Em vídeo publicado nas redes sociais, prefeito do Recife disse que “tempo de intimidação ficou no passado” e lembrou a história do pai, Eduardo Campos
JC
Publicado em 05/02/2026 às 8:57
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O prefeito do Recife, João Campos (PSB), voltou a criticar publicamente a investigação conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco contra um secretário municipal de sua gestão e classificou a apuração como um episódio de intimidação e autoritarismo.
Em um vídeo publicado nas redes sociais na noite da última quarta-feira (4), o gestor fez referências diretas à ditadura militar e à história de sua família para traçar um paralelo com o que considera práticas incompatíveis com o Estado democrático de direito.
O discurso foi realizado durante a entrega de uma creche no Recife. Embora não tenha citado a governadora Raquel Lyra (PSD), as declarações atingem o governo do estado, responsável pela estrutura da Polícia Civil.
“Se eu acordasse de manhã bem cedo e dedicasse a minha energia, a minha disposição, a estar perseguindo as pessoas, a estar buscando briga, a estar rastreando de forma ilegal o adversário, a estar perseguindo outras instituições, eu não estaria aqui hoje inaugurando creche atrás de creche, obra atrás de obra, porque esse tempo de intimidação, de autoritarismo, de arrogância, ficou no passado”, disse o prefeito.
Em seguida, reforçou que esse tipo de conduta não deve se repetir no país. “Esse tempo ficou num tempo que nunca mais deve ser repetido, como foi na ditadura militar do Brasil”, emendando a fala com a trajetória do seu pai, o ex-governador Eduardo Campos.
“Meu pai não tinha o nome Arraes no nome dele. Ele não tinha o nome da mãe no nome, porque nasceu em 1965, um ano depois do golpe militar. Ele teve que morar três anos em Vitória de Santo Antão. Toda a família dele saiu de Pernambuco […] Meu pai não teve o direito de ter o nome da mãe porque ele poderia ser perseguido e não poderiam saber quem ele era naquele momento. Conheceu o avô com 10 anos de idade e cresceu vendo qual é o peso da ditadura e de algo autoritário que priva as liberdades individuais de qualquer um”, declarou.
Na sequência, o prefeito ressaltou que não aceita submissão diante de ilegalidades. “Não contem comigo para baixar a cabeça para nenhum ato autoritário ou que viole qualquer lei do nosso país”, concluiu João.
As declarações reforçam críticas já feitas anteriormente pelo prefeito à investigação. Em manifestações passadas, João Campos já havia questionado a atuação da Polícia Civil no caso e sugerido motivação política por trás das diligências.
A investigação em questão foi conduzida pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (Dintel) e teve como foco uma denúncia anônima de supostos pagamentos de propina, com a utilização de um carro funcional da Prefeitura do Recife. O veículo estaria sendo usado por Gustavo Monteiro, secretário municipal de Articulação Política e Social, que acabou se tornando alvo da apuração preliminar.
Uma reportagem exibida pela TV Record revelou que um rastreador foi instalado no automóvel funcional para monitorar sua movimentação. A apuração ocorreu entre agosto e outubro de 2025 e não resultou na abertura formal de inquérito policial.
Após a repercussão do caso, o Governo de Pernambuco afirmou que a atuação da Polícia Civil seguiu “procedimentos legais de verificação preliminar” e não configurou espionagem nem perseguição política contra o secretário municipal. A gestão estadual sustentou que as diligências se limitaram à análise inicial da denúncia e que não houve irregularidades na conduta dos agentes envolvidos.
Após provocação da prefeitura, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou que a Polícia Federal apure um “suposto monitoramento indevido” do secretário municipal do Recife.
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