Jason Derulo leva bailarinos de Beyoncé ao The Town e fica com tanquinho à mostra

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Jason Derulo leva bailarinos de Beyoncé ao The Town e fica com tanquinho à mostra


O show do americano Jason Derulo no palco Skyline do The Town, nesta sexta-feira, 12, teve hits dos anos 2000, dançarinos de Beyoncé, funk brasileiro e um público muito pouco emocionado.

Mas, antes disso, atrasou cerca de 15 minutos. Quem tapeou a plateia nesse tempo foi o DJ do artista, que misturou hits do funk brasileiro, como “Parado no Bailão”, do MC L da Vinte, “Motinha 2.0” de Luísa Sonza e Dennis e “Bum Bum Tam Tam”, de MC Fioti, a faixas de divas pop como Katy Perry, Dua Lipa e Rihanna.

Em menos de dois minutos de show, durante o hit “Swalla” de 2017, Derulo mostrou seu tanquinho pela primeira vez —e o feedback foi rápido, com gritos da plateia.

Outra breve comemoração veio em “Breathing”, quando ele tirou a camisa com o termômetro marcando 14°C e uma garoa caindo sobre o Autódromo de Interlagos.

“Ele pôs uma roupa?”, perguntou uma mulher na plateia logo depois, quando um homem de costas aparecia dançando no telão. “Não, é o dançarino dele”, respondeu a amiga.

Além do tanquinho, o show de Derulo é todo permeado pela dança. Em “Wiggle”, a dupla de dançarinos Les Twins, conhecidos por acompanhar Beyoncé em turnês como a “Renaissance”, apareceu no palco para dançar com o americano.

Os irmãos acompanharam o artista em boa parte da apresentação, revezando com um elenco de bailarinas que rodeia Derulo e acaba reforçando os momentos de garanhão que ele tem no palco. E esses são muitos. A persona que ele encarna é uma cheia de caras e bocas de galã, gestos sugestivos e flerte com a plateia.

Ele só abandona essa postura quando decide fazer a linha romântica, como nas músicas “Acapulco” e “Ridin’ Solo”, quando aproveita as músicas para mostrar a extensão de seus agudos. No resto do tempo, as bases das canções ficam tão altas que é difícil diferenciá-las do que ele canta ao vivo.

“Quem aqui me segue no TikTok?”, ele perguntou antes de introduzir “Savage Love”, lançada em 2020. Este é o único hit que ele conseguiu emplacar fora da década em que entrou para a música —a faixa virou dancinha na rede social e acabou aquele ano como uma das mais tocadas.

Ao vivo, a parte mais divertida da música é assistir aos gêmeos famosos pelas coreografias elaboradas fazendo uma dancinha básica que viralizou na internet.

Assistir ao show do americano sem ser fã de carteirinha do seu trabalho é ouvir refrãos que parecem armazenados numa parte do cérebro dedicada a músicas de rádios de táxi e festas dedicadas à nostalgia.

Derulo faz uma mistura de pop com um R&B bem diluído, um combo clássico que é a cara dos anos 2010 —década em que ele lançou quatro de seus cinco álbuns. Destes tempos apareceram sucessos como “In My Head” e “Want To Want Me”, por exemplo.

Quase nenhum deles, no entanto, pareceu animar um público que no máximo mexia os ombros ou levantava os braços de vez em quando.

E olha que Derulo se esforçou —falou português, elogiou o Brasil, disse que amava o público e tocou um trecho do funk “Tá Ok”, de MC Kevin o Chris, entre as faixas.

Em determinado momento, uma pessoa que ficou emperrada na tirolesa que passa por cima do palco Skyline pareceu prender mais a atenção do público que estava no meio do espaço do que os passos de dança do cantor.

A faixa “Talk Dirty”, que tocou no fim do show, foi a mais celebrada da noite —o que, na apresentação que Derulo fez nesta sexta, não significou tanta coisa. O momento em que ele tirou a camisa pela última vez para fazer a coreografia da música causou mais barulho.



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