Kleber Mendonça liga por vídeo para Wagner Moura após prêmio em Cannes

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Kleber Mendonça liga por vídeo para Wagner Moura após prêmio em Cannes


Kleber Mendonça Filho se reuniu com jornalistas logo após a vitória dupla do Brasil neste Festival de Cannes. Seu filme, “O Agente Secreto“, foi laureado com o prêmio de melhor direção e melhor ator, para Wagner Moura, que não pôde estar presente para receber o troféu. Por isso, o cineasta ligou por vídeo para o ator para que ele falasse com a imprensa.

“Eu gostaria de estar aí com todos vocês, mas estou aqui sozinho tomando uma taça de vinho, em Londres”, afirmou Moura. “Eu não poderia estar mais feliz por poder trabalhar com o Kleber, estar com ele. Eu tentei trabalhar com ele por anos, e estou muito feliz pela maneira como o filme foi recebido. É um filme brasileiro, que significa muito para a cultura brasileira. É uma pena estar celebrando sozinho.”

“Eu acho que é um momento especial [para o cinema brasileiro]. Uma recepção maravilhosa em Cannes não é algo criado em laboratório, é muito orgânico”, afirmou Mendonça Filho, na sequência. A vitória acontece seis anos após o diretor pernambucano levar o prêmio do júri para casa por “Bacurau”.

“Tivemos um bom festival, com vários acordos de distribuição, mas este é um filme brasileiro e eu quero que as pessoas do Brasil o vejam”, continuou. “Somos um país enorme, e dividido, num fenômeno que tem acontecido no mundo inteiro, mas espero que esse filme consiga falar com todos.”

Mendonça Filho lembrou ainda do contexto de ditadura por trás de “O Agente Secreto”, lamentando a forma branda com que a história lidou com seus perpetradores e dizendo que os brasileiros vivem uma espécie de trauma psicológico coletivo devido à truculência dos períodos.

“O Agente Secreto” se passa no Recife, em 1977, e é protagonizado por Wagner Moura, que vive um pesquisador perseguido por homens truculentos. Apesar de a história não ser exatamente sobre a ditadura militar, ela denuncia a violência e a corrupção que marcaram o período. “O Agente Secreto” já havia vencido o prêmio da Fipresci, a Federação Internacional de Críticos de Cinema, mais cedo.

Sobre a escolha de dar dois prêmios a “O Agente Secreto”, algo incomum em Cannes, Jeremy Strong simplesmente disse que este foi o desejo do júri, em conversa com jornalistas após a cerimônia. “Muitos de nós gostaram muito do filme e queríamos dar um bom prêmio a ele”, complementou o sul-coreano Hong Sang-soo, sugerindo que talvez “O Agente Secreto” não tenha sido um consenso entre os nove membros do grupo.



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