegou ao primeiro lugar do ranking global do Spotify. Em 2025, Anitta foi indicada por “Funk Generation” como melhor álbum de pop latino.

A vitória mais recente do Brasil foi há três anos, para o grupo Boca Livre, pelo álbum “Pasieros”, com Rubén Blades, na categoria de melhor álbum de pop latino.

Entre outros nomes ao longo das décadas, se destacaram ainda Sérgio Mendes, morto em 2024. Indicado por seis vezes, ele venceu o Grammy de música internacional em 1993 com “Brasileiro”, álbum com canções de Carlinhos Brown. Em 1996, Tom Jobim ganhou a estatueta por “Antonio Brasileiro”, após ter sido indicado a artista revelação ainda nos anos 1960.

Em 1974, Eumir Deodato, também indicado a artista revelação, levou o prêmio de melhor performance pop instrumental por “Also Sprach Zarathustra”. Dois anos depois, Morris Albert também foi indicado a artista revelação e em outras categorias, pelo disco “Feelings”.

Em 1989, foi a vez de Roberto Carlos levar o gramofone de melhor álbum de pop latino pelo seu disco homônimo. Já Gilberto Gil foi indicado sete vezes e foi premiado com dois gramofones dourados —em 1999, por “Quanta Live”, e em 2006, por “Eletracústico”.

Dentre outros medalhões, Milton Nascimento venceu o Grammy de melhor álbum de música global por “Nascimento”, em 1998, após uma indicação pelo disco “Angelus”, em 1995. Esteve ainda entre os indicados de 2025 também pelo trabalho com Esperanza Spalding, “Milton + Esperanza”, de melhor álbum de jazz vocal.

Na mesma edição, Hamilton de Holanda e Eliane Elias competiam pelo melhor álbum de jazz latino, respectivamente, pelos discos “Collab” e “Time and Again”.

Outros nomes, como Ivan Lins, Céu, Flora Purim e Mestre Moraes também foram lembrados, mas não ganharam.



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