Um grupo de amigos que estuda junto é apaixonado pela mesma garota, mas um dos garotos diz não ter sentimentos pela aluna popular. A trama de “A Menina dos Meus Olhos”, em cartaz nos cinemas brasileiros, se assemelha a uma comédia romântica qualquer. Mas o filme coreano foge ao formato das produções hollywoodianas do gênero e apresenta um romance mais próximo daquele dos k-dramas.
Jin-woo, garoto bagunceiro que não quer saber dos estudos, é claro, acaba se apaixonando pela menina mais estudiosa da turma, Sun-ah. Em vez de expressar seus sentimentos, ele pega no pé dela e passa anos sem se declarar.
O casal é interpretado por dois nomes que vieram do k-pop: Dahyun, em sua estreia na atuação, é uma das integrantes do Twice, um dos principais grupos femininos. Jinyoung fez parte do B1A4 e hoje se dedica à carreira de ator.
Jinyoung diz em entrevista durante visita a São Paulo que, se fosse por ele, teria um estilo mais brasileiro no quesito relacionamento. “‘Meu Deus, anda logo’, pensava sobre meu personagem. Se fosse eu, me declararia imediatamente.”
Apesar disso, ele diz, “é uma idade que talvez a gente não esteja maduro o suficiente para se expressar”. “Jin-woo é desajeitado ao demonstrar seus sentimentos e tende a esconder o que realmente sente. Além disso, o filme não se passa nos dias de hoje”, completa. A história começa em 2002, ano em que a Coreia do Sul sediou parte da Copa do Mundo, e época em que os celulares mal tinham internet.
O ator de 33 anos interpreta um jovem do ensino médio que se prepara para o Enem coreano junto aos amigos. Ele estuda para impressionar Sun-ah, mas consegue entrar numa universidade em Seul. Já ela não tem certeza do motivo pelo qual estuda tanto. “A Menina dos Meus Olhos” é também um filme “coming of age”, pois lida com a entrada na vida adulta e as expectativas dos jovens para o futuro.
O beijo do casal protagonista até rola, mas não antes de um beijo entre dois homens. Ele acontece num contexto cômico, mas ainda assim surpreende, já que é raro ver beijo gay em filmes e séries coreanas, sobretudo as que chegam ao cinema.
Jinyoung diz que se sentiu um pouco envergonhado ao gravar a cena, mas que no fim as filmagens foram divertidas. “Se você pensar em tudo o que Jin-woo passou, os sentimentos dele pela protagonista, você até consegue entender essa atitude. Ele sempre foi mais infantil”, explica.
A comédia romântica, na verdade, é remake de um filme homônimo taiwanês, que virou hit quando foi lançado, em 2011. A versão coreana, dirigida por Cho Young-myoung, chegou ao Brasil poucas semanas depois de estrear na Coreia do Sul —por lá, até agora, é a 11ª maior bilheteria de um título nacional deste ano.
A trama também se destoa dos tradicionais “high schools americanos” no que apresenta. Os jovens se divertem indo a karaokês, tomando soju, uma das garotas sonhar ser ídolo de k-pop. “Nosso filme foi criado pensando na cultura e no sentimento coreano, então estou curioso para saber como o público brasileiro vai recebê-lo”, diz Jinyoung.
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