Kanye West não irá se apresentar no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. O show do artista, cujos ingressos já estão à venda, que acontecerá no dia 29 novembro estava previsto para acontecer no espaço, mas a Holding Entretenimento & Networking, responsável pela organização do evento, afirmou em nota à imprensa que o local do espetáculo está sendo remanejado.
Segundo o comunicado, a reserva do espaço havia sido formalizada, o valor havia sido pago e as demais exigências legais e administrativas já haviam sido cumpridas. “Fomos surpreendidos com a revogação unilateral do termo de cessão de uso do espaço, comunicada por e-mail na data de 08/10/2025 pela direção do Autódromo”, diz a produtora na nota.
A declaração veio em resposta a rumores que circularam pelas redes durante a semana, alimentados por usuários que supostamente teriam recebido a informação, pelo Instagram do Autódromo, de que o show não aconteceria no espaço.
A data prevista para o show se mantém a mesma e um novo local ainda não foi revelado. Na época em que a apresentação de West, que hoje atende pelo nome artístico “Ye”, foi anunciada, os produtores responsáveis pelo show, Guilherme Cavalcante e Fabulouz Fabz, se declararam a respeito de uma série de polêmicas com as quais o cantor se envolveu nos últimos meses.
Em entrevista à Folha, eles falaram sobre as declarações antissemitas, racistas e de exaltação do nazismo feitas pelo rapper, que inclusive lançou, no último mês de maio, uma música chamada “Heil Hitler“, banida de plataformas como o YouTube e o Spotify.
“O cara não é nazista“, disse Fabz na ocasião. “Ele está num caminho, se você olhar o Twitter, já começou a se retratar. Artista a gente conhece… Ele é muito estratégico em várias situações de causar polêmicas, devido aos contratos que ele tem.“
Não cabe aos produtores opinarem sobre isso, afirmou Fabz. “Quem quiser ir, vai. Musicalmente, o cara é um gênio. Ele tem o histórico dele. Nem Deus agradou todo mundo. Estamos aqui para trazer uma atração foda. Temos uma assessoria de imprensa para lidar com essa situação, ele já está começando a se retratar e, pela conversa que eu tive, vem coisa boa aí. Ele está virando uma outra pessoa. A realidade é que ele não é nazista —ele está causando.”
Os produtores dizem ainda que não são coniventes com nazismo, e não vão permitir manifestações desse gênero durante o festival. “Vamos tomar as medidas. Isso é inaceitável. A gente não apoia isso. Vamos deixar bem claro que não é o nosso caso. Somos contra tudo isso”, adicionou Fabz.
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