ACUSADO
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O ex-presidente da República comentou o pedido de prisão preventiva apresentado pela vereadora do Recife, Liana Cristina (PT), mas rejeitado pelo STF
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (2) que considera a possibilidade de ser preso preventivamente. Em entrevista à emissora de rádio AuriVerde Brasil, ele disse que o País vive uma “completa insegurança jurídica”.
Bolsonaro comentou um pedido de prisão preventiva apresentado por uma vereadora do PT e encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na noite desta terça, após o procurador-geral da República, Paulo Gonet, emitir parecer contrário à prisão, Moraes rejeitou o pedido.
Os autores do pedido de prisão enviado ao STF foram a vereadora do Recife, Liana Cristina (PT), e Victor Fialho Pedrosa, servidor do gabinete dela. Os dois argumentaram que Bolsonaro cometeu os crimes de obstrução da Justiça, organização criminosa e incitação ao crime ao convocar apoiadores para a manifestação realizada na Praia de Copacabana, no Rio, no último dia 16.
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Durante a entrevista, Bolsonaro afirmou que não há prova de nenhuma acusação contra ele: “Até já avisei quem trabalha comigo, dirigindo meu carro, para nem passar perto de embaixadas Alguns me criticaram lá atrás, achando que eu ia fugir para a embaixada da Hungria”.
‘INSEGURANÇA JURÍDICA’
Antes da decisão de Moraes, Bolsonaro havia sido questionado sobre se acreditava que poderia ser preso em decorrência do pedido enviado ao Supremo. O ex-presidente afirmou que sim.
“Existe. Nós vivemos uma completa insegurança jurídica”, declarou, mencionando ter recebido cartas de pessoas presas pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, a que chamou de “presos políticos”, para ilustrar o suposto risco jurídico. Ele reiterou não ter incentivado os ataques às sedes dos Poderes.
Em decisão do STF da semana passada, o ex-presidente e sete aliados se tornaram réus no processo que investiga uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Eles vão responder por cinco crimes, que incluem organização criminosa armada e abolição violenta do estado democrático de Direito.


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