Prefeito do Recife comparou desempenho do seu grupo político com o da base do governo Raquel Lyra nas eleições municipais, nesta segunda-feira (28)
Publicado em 29/10/2024 às 0:23
| Atualizado em 29/10/2024 às 1:07
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O prefeito reeleito do Recife, João Campos (PSB), participou do programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite desta segunda-feira (28), onde discutiu temas da política estadual e nacional, além da sua gestão à frente da capital pernambucana.
João iniciou sua participação comentando sobre sua reeleição para a prefeitura do Recife, após vencer em primeiro turno nas eleições municipais de 2024, com 78,12% dos votos, totalizando 725.721 eleitores.
“Eu gostaria de agradecer a votação que o Recife me deu, foi do tamanho da generosidade do povo do Recife”, disse.
Análise das eleições no país
Questionado sobre resultados em outras capitais, incluindo cidades onde o gestor recifense marcou presença e teve envolvimento no segundo turno, João respondeu com uma análise do cenário, enfatizando o recorde de prefeitos reeleitos, destacando que o grande vencedor da eleição foi “a capacidade de trabalho de realizar”.
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“Acho que essa eleição, mais do que uma disputa de campo, ela se deu no âmbito do trabalho. A gente tem um recorde de reeleição, quase 80%, isso se espelha também nas capitais e nas grandes cidades. Para além da polarização, vejo como o grande vencedor dessa eleição a capacidade de trabalho e de realizar. Quem estava dentro da posição e fez um grande trabalho, teve um êxito eleitoral. Esse é um resultado que precisa ser compreendido”, analisou.
Falando especificamente do resultado das eleições para a prefeitura de Fortaleza e da vitória de Evandro Leitão (PT) no município, João relembrou o apoio ao petista.
“Parabenizar o prefeito Evandro, falei com ele ainda hoje. Tive a oportunidade de ir lá, ainda no segundo turno, pra dizer que eu acreditava naquele projeto, que eu não tinha nenhuma dúvida que ele seria eleito pela confiança das pessoas”, comentou.
Lido como um político posicionado na centro-esquerda, João também analisou a situação dos partidos de esquerda nas disputas pelas prefeituras no país. Para o recifense, a forma de comunicação “precisa mudar”, destacando a “pauta histórica da esquerda” no campo social.
“Quando você faz um levantamento de gestões que fizeram expansão de CRAS, creches, equipamentos de saúde, atenção à população de rua, essas expansões não tem similaridade com os partidos políticos que estão governando essa cidade. Enquanto há apenas um discurso, do outro lado você tem realizações em campos diversos. Com isso você fortalece a pauta da entrega. Qual a grande questão da política? É a criação de empatia, um vínculo, uma capacidade de representar os outros. A forma de comunicação precisa mudar, ela precisa ser uma consequência daquilo que você é”, analisou.
Críticas ao desempenho eleitoral do governo Raquel Lyra
Entre os temas debatidos, João foi questionado sobre a relação com a governadora Raquel Lyra (PSDB), após os resultados das eleições municipais, onde o partido da chefe do executivo estadual conseguiu ultrapassar o PSB em número de prefeituras conquistadas.
Em resposta, João, enquanto representante da oposição à governadora, o gestor recifense detalhou números para afirmar que seu grupo político conquistou a “maior vitória de uma oposição na história” de Pernambuco.
“A gente obteve a maior vitória de uma oposição na história do estado de Pernambuco. Em média, você tem os governos de 2000 pra cá com uma base de 120 prefeitos pelo menos. Quando você pega o arco de alianças formais (nas eleições de 2024) dá menos de 90 prefeitos na base do governo e 91 na oposição. Isso é um resultado nunca antes alcançado. Dos 10 maiores colégios eleitorais, 6 prefeitos ligados ao nosso conjunto, 3 ligados ao conjunto do governo e o prefeito Mano, do PL, de Jaboatão”, afirmou.
João complementou, enfatizando que o governo Raquel Lyra obteve “o pior desempenho da história” das eleições municipais em Pernambuco.
“Nunca, na história, você teve um partido de oposição sendo o mais votado. […] O fato é que é o melhor desempenho da história da oposição e o pior desempenho da história de um governo, além de uma vitória ampla que nós tivemos na capital. Você tem as grandes cidades com a maioria dentro da Frente Popular, a maior base de oposição da história das cidades”, completou.
Ainda analisando os números do pleito de 2024 e reafirmando que seu grupo político conquistou uma “grande vitória”, o prefeito do Recife comparou o desempenho da base do governo em Pernambuco com resultados dos governos da Paraíba e do Ceará.
“O fato é que nós tivemos uma grande vitória. Pela regra democrática que a gente vê os estados, Brasil afora, imagine São Paulo, se a base de Tarcísio fizesse menos prefeitos que a oposição. Imagina no Paraná, se Ratinho Jr tivesse perdido, ou em Goiás com Ronaldo Caiado. Na Paraíba, do nosso lado, o PSB que é governo, fez mais de 60 prefeitos. No Ceará, o PSB que é da base do governo, fez mais de 60 prefeitos. Normalmente é uma distância gigante do governo para a oposição. Para a oposição, ter uma diferença pequena é uma grande vitória, empatar é uma vitória estrondosa”, disse.
Questionado sobre movimentações da governadora Raquel Lyra na política e se ela estaria “viva” no contexto eleitoral para 2026, João disse que “não existe ninguém morto” na política e que é preciso “respeitar todos os adversários”.
“Na política, uma premissa fundamental é você respeitar todos os adversários. A política é uma arte que tem a capacidade de deixar a pessoa permanentemente viva. Então não existe ninguém morto enquanto está dentro da política, isso tem que ser sempre respeitado”, afirmou.
O pessebista complementou, reafirmando que o governo Raquel Lyra foi derrotado pelo seu grupo político, voltando a comparar com outros estados.
“Agora um fato concreto a ser dito: basta comparar o resultado de todos os governos estaduais Brasil afora. Você pode olhar o resultado dos vizinhos de Pernambuco – Alagoas e Paraíba – ou São Paulo, ou qualquer lugar. O desempenho dos governos estaduais tendem a ser muito melhor do que foi em Pernambuco. Você ter uma diferença de um prefeito entre um partido e outro, isso é uma vitória para a oposição e uma derrota para o governo. Basta olhar o resultado do Recife, é um resultado muito expressivo e da política”, completou.
Planos para 2026
Após a vitória com larga vantagem no pleito recifense, especula-se que João seja um dos candidatos ao Governo do Estado em 2026. Questionado sobre tema, o gestor recifense afirmou que não é possível cravar, de forma imediata, quem será candidato para um pleito que acontece daqui a 2 anos. João também enfatizou que “tem um compromisso com o Recife”.
“Eu acabei de disputar uma eleição, fui reeleito com a maior votação da história da nossa cidade. Isso mostra a confiança das pessoas. Não tem como, dois anos antes, findado um processo eleitoral, de forma imediata você cravar quem é candidato pra 2026. Eu tenho um compromisso com o Recife, que é fazer o dever de casa bem feito, dia após dia”, disse.
O prefeito reeleito do Recife também afirmou que para realizar uma candidatura no porte de uma eleição para Governo, é preciso ser “candidato de um projeto” e que “ninguém é candidato de si”, reforçando que qualquer decisão a ser tomada virá “no tempo certo” e que as coisas “não devem ser antecipadas”, além de enfatizar que vai fazer um mandato “ainda melhor que o primeiro” à frente da capital pernambucana.
Perguntado novamente sobre as eleições de 2026, mas desta vez para a presidência, João declarou que torcerá para Lula ser candidato à reeleição e que vai votar no petista.
Futuro da política brasileira
Questionado sobre o futuro da política no país e se será capaz de liderar algum processo a nível nacional, João afirmou que é preciso superar de vez o cenário de polarização dentro da política brasileira. O pessebista usou como exemplo a busca por votos dos evangélicos no Recife, para exemplificar que “o povo está cansado dessa briga de divisão”.
“O meu sentimento é que o povo está cansado dessa briga de divisão. As pessoas querem buscar alguém que junte. Eu busquei fazer isso. Eu cheguei ao final, a última semana da nossa eleição, nos trackings internos, com 80% dos votos evangélicos na nossa cidade. E por que isso é importante? Eu valorizo muito isso. Porque eu busquei trabalhar para as pessoas da cidade. Ninguém é só evangélico. A pessoa é evangélica ou tem alguma outra religião. Ela mora numa área da cidade. O filho ou o neto estuda numa creche. Ela vai numa unidade de saúde. Ela frequenta uma das 200 praças que nós reformamos. Então ela vê que a cidade está melhorando”, disse.
Recordação sobre Eduardo e decisões políticas do PSB na última década
Perguntado sobre as decisões políticas tomadas pelo PSB nas Eleições de 2014, quando o partido decidiu apoiar Aécio Neves (PSDB-MG) na disputa presidencial, após a morte do então candidato Eduardo Campos, pai de João, vítima de um acidente de avião.
Em resposta, o recifense enfatizou que, “se não fosse aquele acidente”, Eduardo teria sido Presidente.
“Em 2014, nosso candidato à presidência era Eduardo Campos. Se não fosse aquele acidente, ele seria Presidente da República. E se ele fosse presidente, o Brasil era outro. Não tenho dúvida que a gente não teria entrado num grande aspiral de uma polarização excessiva e, principalmente, com o risco democrático que nós vivemos”, afirmou.
O recifense complementou, afirmando que vê como “assunto superado” algum tipo de divergência entre PSB e PT a nível nacional, lembrando de composição feita pelo presidente Lula para ter Geraldo Alckmin (PSB) como vice.
“O maior exemplo disso é que hoje o vice-presidente da República é do PSB, Geraldo Alckmin, numa composição construída e liderada pelo presidente Lula, do PT. Se tudo isso não tivesse sido superado, o PSB não teria sido o maior partido a apoiar a coligação do presidente Lula na eleição vitoriosa de 2022. São situações absolutamente cristalizadas e superadas entre os partidos e com o olhar do tempo histórico da época. Claro que pessoas acertam e erram na caminhada, agora vale lembrar que a gente tinha um projeto nacional claro que era o de Eduardo Campos”, disse.


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