Filósofos sempre são intelectualmente ativos, mesmo em idades avançadas. Entre eles Edgar Morin, Chomsky, Habermas, José Afonso da Silva…
Publicado em 19/01/2025 às 6:12
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Uma longevidade produtiva tem sua íntima relação nos elevados e continuados propósitos de vida e no indeclinável engajamento social. Ativa pela presença constante no pensamento contemporâneo. Responsiva pela capacidade de responder rapidamente de modo adequado às situações em questão de um mundo conturbado em mutações.
Filósofos sempre são intelectualmente ativos, mesmo em idades avançadas.
Edgar Morin, filosofo francês, publicou em 2021, aos 100 anos, “Lições de um século de vida” (Leçons d’un siècle de vie), compartilhando reflexões sobre sua vida e os desafios do mundo moderno. Ele completa 103 anos em julho próximo e continua a escrever, participando de debates, com um ritmo impressionante de trabalho em sua teoria do pensamento complexo. Recentemente produziu “De guerra em guerra: de 1940 à Ucrânia (Ed. Sesc, setembro/2024), “oferecendo caminhos para a paz”.
O estadunidense Avram Noam Chomsky (1928), na cátedra de seus 97 anos, reuniu-se, ano passado, com o político uruguaio José Alberto “Pepe” Mujica Cordano, discutindo as principais questões que afetam a humanidade e as alternativas para o futuro. Na obra “Chomsky & Mujica: sobrevivendo ao século XXI” (Ed. Civilização Brasileira, 2024) o documentarista mexicano Saúl Alvídrez coordenou os debates. Mujica, completa 90 anos em maio.
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Também Jurgen Habermas (1929), recolhido na sua Dusseldorf, continua seus estudos de consciência moral e ação comunicativa. Recentemente envolveu-se em polêmica, com sua carta aberta “Princípios de solidariedade. Uma afirmação” (“Grundsätze der Solidarität. Eine Stellungnahme”), veiculada pela Universidade Goethe de Frankfurt, ao tratar da situação da Faixa de Gaza, subscrevendo-a com o filosofo Rainer Forst. o jurista Klaus Günter e a pesquisadora Nicole Deitelhoff.
A seu turno, os juristas também são proativos e responsáveis pelo melhor direito.
O constitucionalista mineiro José Afonso da Silva, que completa 100 anos, em 30 de abril próximo, signatário da Carta aos Brasileiros de 1977, continua se manifestando, veementemente, contra todas as tentativas de golpe de estado.
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O jurista Modesto Carvalhosa (93 anos, em março) tem sido um referencial do pensamento jurídico. Em 2021, escreveu “Uma nova constituição para o Brasil: De Um País De Privilégios Para Uma Nação De Oportunidades”, onde sustenta que “o Estado deve estar a serviço da sociedade civil, e não o inverso”.
O comercialista Hermano de Villemor Amaral Filho (1920-2024) foi o advogado mais idoso em atividade, atuou por 81 anos até os 104 anos de idade, quando faleceu em julho do ano passado. Sempre à frente do seu tempo, apaixonado pela tecnologia, o “não vacilar” foi axioma de sua carreira.
Lembremo-nos de Heráclito Fontoura Sobral Pinto, um dos juristas mais importantes da história do país. Até falecer aos 98 anos, o “Senhor Justiça”, foi a voz mais atuante e corajosa dos direitos humanos.
Por todos, cumpre citar o renomado juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos, Oliver Wendell Holmes Jr. (1841-1935), aposentado aos 90 anos. Reconhecido um dos mais influentes juízes da história americana, suas decisões, dissidências e opiniões ajudaram a moldar a jurisprudência americana, especialmente em questões de liberdade de expressão, federalismo e poder regulatório do governo. É o criador da doutrina do Realismo Jurídico.
No campo da dramaturgia brasileira, grandes atores nonagenários continuam fascinando o público, a partir da notável Fernanda Montenegro (96, em outubro), Laura Cardoso (97), Tony Tornado (95) Lima Duarte (95) Mauro Mendonça (94), Ary Fontoura (92), Othon Bastos (92), Francisco Cuoco (92), dentre outros. Mais dizer, o comediante Renato Aragão, excepcional “Didi”, que completou dia 13 deste janeiro, seus 90 anos.
As artes plásticas veneram os seus artistas consagrados, como o inglês David Hockney (88, em julho), autor do quadro mais caro já leiloado de um pintor vivo; a japonesa Yayoi Kusama (96, em março) com seu estilo “pop art”; e o alemão Gerhard Richet (93, em fevereiro), com suas pinturas abstratas, fotopinturas e esculturas de vidro, chamado por Stefan Dege, como “o Picasso do século XXI”.
Na área da política do país, anote-se a deputada Luíza Erundina, a terceira parlamentar mais longeva da história da Câmara dos Deputados. Na atual legislatura, assumiu sua cadeira aos 88 anos, em seu sexto mandato consecutivo. Araujo Góis, empossado aos 91 anos (1930) e Alberto Silva, também aos 88 anos (2007), a precedem. Importa sublinhar a figura histórica de Miguel Arraes, quando após três vezes governador de Pernambuco, assumiu o mandato de deputado federal aos 86 anos (2003).
Na literatura servem de paradigmas atuais, o compositor Bob Dylan, aos 84 anos, detentor do Prêmio Nobel de 2016 e o escritor Luís Fernando Verissimo (89), em uma numerosa lista.
Na religião, o Papa Francisco, o segundo mais longevo, com 88 anos, lança este mês, “Esperança, a Autobiografia”, a primeira de um pontífice. Leao XIII, morreu aos 93 anos (1903).
As contribuições filosóficas, jurídicas, artísticas e de todos os saberes do conhecimento humano, demonstram que longevos e ativos eles ainda estão aqui e permanecem conosco.
Então, segundo a lenda, ora direis como Galileu Galilei (1564-1642): interessa-nos mais os nossos próximos vinte e cinco anos.
Jones Figueirêdo Alves é Desembargador Emérito do TJPE, advogado e parecerista.


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