Impeachment para inglês ver

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Impeachment para inglês ver



A história dos impeachments contra o prefeito e a governadora em ano eleitoral se adequa à expressão idiomática brasileira “conversa para inglês ver”

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A Procuradoria da Câmara Municipal do Recife se pronunciou esta quarta-feira sobre o pedido de impeachment do prefeito João Campos, encaminhado pelo vereador Eduardo Moura, do Novo, afirmando, como era esperado, que a legislação obriga a leitura do mesmo na primeira sessão regular da Câmara, após o recesso, o que acontecerá dia 03 de fevereiro. O pronunciamento impediu uma queda de braço entre a Oposição e a Situação, com esta afirmando que caberia ao presidente da casa resolver o que fazer, inclusive arquivar o pedido, mas é quase certo que o processo para por aí. Com ampla maioria no plenário, o prefeito tem tudo para vencer a batalha e isso acontecerá no mesmo dia da leitura, quando os governistas derrotarão o pedido na mesma sessão e ele será arquivado.

Mesmo destino deve ter o pedido de impeachment da governadora Raquel Lyra encaminhado pelo deputado estadual Romero Albuquerque, do União Brasil e já recebido pela presidência da Assembleia Legislativa. Se for lido em plenário no dia 03 – a casa ainda não se pronunciou sobre o que fazer – terá que ser referendado pelo plenário que é amplamente favorável à governadora, sendo então arquivado.

A história de dois impeachments pedidos de forma quase simultânea contra o prefeito e a governadora em pleno ano eleitoral se adequa à expressão idiomática brasileira “conversa para inglês ver” que o dicionário diz significar “fazer algo apenas para aparentar, fingir ou criar uma boa impressão, sem intenção real de cumprimento ou efetividade, como uma fachada ou encenação superficial”. Quando o vereador e o deputado encaminharam os pedidos sabiam da impossibilidade de prosseguimento dos mesmos por causa da maioria governista nas duas casas mas encontraram neles uma forma de instigar o adversário e provocar desgaste diante dos incautos que não conhecem a lei e nem como as coisas funcionam no meio político.



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