O Caderno do Fim do Mundo nasceu da transformação em literatura das memórias,e reflexões registradas durante o isolamento em virtude da pandemia
Mirella Araújo
Publicado em 20/08/2025 às 10:53
| Atualizado em 20/08/2025 às 11:10
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O mundo pode caber em uma folha de papel e, quando bem escrita, essa folha pode abrir portas. É essa a mensagem que o escritor, ator e dramaturgo pernambucano Cleyton Cabral deseja transmitir aos estudantes de escolas públicas que participarão do lançamento do livro-didático Caderno do Fim do Mundo e das oficinas de escrita criativa que fazem parte do seu projeto.
A iniciativa nasceu da transformação em literatura das memórias, experiências e reflexões registradas durante o isolamento em virtude da pandemia da covid-19. Com apoio do Funcultura, a obra será lançada entre agosto e setembro e servirá de ponto de partida para uma série de oficinas, que serão realizadas em quatro cidades pernambucanas: Vitória de Santo Antão, Olinda, Triunfo e Caruaru.
“Cada lugar traz sua paisagem, sua memória e suas demandas, e é disso que nascem os textos. Em Olinda, por exemplo, a oficina acontece na Escola Claudino Leal, onde estudei, o que dá um tom de retorno e responsabilidade muito forte. Já a presença em Triunfo, Caruaru e Vitória amplia o alcance e fortalece redes locais de leitura e troca”, explica Cleyton em entrevista à coluna Enem e Educação.
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Escrita criativa como espaço de escuta
Ao levar as oficinas de escrita criativa para alunos da rede pública de ensino, o escritor pretende oferecer umlugar para que esses jovens se sintam à vontade para falarem o que sentem.
“A literatura nos ensina a olhar o mundo de perto e a transformar esse olhar em futuro. As oficinas oferecem mais do que técnica: são um espaço de escuta. Quando percebem que suas histórias podem virar texto, descobrem que suas vozes têm valor. Isso fortalece autoestima, melhora a expressão, reflete no desempenho escolar e na vida fora da escola”, destaca.
A primeira cidade a receber o projeto será Triunfo, no dia 22 de agosto. A oficina acontecerá na Fábrica de Criação Popular/SESC. Depois é a vez de Caruaru, dia 29 de agosto, no Teatro Lycio Neves — sede do Teatro Experimental de Arte (TEA).
De Caruaru, Cleyton segue para Olinda, na primeira semana de setembro, e aqui tem um significado especial: a oficina será na Escola Claudino Leal, na Cidade Tabajara, instituição onde o autor estudou do ensino fundamental ao médio.
E por fim, Vitória de Santo Antão, dia 26 de setembro, na Biblioteca do EREM Antônio Cardoso. Os lançamentos serão seguidos de bate-papo e contarão com intérprete de Libras.
“A escrita criativa desperta curiosidade. Quando um estudante escreve, passa a ler de outro jeito. Não mais para decorar, mas para entender como os textos funcionam. Nesse gesto, ele treina pensamento, nomeia emoções, traduz experiências em argumentos”, afirma o escritor.
“São habilidades que valem na escola, numa entrevista de emprego ou em um projeto comunitário. Escrever é treinar o pensamento”, complementa.
Jovens como protagonistas
Os encontros propõem exercícios acessíveis e trocas afetivas, estimulando a produção de textos a partir de vivências pessoais.
“Quando pedimos a um estudante que escreva a partir de um cheiro, de uma lembrança ou de uma cor, oferecemos a chance de ir além da resposta certa. Esse tipo de exercício ativa a criatividade, porque não há um único caminho. Cada jovem encontra seu modo de dizer, e isso treina a imaginação e a confiança na própria voz”,disse Cleyton Cabral à coluna Enem e Educação.
Para Cleyton Cabral, escrever não significa repetir o que está no quadro, mas criar a partir do que se sente, vive e observa — e é nesse movimento que nasce o protagonismo. Segundo o autor, o estudante passa a compreender que pode aprender por conta própria, pesquisar e experimentar novas linguagens.
A autonomia, explica, surge quando ele deixa de depender apenas do professor para validar sua produção e começa a se reconhecer como autor. Ao se ver nesse lugar, descobre também a possibilidade de ser protagonista em outras áreas da vida, como a acadêmica, a profissional e a social. Para Cabral, a escrita não é apenas forma: é pertencimento, ação e potência.
O Caderno do Fim do Mundo também terá uma versão em audiobook – que será distribuído em bibliotecas comunitárias, escolas públicas e associações de pessoas cegas. No início de setembro, Cleyton Cabral deve fazer o lançamento oficial e venda do livro, no Recife.
O livro-didático teve o financiamento do Funcultura, através da Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco, tem produção de Luciana Barbosa, capa de Java Araújo, Revisão de Raimundo de Moraes e design de Thiago Liberdade.
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