Presidente da Câmara Brasileira do Livro defende unidade no setor editorial, e alerta para a urgência da democratização da leitura no país
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Com a presença de nomes reconhecidos no mercado editorial, e convidados internacionais, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) realiza a partir desta quarta, 20, o 4º Encontro de Editores, Livreiros, Distribuidores e Gráficos no Casa Grande Hotel Resort & Spa, no Guarujá (SP). Na programação, que segue até a sexta, 22, temas como Inteligência Artificial e seu impacto na indústria do livro, inovação profissional, tendências do marketing, curadoria nas livrarias e cultura organizacional.
Entre os debatedores confirmados, estão o fundador e CEO da Bookshop.org, Andy Hunter, dos Estados Unidos, e o diretor da Proyecto45, o argentino Daniel Benchimol. Do Brasil, participam Rafaella Machado, Rosely Boschini, Felipe Brandão, Daniel Lameira, Florência Ferrari, Flavia Bravin, Luciana Fracchetta, Cecilia Arbolave, entre outros. A programação principal será transmitida ao vivo pela internet. Acesse www.cbl.org.br para saber mais.
Para a presidente da CBL, Sevani Matos, o setor editorial precisa “ampliar canais de acesso e aumentar o número de livrarias, diversificar a oferta e investir em formatos e linguagens que dialoguem com diferentes públicos. Isso envolve tanto a modernização da cadeia produtiva quanto estratégias de aproximação com os leitores”, diz, em entrevista à Literária. A importância do evento está na oportunidade para o debate e a formação de consensos. “O setor vive mudanças e precisa se posicionar de forma conjunta. Entre as principais questões de interesse, destacaria a inovação nos modelos de negócio, a sustentabilidade das empresas e a construção de caminhos colaborativos para ampliar o acesso ao livro e à leitura no Brasil” pois “é na soma dos esforços que conseguimos alcançar resultados mais sólidos e duradouros”.
Leia a seguir a entrevista com Sevani Matos.
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Sevani Matos é presidente da CBL – Divulgação
JC – Qual a sua visão do atual momento do mercado editorial no Brasil?
Sevani Matos – O mercado editorial brasileiro tem demonstrado grande resiliência, mas enfrenta um importante desafio: garantir o acesso democrático à leitura. A 6ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil apontou que a proporção de não-leitores (53%) superou a de leitores (47%). Em relação a 2019, perdemos 6,7 milhões de leitores. Esses números reforçam a necessidade urgente de políticas públicas consistentes. Em 2024, durante a abertura da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, foi assinado o decreto que instituiu a Política Nacional do Livro e Leitura, que cria a base para o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL). O plano propõe um conjunto contínuo de políticas para livro, leitura, literatura, escrita e bibliotecas, estruturado em quatro eixos estratégicos: Democratização do acesso ao livro; Fomento à leitura e formação de mediadores; Valorização simbólica da leitura; e Desenvolvimento da economia do livro.
JC – Os avanços institucionais abrem boas perspectivas?
Sevani Matos – O PNLL foi construído de forma participativa, com seminários regionais, conferência temática e debates com a sociedade civil e a academia. Agora, esperamos sua efetiva implementação, com metas claras, indicadores de acompanhamento e orçamento compatível com sua relevância. Outro ponto crucial é a aprovação da Lei Cortez, que estabelece regras para a livre concorrência no mercado editorial. Essa legislação fortalece livrarias, editoras e garante a diversidade de títulos. Mesmo diante dos desafios, acreditamos em caminhos promissores. A leitura é uma das mais poderosas ferramentas de transformação social: forma leitores críticos, amplia repertórios e contribui diretamente para o desenvolvimento humano e cultural do país. Valorizar e promover o livro é investir no futuro do Brasil.
JC – Como o setor produtivo tem enfrentado os desafios que envolvem desde mudanças tecnológicas a tendências na preferência de leitura, nas últimas décadas?
Sevani Matos – O setor produtivo tem enfrentado esses desafios combinando adaptação tecnológica e atenção constante ao comportamento do consumidor. Nas últimas décadas, foi preciso incorporar inovações, desde a digitalização de processos até a chegada de novos formatos, como o livro digital e o audiobook. Ao mesmo tempo, o setor se voltou para compreender melhor o leitor, que hoje tem seu tempo disputado por muitas outras formas de entretenimento. Os desafios são grandes, mas temos tentado ampliar canais de acesso e aumentar o número de livrarias, diversificar a oferta editorial e investir em formatos e linguagens que dialoguem com diferentes públicos. Isso envolve tanto a modernização da cadeia produtiva quanto estratégias de aproximação com os leitores.
JC – Em sua quarta edição, qual a importância do Encontro de Editores, Livreiros, Distribuidores e Gráficos neste momento? Qual será a principal questão de interesse dos participantes?
Sevani Matos – O Encontro chega à quarta edição consolidado como um espaço estratégico de diálogo, reflexão e troca de experiências entre os diversos elos da cadeia do livro. Neste momento, sua importância é ainda maior porque o setor vive mudanças e precisa se posicionar de forma conjunta. Entre as principais questões de interesse, destacaria a inovação nos modelos de negócio, a sustentabilidade das empresas e a construção de caminhos colaborativos para ampliar o acesso ao livro e à leitura no Brasil.
JC – O encontro institucional proporcionado pelo evento permite vislumbrar a integração como o melhor caminho para as demandas do setor? Qual a perspectiva dessa integração?
Sevani Matos – A integração é o caminho mais promissor para o setor do livro. Cada elo (editoras, livrarias, distribuidores e gráficas) tem sua relevância, mas é na soma dos esforços que conseguimos alcançar resultados mais sólidos e duradouros. O Encontro de Editores, Livreiros, Distribuidores e Gráficos se consolidou justamente como um espaço que valoriza esse espírito de união, mostrando que quando trabalhamos de forma articulada conseguimos enfrentar melhor os desafios e abrir novas oportunidades. A perspectiva é que essa integração continue se fortalecendo, com pautas comuns que beneficiem todo o ecossistema do livro e, principalmente, os leitores.
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