Embora o homem, como ser físico, seja limitado e finito, é no pensar, no amar e no agir em benefício do outro que ele ultrapassa suas fronteiras
Publicado em 27/12/2024 às 18:06
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.

‘;
window.uolads.push({ id: “banner-970×250-1” });
}
“Quando tudo o que foi a tua vida ruir à tua volta, olha perto de ti, aquém das paredes que caírem. E, se vires a luz serena e firme, fixa-a e segue-a. Para lá das paredes que caírem, caminhos se abrem. Segue a luz que te levará uma a nova aurora”.
Muito em síntese, diz-nos o jurista português J.O. Cardona Ferreira que tudo tem sentido, diante do acima afirmado, quando a lei como norma objetiva que existe é menos que o Direito e este será instrumento para a justiça.
Em sua obra temática de direito recursal, expressou que a luz servirá de guia ao direito e o desafio apresentado ao jurista é pensar as vias de abertura do futuro. Citando François Ost, dar um futuro ao futuro, pondera que “o direito só tem sentido e deve ser vivenciado como uma ferramenta que deve ser útil à Justiça”. Os recursos são uma procura de resposta.
Tudo isto é tão mais oportuno, quando estamos circunstanciados no Ano Novo e, nele, seremos todos recorrentes na exata compreensão de apoiando-se no novo tempo, sentirmo-nos renascidos para a superação. Os recursos, jurídicos ou não, asseguram, a correta travessia na luz para as indispensáveis petições de vida.
‘;
window.uolads.push({ id: “banner-300×350-area” });
}
Há que se eliminar, de vez, as injustiças do mundo, pensarmos uma base instrutória de solidariedade social, viabilizarmos a construção de outras paredes que edifiquem a nova casa de uma sociedade mais justa.
Embora o homem, como ser físico, seja limitado e finito, é no pensar, no amar e no agir em benefício do outro que ele ultrapassa suas fronteiras.
Ele encontra infinitude quando:
- (i) constrói algo que ressoa além do tempo, como arte, ciência ou conhecimento;
- (ii) doa-se de forma genuína, por amor, para transformar a vida de outros;
- (iii) conecta-se ao todo maior — à humanidade, ao universo, ao divino.
O ato de transcender a própria individualidade é, em essência, um ato de amor. É reconhecer que somos partes de um todo e que nossas ações reverberam infinitamente.
A tanto, outro ano chega para respondermos ao futuro e a nós mesmos e uma vez capazes de coerência com ele, sermos todos resilientes.
A resiliência é fundamental para enfrentar os desafios da era moderna, marcada por rápidas transformações e incertezas.
Recorramos a este Ano Novo, como rede de apoio para adotarmos uma mentalidade de crescimento em organização sistêmica de nossas vidas, com esforços e aprendizados.
Dentre tantos, aprender o próximo, irmão invisível, colocando-se no lugar do outro, para ciência de suas necessidades, entendendo o que o preocupa ou o que o motiva. Inspirados, saibamos sempre o outro para as ações coletivas.
Uma sociedade que “aprende o próximo” é mais empática, justa e colaborativa. E ao valorizar a história de cada indivíduo, criamos um ambiente mais acolhedor e inclusivo, onde todos podem crescer juntos. Essa, uma das petições recursais, em redução de danos do sofrimento humano.
Bem a propósito, surge a Lei nº 15.069, de 23 de dezembro passado, instituindo a Política Nacional de Cuidados, “destinada a garantir o direito ao cuidado, por meio da promoção da corresponsabilização social e entre homens e mulheres pela provisão de cuidados, consideradas as múltiplas desigualdades”.
Em outras palavras, reorganiza a distribuição das tarefas de cuidado no país, promovendo a inclusão social e garantindo direitos de quem cuida e de quem recebe cuidados.
O cuidado como valor jurídico ganhou relevância no direito contemporâneo, designadamente na proteção dos direitos humanos. Reflete a preocupação com a dignidade humana, a solidariedade e a preservação de relações de respeito e proteção entre pessoas e instituições.
O dever entre pais e filhos, entre os cônjuges ou conviventes, a proteção dos idosos e uma vigília de atenção com os vulneráveis, são aplicações práticas que incorporam o cuidado para melhor regular as relações e as responsabilidades. Segue-se, daí, a necessidade de se desenvolver critérios mais eficientes para essas aplicações.
Cuidados essenciais para uma sociedade mais justa e harmônica demandam petições do direito à dignidade das pessoas, às condições de uma existência mais digna.
São petições recursais dirigidas ao Ano Novo, em especial no âmbito das políticas públicas, onde os deveres da solidariedade e de segurança implicam maiores cuidados jurídicos nas relações entre o Estado e os cidadãos.
Quando cerca de 3,5% dos brasileiros ainda se situam abaixo da linha da pobreza (extremamente pobres) em retrato mais doído das desigualdades sociais, a determinação de acabar com a pobreza e a fome, em todas as suas formas e dimensões (Objetivo 1 da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável) é petição recorrente dirigida a todos, para a meta dos próximos cinco anos. Evidente a corresponsabilidade social que se impõe.
A petição mais urgente é o recurso ao futuro, nas estruturas do Ano Novo, em maiores propósitos de vida para as ações, alinhando-as com seus valores e emoções. Significa dizer, com Carlos Drumond de Andrade, “para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo”(…) É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre”.
Jones Figueirêdo Alves, Desembargador Emérito do TJPE. Advogado e parecerista
/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2582376787.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2582571641.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)







/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2582376787.png?w=150&resize=150,150&ssl=1)



/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2582571641.png?w=150&resize=150,150&ssl=1)
