É provável que a propaganda em favor do governo termine como uma “antipropaganda”, algo do tipo “feitiço virar contra o feiticeiro”
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
O desfile da “Acadêmicos de Niterói” deixará um legado pernicioso às eleições, atenuado, talvez, pela possibilidade de o tiro sair pela culatra. Primeiro, porque a escola usou dinheiro público para fazer apologia partidária e campanha antecipada, o que evidencia crime eleitoral. Segundo, porque atacou amplos setores da sociedade, ridicularizou a religião cristã e a família tradicional, justo no momento que o país mais precisa de pacificação ou, ao menos, atenuação das contendas ideológicas.
É provável que a propaganda em favor do governo termine como uma “antipropaganda”, algo do tipo “feitiço virar contra o feiticeiro”. Poderá, inclusive, fortalecer a oposição e subtrair votos que antes seriam destinados ao pré-candidato dos sambistas travessos. Votos dos que ainda acreditam em fórmulas mágicas petistas, mesmo após quase duas décadas de políticas fracassadas, com ciclos de crescimento seguidos de decrescimento, insustentabilidade e programas mal ajambrados.
Foram dezoito anos, para ser mais preciso, desde 2002. É praticamente o tempo de uma geração. Os jovens com menos de trinta anos sequer sabem que existe vida fora do binômio Lula-Dilma. Cresceram com essa dupla, acostumaram-se a ela, padeceram inocentemente do mesmo populismo. O hiato preenchido por Michel Temer na vacância do impeachment não foi mais que um mandato-tampão, herdando uma economia em frangalhos, e o período de Bolsonaro foi completamente obliterado pela pandemia.
O resultado deste empurra-empurra de déficits orçamentários para a conta do amanhã já se faz sentir. Basta olhar à volta, no número crescente de pessoas em penúria nas calçadas, mesmo em cidades onde a população está diminuindo. Os governos continuam sem capacidade de investimento e o setor privado se mantém cauteloso contra mudanças de regras.
Durante o carnaval, a grande mídia informava que a agremiação defensora do presidente fora favorecida com um milhão de reais provenientes do erário federal. Perguntemo-nos se isso aconteceria em alguma democracia séria deste planeta, uma Dinamarca, um Japão, uma Alemanha. Escolas de samba financiadas pelo Estado para promover os governantes justo em ano eleitoral?
Pior que tudo, Lula se fez presente à homenagem, decidiu prestigiar a apresentação e aplaudir a curriola. O público, sem entender direito o que se passava, parecia até a égua Quitéria, do romance de Orwell, olhando confusa para os homens e para os porcos, mas já sem conseguir distinguir quem era homem quem era porco.
Enquanto isso, nas redes sociais, um sem-número de intelectualoides elogiavam a “criatividade”, acusando de hipocrisia a “família burguesa”. Mas imaginemos o contrário, se houvesse uma turma na Sapucaí ridicularizando Lula e as religiões de matriz africana ou inserindo homoafetivos em latas de sardinha. Claro que isso tudo seria errado, mas neste caso os responsáveis seriam presos e o governante se tornaria inelegível.
Disso não há dúvidas. Essa assimetria de avaliação entre tantos artistas e escritores, que contagiou de há muito o topo do Judiciário reforça o atraso do Brasil e põe em risco as instituições. L’hypocrisie est tojours celle des autres.
De qualquer modo, na Quarta-Feira de Cinzas, ao término da apuração das notas (com um júri que mais parecia uma professora primária distribuindo dez aos alunos para não receber queixa dos pais) constatou-se o último lugar para a Acadêmicos de Niterói, rebaixada nas festas de momo do ano que vem.
Jacques Ribemboim, escritor
/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/cavalgada-no-sitio-recanto.jpg?w=300&resize=300,300&ssl=1)




/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2601002562.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)




/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2600366081.png?w=300&resize=300,300&ssl=1)

/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/cavalgada-no-sitio-recanto.jpg?w=150&resize=150,150&ssl=1)




/catracalivre.com.br/wp-content/uploads/2026/03/creation-2601002562.png?w=150&resize=150,150&ssl=1)