Justiça mantém prisão de piloto acusado de matar jovem em Brasília

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Justiça mantém prisão de piloto acusado de matar jovem em Brasília



PedroTurra de 19 anos, está preso preventivamente no presídio da Papuda, e responderá pelo crime de homicídio doloso – quando tem intenção de matar

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O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) decidiu, nesta quinta-feira (12), manter a prisão do piloto de automobilismo Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos. A decisão foi proferida pela 2ª Turma Criminal. Assim, Turra vai continuar preso preventivamente no presídio da Papuda, em Brasília. O piloto foi denunciado nessa quarta-feira (11) pelo Ministério Público pelo crime de homicídio doloso.

Turra é acusado de provocar a morte de um adolescente de 16 anos durante uma briga, na qual ele deu um soco no rosto do jovem, que passou duas semanas internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI) e morreu no último sábado (7).

Procurada pela Agência Brasil, a defesa de Pedro Turra disse que “acata serenamente” a decisão que manteve a prisão e que vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para discutir o mérito do caso.

Defesa de adolescente diz que soco dado por ex-piloto Pedro Turra ‘foi causa da morte’

A defesa de Rodrigo Castanheira, adolescente de 16 anos que morreu no último sábado, 7, após ser agredido por Pedro Turra, de 19 anos, afirmou que o soco dado pelo ex-piloto foi a “causa da morte”. Conforme o advogado Albert Halex, a vítima levou uma forte pancada no lado esquerdo da cabeça, enquanto o choque com o carro no qual Rodrigo teria batido a cabeça após as agressões aconteceu no lado direito. A defesa de Turra critica vazamento de informações.

“Se fosse um efeito de bater no carro, a cirurgia teria de ter ocorrido do lado direito”, afirmou Halex. Anteriormente, os advogados de Turra divulgaram nota em que lamentavam a morte de Rodrigo.

“Informamos que a família de Rodrigo Castanheira teve acesso ao prontuário médico, cujos dados preliminares indicam ausência de relação entre a causa do falecimento e o veículo mencionado”, afirmou Halex em suas redes sociais.

“Ressaltamos que todos os traumas e cirurgias foram realizados no lado esquerdo do crânio de Rodrigo, local do soco, enquanto o soco desferido pelo agressor apresentou impacto de altíssima intensidade, com força considerada descomunal”, esclareceu Halex ao Estadão.

“Essa configuração sugere a necessidade de análise de outras possibilidades. A equipe segue investigando todos os aspectos do caso, com compromisso de prestar atualizações assim que novas evidências forem apuradas”, concluiu.

A defesa do adolescente pede que seja investigada a possibilidade de que o agressor tenha usado um soco inglês no momento do ataque, já que seria pouco provável que somente o golpe sem um objeto deixasse Rodrigo em coma. O curto espaço entre a mão do agressor e a cabeça da vítima poderia causar desequilíbrio, mas não fraturar. Em caso de soco direto entre a mão e a face, o punho direito de Turra também deveria apresentar sinais de lesão, a não ser que estivesse protegido por um objeto

Segundo Halex, Castanheira estava esperando o Uber para sair de uma festa de aniversário que terminou na madrugada de 24 de janeiro, quando foi surpreendido por um cuspe de Turra. O agressor estaria acompanhado de mais quatro pessoas e teria desferido diversos golpes contra Rodrigo, até a vítima bater em um veículo e cair no chão. Rodrigo ficou em coma após as agressões e morreu cerca de duas semanas depois.

As informações do ocorrido foram coletadas por Halex através de depoimentos das testemunhas à Polícia. Dessa forma, o advogado responsável pela defesa de Pedro Turra manifestou “profunda preocupação e repúdio” quanto ao vazamento de depoimentos produzidos em sede policial e inseridos em autos que tramitam sob sigilo.

“Trata-se de material que sequer havia sido disponibilizado à própria Defesa técnica, o que evidencia grave ruptura do dever legal de custódia da prova. O segredo de justiça é integral e não comporta divulgação seletiva”, divulgou em nota.

Em seguida afirmou que as medidas judiciais cabíveis já foram adotadas, com requerimento de apuração rigorosa dos responsáveis pelo vazamento.

O Hospital Brasília Águas Claras, da Rede Américas, confirmou a morte de Castanheira. “Apesar de todos os esforços da equipe médica, o quadro evoluiu para a perda completa e irreversível das funções cerebrais, seguindo todos os protocolos estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina”, informou o hospital em nota. Turra está preso desde o dia 30 de janeiro.

Turra teria sido convidado para a festa por outro piloto que tinha desentendimentos com Castanheira, relacionados a ciúmes por conta de sua ex-namorada, que também estava na festa. “O Rodrigo era uma pessoa muito carismática, todo mundo gostava dele. Então esse colega achava que o Rodrigo tinha alguma coisa com a ex-namorada dele”, explica a defesa.



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