O movimento islamista palestino Hamas pede negociações imediatas sobre a segunda fase do cessar-fogo, que deve levar ao fim definitivo da guerra
Publicado em 09/03/2025 às 12:13
| Atualizado em 09/03/2025 às 12:29
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Israel realizou, neste domingo (9), um ataque aéreo contra um grupo de combatentes no norte da Faixa de Gaza, em meio a esforços para estender a trégua em vigor no território palestino.
O movimento islamista palestino Hamas pede negociações imediatas sobre a segunda fase do cessar-fogo, que deve levar ao fim definitivo da guerra.
Israel, no entanto, prefere uma extensão até meados de abril da primeira fase, que terminou no início deste mês. Desde então, Israel decidiu cortar novamente o fornecimento de ajuda ao território.
Representantes do Hamas se encontraram com mediadores no Cairo neste fim de semana com o objetivo de retomar as entregas de ajuda humanitária ao território palestino “sem restrições ou condições”, disse o Hamas em um comunicado.
Um líder do Hamas, Mahmoud Mardawi, disse à AFP que o Hamas “enfatiza a urgência de forçar a ocupação a iniciar imediatamente as negociações para a segunda fase, sob os parâmetros acordados”.
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Suas principais demandas para a segunda fase incluem uma retirada israelense total de Gaza, o fim do bloqueio israelense, a reconstrução do território palestino e o apoio financeiro, disse Mardawi.
Por sua vez, o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou que enviará delegados à capital do Catar para continuar as discussões.
Apesar do fim da fase inicial da trégua, ambos os lados evitaram um retorno à guerra total, embora tenha havido episódios esporádicos de violência.
Neste domingo, o Exército israelense anunciou um ataque contra combatentes que enterravam um dispositivo explosivo no norte da Faixa de Gaza.
“Vários terroristas foram vistos perto de tropas do exército enquanto tentavam esconder um dispositivo explosivo no chão no norte de Gaza”, disse o exército em um comunicado.
A trégua encerrou 15 meses de combates em Gaza, onde praticamente toda a população foi deslocada pela campanha militar israelense em resposta ao ataque do Hamas ao território israelense em 7 de outubro de 2023.
A primeira fase, com duração de seis semanas, permitiu a troca de 25 reféns israelenses vivos e oito mortos por 1.800 prisioneiros palestinos mantidos em Israel.
Também permitiu a entrada de alimentos e ajuda médica em Gaza, embora Israel tenha bloqueado novamente.
“Até agora, apenas 10% dos suprimentos médicos necessários foram autorizados a entrar, agravando a crise”, disse o porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, Jalil al-Dakran.
Uma viúva palestina deslocada, Haneen al Dura, disse à AFP que ela e seus filhos passaram semanas vivendo nas ruas “entre cães e ratos” antes de ganharem uma barraca para morar.
Dos 251 reféns sequestrados pelos milicianos palestinos durante o ataque de 7 de outubro, 58 permanecem em Gaza.
O ataque do Hamas matou 1.218 pessoas do lado israelense, a maioria civis, de acordo com números oficiais.
A campanha de retaliação de Israel já deixou 48.458 mortos em Gaza, a maioria civis, de acordo com o Ministério da Saúde do território controlado pelo Hamas. As Nações Unidas consideram esses números confiáveis.

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