Lula, Haddad, Motta e Alcolumbre transformam a taxação do IOF em palco político para conquistar eleitorado com demagogia até as próximas eleições.
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Lula encontrou no IOF a narrativa que tanto buscava para tentar virar o jogo na opinião pública e até empinar um sucessor, caso seja necessário. Resta saber se funcionará fora da bolha petista, onde hoje se concentra a retórica mais aguda contra o Congresso. Ao recorrer ao STF para derrubar a redução do imposto, o governo transformou um debate técnico sobre arrecadação em espetáculo político para embalar a militância.
A ideia é simples e demagógica: se alguém é contra manter o imposto, é amigo dos ricos; se apoia a taxação, é amigo dos pobres. Bem ao estilo populista de quem ocupa o Palácio.
Redes Sociais
A narrativa ganhou corpo nas redes, onde influenciadores próximos ao governo repetem, em coro, que quem discorda de Lula “quer tirar da mesa do trabalhador para entregar ao banqueiro”. A tática faz barulho e cria senso de urgência moral dentro da militância.
É o primeiro passo do que o PT pretende: levar esse discurso até as urnas em 2026. Mas não é algo criado esta semana. A ideia surgiu quando Fernando Haddad (PT) esteve no Congresso, convocado para responder sobre seu desempenho como ministro da Fazenda. Em suas respostas, Haddad insistiu que estava tentando fazer justiça ao taxar os mais ricos para beneficiar os mais pobres.
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Comunicação Planejada
Naquele momento, a comunicação do Planalto percebeu que o tema gerava tração nas redes. O gatilho veio quando Hugo Motta (Republicanos) articulou a derrubada do decreto presidencial que aumentava a taxação do IOF. Foi a deixa que o PT precisava para disparar textos, memes e acionar apoiadores. Nos bastidores, a jogada é vista como mais que a defesa do IOF: é um grande ensaio para 2026.
Se a narrativa dicotômica pegar, mais uma na história do PT, Fernando Haddad poderá surfar na polarização como o verdadeiro defensor dos pobres contra os interesses “da elite”.
Há quem diga que Lula está “cansado” e “só será candidato à reeleição se nenhum outro nome do partido se viabilizar”. Haddad pode ter chance, se os colegas petistas permitirem.
Narrativa Maniqueísta
A retórica de que todo adversário do PT é “inimigo dos pobres” deve virar argumento para qualquer discordância até 2026. Se um parlamentar do centro ou da oposição (que hoje quase se confundem) questiona a eficiência de alguma medida, é “inimigo dos pobres”. Se um economista alerta que aumentar o IOF desestimula investimentos, é “inimigo dos pobres”. Se um jornalista escreve que insegurança jurídica afasta negócios, é “inimigo dos pobres”.
Há o risco de a narrativa cansar, morrer por ser demagógica ou ser rejeitada fora da bolha petista por soar estúpida. E ela é.
Possível Trégua
A esperança é que, como disse Guilherme Russo, diretor de Inteligência da Quaest, em entrevista ao programa Passando a Limpo, na Rádio Jornal, dentro da chamada Teoria dos Jogos — muito usada na política — as partes busquem o equilíbrio, gerando alguma pacificação nos próximos dias. Seria uma trégua antes de uma eleição que tende a ser uma verdadeira guerra.
Incerteza Econômica
Enquanto isso, investidores e empresas assistem à disputa entre Planalto e Congresso, inseguros sobre quanto custará, no futuro, o risco de apostar num país que só parece funcionar politicamente pelo caminho da ameaça institucional, da divisão social e da demagogia. Se o sistema eleitoral só oferece chance a quem ameaça, divide e mente, é urgente reformar o sistema eleitoral e político. Porque há algo muito errado conosco enquanto nação.

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