Iniciantes precisam se esforçar para se apaixonar por ‘Monster Hunter Wilds’

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Iniciantes precisam se esforçar para se apaixonar por ‘Monster Hunter Wilds’


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Antes de começar a falar sobre “Monster Hunter Wilds”, preciso fazer um aviso. Nunca fui fã da franquia.

A ideia de um jogo em que você precisa caçar animais e usar suas carcaças para melhorar equipamentos nunca me atraiu. Somado a isso, os controles confusos e engessados, associados à curva de aprendizado bastante íngreme, me impediram de avançar mais do que um par de horas em títulos anteriores, como “Monster Hunter: World” e “Monster Hunter Rise”.

Ainda assim, o sucesso da franquia da Capcom e sua legião de fãs apaixonados atiçavam a minha curiosidade. Não é fácil encontrar por aí uma série de jogos de videogame com mais de 20 títulos lançados em cerca de 20 anos, que superou a marca de 100 milhões de cópias vendidas e que extravasou o mundo dos games, chegando a filmes, mangás, animes e até um jogo de cartas colecionáveis. O que tantas pessoas viram que eu não vi?

Com isso, dei uma chance para “Monster Hunter Wilds”, lançado no último dia 28 para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X/S.

Não é preciso ter jogado os games anteriores para perceber o esforço da Capcom para atrair novos jogadores. Ao longo das primeiras horas, o jogador é bombardeado por um sem número de tutoriais, que tentam explicar os diversos sistemas e mecânicas do jogo. As confusas combinações de botões para controlar o personagem, por exemplo, ficam constantemente no topo da tela, facilitando a vida dos caçadores novatos.

Por outro lado, são tantas informações ao mesmo tempo exibidas na tela —para citar alguns: itens que podem ser usados, itens que podem ser coletados, barra de vida, barra de energia, barra de vida dos seus companheiros e minimapa— que só para saber onde olhar é preciso treino.

A sensação é de estar sempre sobrecarregado de informações e, ao mesmo tempo, perdido, sem saber o que fazer com isso.

Os diversos menus presentes no jogo também parecem mais complexos do que deveriam ser. Cada um é organizado de uma forma diferente: a melhoria das armas é em formato de árvore; já as armaduras são mostradas em uma espécie de tabela; por sua vez, os itens com o jogador ficam em uma espécie de lista horizontal, mas aqueles guardados são expostos em grade.

A solução que encontrei foi reconhecer a ignorância e abraçar o caos. Por sorte, esse é um bom caminho para se divertir com “Monster Hunter Wilds”.

O jogo faz um bom trabalho ao pegar a mão do jogador e guiá-lo pela história. Nem é preciso descobrir como se deslocar pelo imenso mapa do game, basta um aperto de botão para que seu Seikret (o pássaro que serve de montaria no jogo) leve você automaticamente ao seu objetivo.

O combate também é bastante indulgente, permitindo que o jogador receba uma quantidade considerável de dano antes de se ver em uma situação perigosa. Além disso, a grande maioria dos ataques dos monstros podem ser facilmente telegrafados.

Se tudo der errado, novamente com um botão, é possível chamar seu Seikret e se afastar rapidamente. Ainda assim está difícil? É só chamar outros jogadores para ajudar a enfrentar o monstro, seja outras pessoas jogando online ou caçadores controlados pelo computador.

Com tantas facilidades, enfrentar os diversos monstros presentes no jogo é mais um trabalho de paciência e perseverança do que um verdadeiro desafio, pelo menos ao longo da campanha principal.

Com o tempo, o jogador acaba se acostumando às peculiaridades e esquisitices de “Monster Hunter” e, por fim, não é que o jogo começa a ficar divertido?

Pessoalmente, não acho que continuarei minha aventura em “Monster Hunter” para além da história principal. A ideia de caçar animais (ainda que monstruosos) por esporte não me desce pela garganta. Mas, pelo menos, agora já consigo entender melhor os fãs da franquia.

O jornalista recebeu uma cópia do jogo com acesso antecipado para teste.


Play

dica de game, novo ou antigo, para você testar

Two Point Museum

(PC, PlayStation 5, Xbox Series X/S)

Falando em jogos complexos, talvez nenhum gênero seja mais difícil de entender e dominar do que os jogos de gerenciamento. No entanto, a série Two Point consegue que seus títulos sejam, ao mesmo tempo, densos em seus sistemas, mas extremamente leves e fáceis de aprender. “Two Point Museum”, lançado no último dia 27, inova em relação aos dois primeiros jogos da franquia criando uma mecânica de expedição. O jogador precisa selecionar alguns de seus funcionários para irem atrás de novas peças para a coleção do museu, colocando-se em risco. Esses contratempos, somadas a outras surpresas, fazem com que o jogador esteja sempre precisando se adaptar para não deixar o museu afundar em dívidas.

O jornalista recebeu uma cópia do jogo com acesso antecipado para teste.


Update

novidades, lançamentos, negócios e o que mais importa

  • A Nintendo aumentou em R$ 50 o preço de seus principais jogos no Brasil. Títulos que eram vendidos a R$ 249 agora estão R$ 299, games que custavam R$ 299 (a maioria de seus lançamentos) foram para R$ 349, e jogos que estava a R$ 357 (caso de “The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom”) agora custam R$ 399. A empresa não deu justificativa para o aumento.

  • A Sony, por sua vez, anunciou a redução do preço sugerido de venda no Brasil de seu periférico de realidade virtual PlayStation VR2 para R$ 3.499,90. O valor é R$ 1.000 mais barato do que o preço sugerido no seu lançamento, em fevereiro de 2023.

  • A Warner Bros. Games fechou três estúdios, entre eles a Monolith Productions, responsáveis pelos jogos “Middle-Earth: Shadow of Mordor” e “F.E.A.R.”. Com isso, o game da Mulher-Maravilha que estava em produção pelo estúdio foi cancelado. Também foram fechados a Player First Games (de “MultiVersus”) e WB Games San Diego.

  • Logo após o anúncio do fechamento, a Warner Bros. Games afirmou que teve uma queda de 29% no seu faturamento no último trimestre de 2024. Em carta aos acionistas, a empresa afirmou que o “plano de reestruturação” tinha como objetivo focar esforços em franquias já testadas e tornar a divisão de games lucrativa em 2025.

  • A Hasbro anunciou um aumento de 22% em em sua arrecadação com bens digitais e licenciamento de jogos em 2024 em relação ao ano anterior, totalizando US$ 471,7 milhões (R$ 2,8 bilhões). Desse total, US$ 112 milhões (R$ 655 milhões), cerca de 24%, foram obtidos apenas com o jogo para celulares “Monopoly Go”.

  • A Unity anunciou que demitiu mais de 1.700 funcionários ao longo de 2024, equivalente a 25% de sua força de trabalho. A empresa também fechou 23 dos seus 57 escritórios em todo o mundo, chegando à soma final de 34. A reestruturação foi resultado do debacle pelo qual a desenvolvedora passou no fim de 2023.

  • A Ubisoft reconheceu em uma postagem no X que algumas cópias de “Assassin’s Creed Shadows” chegaram ao público antes do lançamento, previsto para 20 de março. A empresa falou que ainda fará atualizações no jogo antes do lançamento e que imagens divulgadas em redes sociais não são fiéis ao produto final.

  • A Pokémon Company anunciou o desenvolvimento do novo jogo “Pokémon Champions”. O título será concentrado nas batalhas entre pokémons e poderá ser jogado tanto nos sistemas Nintendo Switch quanto em dispositivos móveis. Não foi anunciada data prevista de lançamento.

  • A Microsoft adiou para 2026 o reboot da franquia “Fable”. O anúncio foi feito pelo chefe dos estúdios Xbox, Craig Duncan, no podcast oficial da empresa. Segundo o executivo, os desenvolvedores da Playground precisavam de mais tempo para concluir o projeto, que tinha lançamento previsto para este ano.

  • A escola de samba Rosas de Ouro, campeã do Carnaval em São Paulo, levou ao Anhembi um carro alegórico com imensas estátuas dos personagens Mario e Luigi e foliões fantasiados de Toad. A alegoria fez parte do enredo “Rosas de Ouro em uma Grande Jogada”, que contava a história dos jogos na humanidade.

Download

games que serão lançados nos próximos dias e promoções que valem a pena

6.mar

“Do No Harm” (PC)

“FragPunk” (PC, PS 5, Xbox X/S)

“Sorry We’re Closed” (PS 4/5, Xbox One/X/S, Switch)

“Split Fiction” (PC, PS 5, Xbox X/S)

“Suikoden I & II HD Remaster: Gate Rune and Dunan Unification Wars” (PC, PS 4/5, Xbox One/X/S, Switch)

7.mar

“Sugardew Island” (PC, PS 4/5, Switch)

“WWE 2K25” (PC, PS 4/5, Xbox One/X/S)

11.mar

“Centum” (PC, PS 4/5, Xbox One/X/S, Switch)

“Rise of the Ronin” (PC)

“Wanderstop” (PC, PS 5, Xbox X/S)



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