Apenas 14 municípios reuniram mais da metade das mortes violentas no estado em 2025, de acordo com os dados oficiais da segurança pública
JC
Publicado em 31/01/2026 às 0:00
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Mesmo que os números reflitam uma queda significativa de assassinatos desde 2004 – ou seja, em mais de 20 anos – o índice de 32 mortes violentas por 100 mil habitantes ainda é alto, com 3.132 ocorrências registradas no ano passado. Vale anotar que, desde 2020, a quantidade de assassinatos em todo o país vem caindo ano após ano, saindo da marca de 45 mil para pouco mais de 34 mil, em 2025. Mantendo-se acima de 3 mil mortes violentas, Pernambuco segue em destaque como um dos estados mais violentos do Brasil, em termos absolutos, atrás apenas do Rio de Janeiro e da Bahia. E em termos relativos, ocupamos o segundo lugar, tendo o Ceará na frente, segundo levantamento do Ministério da Justiça.
A Secretaria de Defesa Social do governo estadual aponta que mais da metade das mortes violentas em Pernambuco – 57% – aconteceram no ano passado em somente 14 municípios. A capital concentra a maior parte, com mais de 500 assassinatos, seguida dos municípios de Jaboatão dos Guararapes, Petrolina, Cabo de Santo Agostinho, Olinda, Paulista, Caruaru, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Goiana, Vitória de Santo Antão, Ipojuca, Moreno e Igarassu. O levantamento oficial sinaliza para o reforço de políticas públicas de repressão e prevenção nessas cidades, mas também, a necessidade de integração das prefeituras ao esforço institucional pelo combate à insegurança – especialmente o Recife.
A redução alcançada de quase 10% em relação a 2024 ainda permanece distante da meta oficial da gestão Raquel Lyra, de 30% menos mortes violentas este ano, em comparação a 2022 – o que seria sair de 3.427 mortes naquele ano, para 2.399 em 2026. Uma projeção difícil, levando em conta os dados oficiais na sequência do atual mandato da governadora. A questão da segurança pública em Pernambuco desafia governos há muitos anos, e demanda mais que disposição política para fazer a transformação que a população espera. A lupa nas realidades municipais ajuda a compreender um panorama complexa que exige, também, dos gestores locais, articulação e comprometimento com os programas estadual e federal. Sem a participação efetiva e preciosa das prefeituras, sobretudo na prevenção, o trabalho do governo do Estado é mais complicado ainda.
A participação poderia começar pela disponibilidade de informações e de planos de ação. O Tribunal de Contas do Estado (TCE), apresentou estudo, em junho passado, revelando que a ampla maioria (92%) dos municípios pernambucanos não dispõe de plano para a segurança pública, e quase a totalidade (97%) não possuem nem diagnóstico da situação local.
A insegurança concentrada em 14 cidades é uma perspectiva adicional ao problema, que deve ser encarada com responsabilidade por todas as esferas governamentais, e respectivas câmaras de vereadores. Sem disputas pelo poder, e com mais articulação e integração, as políticas de segurança têm chances de garantirem resultados mais rapidamente, em nome do interesse coletivo.
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