2026 mais parece que ainda não começou: as velhas “raposas” políticas vão ocupar o palco, nesse que tem tudo para ser o ano de nossa desgraça
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Estamos em mais um ano eleitoral. Em outubro vindouro, todos os brasileiros aptos a votar estarão nas suas respectivas seções eleitorais para escolher o futuro presidente da República, num pleito em que os diversos partidos já terão “torrado” nas campanhas os bilhões de reais dos Fundos Partidários, frutos do meu, do seu, do nosso dinheiro, recolhido num dos sistemas tributários mais desiguais e mais injustos do mundo. Verba esta superior àquela que foi destinada às Universidades Federais do País, hoje sucateadas e endividadas, em quase todos os Estados da Federação.
Nesse começo de janeiro desse ano eleitoral, há muitas dúvidas e apenas duas certezas:
A primeira é que, mesmo alquebrado, mal avaliado por grande parte do eleitorado e ainda vestindo o manto de “pai dos pobres”, Luiz Inácio Lula da Silva, com seus erros e suas gafes, e um Ministério onde poucos nomes se salvam, será candidato à reeleição. E que, enquanto viver, a voz mais alta do PT ainda será dele, mesmo o Partido sendo hoje uma sigla em decadência, antiga, superada, muito distante da legenda revolucionária e renovadora que foi no passado, quando o Sindicalismo contestava a Ditadura Militar e atraía a juventude estudantil do País.
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A segunda e irremovível certeza, felizmente, é que Jair Bolsonaro, o “imbrochável”, como se auto-intitulava, pai dos filhos Zero Um, Zero Dois, Zero Três e Zero Quatro, não será candidato. É hoje um prisioneiro, condenado a um longo período na cadeia, com saúde frágil que apenas piora, dia após dia.
Apesar de tantas arbitrariedades que cometeu, de ter negligenciado no combate a uma pandemia que deixou cerca de 650 mil mortos; de ter feito galhofa com os parentes dessa vítimas e ter entregue o Ministério da Saúde a um general-intendente, de ter apoiado o desmatamento da Amazônia e contribuído para o sucateamento do sistema educacional, além de planejar um Golpe de Estado, razão maior de sua condenação, mesmo assim, o Ministro Alexandre de Moraes deveria já ter permitido que Bolsonaro cumprisse essa sentença em prisão domiciliar: não correria o risco de ser acusado como algoz do ex-presidente, caso o pior venha a acontecer. O senador potiguar Rogério Marinho, líder da oposição no Senado Federal, não deixaria passar essa oportunidade de transformar Bolsonaro em mártir, e conquistar os votos da extrema-direita por conta disso.
Mas, preso nas dependências da Polícia Federal, em Brasília, sofrendo de constantes crises de soluço (soluço é um choro que não venceu na vida), com sequelas das diversas cirurgias a que se submeteu, em consequência da facada sofrida durante a campanha eleitoral que o elegeu, mesmo assim a voz de Jair Bolsonaro ainda ressoa entre os partidos que o apoiaram e que, hoje, temem contrariar a vontade do líder. Estivesse vivo, e atuando na política, o senador baiano Antonio Carlos Magalhães diria se tratar de “um bando de frouxos”.
Mas, queira-se ou não; goste-se ou não, muita gente ainda escuta e acata mensagens de Jair Bolsonaro. Pouco adianta se ela chega através de gente como o pastor evangélico Silas Malafaia, aquele que esqueceu quase 400 mil reais dentro do armário, resultado da “venda de um imóvel”, que na sua declaração de renda nunca existiu; se vem da senadora Damares Alves, um expoente da Extrema Direita que confunde a Bíblia com a Constituição do País. Ou da mulher, a evangélica Michelle, que esteve em campo com o nome posto para disputar o posto.
E mesmo com tantas limitações, tantos problemas e tantas incertezas, os Partidos de direita e de extrema-direita esperaram, esperaram e esperaram pela decisão do “Capitão”, para definir quem seria o candidato à presidência da República no próximo pleito. No escuro da sala, alguns, mais pragmáticos, torciam para que fosse o governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas, com um bom desempenho no Estado e o apoio do empresariado. Mas o governador, que tinha votos mas não teve coragem, não quis desagradar o “chefe”: sempre negou a pré-candidatura.
Campo vazio, entrou na corrida o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que teve coragem, mas não tem votos: nas pesquisas realizadas, nunca chegou sequer a 10 por cento das intenções do eleitorado. Também entra na corrida o governador Ratinho Junior, do Paraná, pré-candidatura que até agora não foi levada a sério. E voltou-se a falar o nome de Ciro Gomes, possibilidade de candidatura na qual nem o cearense mais bairrista acredita.
Como o ex-presidente Jair Bolsonaro considera o Brasil uma imensa fazenda de 8 milhões de quilômetros quadrados, sempre percebeu que também quadrados são esses políticos que sempre se curvaram diante dele. Sabia que engoliriam, calados, qualquer nome por ele indicado para disputar a Presidência. Eis que está em campo a candidatura do filho do capitão, o senador, pelo Estado do Rio, Flávio Bolsonaro, já que o preferido do pai seria o “Zero Dois”, aquele que ajudou Donald Trump a penalizar o Brasil com o tarifaço e outras arbitrariedades.
Como se vê, esse 2026 mais parece que ainda não começou: as velhas “raposas” políticas, como Ciro Nogueira (envolvido em alguns escândalos recentes); Waldemar Costa Neto, com ficha suja desde o escândalo do mensalão; Gilberto Kassab, que manobra por trás dos bastidores desde que usava calça curta e outros do mesmo feitio, vão ocupar o palco, nesse que, para o povo brasileiro, tem tudo para ser o ano de nossa desgraça. Que Deus tenha pena e olhe com a devida compaixão para essa Terra da Santa Cruz e para o povo brasileiro.
Ivanildo Sampaio é jornalista





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