No caso de monumentos ou estátuas, elas revelam muito mais do está diante dos olhos. Puxam pela imaginação, provocam ressonâncias…
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As nações se distinguem e se identificam pela adoção de diversos símbolos. Não importam a dimensão territorial ou tamanho de PIB. A identidade nacional está, orgulhosamente, inscrita nas bandeiras, hinos e rituais que atravessam gerações formando uma unidade indissolúvel – a nação – fortalecida por uma vontade contínua de pertencimento, “um plebiscito diário”, na inspirada definição do historiador francês, Ernest Renan (1823-1892), a quem Joaquim Nabuco dedicou o capítulo VII do livro de memórias Minha Formação.
No caso de monumentos ou estátuas, elas revelam muito mais do está diante dos olhos. Puxam pela imaginação, provocam ressonâncias, carregadas de dinamismo e afetividade. Vai mais além quando ultrapassam o intelecto e o interesse estético: fazem a vida vibrar e se revelam como forças unificadoras.
Neste sentido, três ícones merecem alguns comentários. O primeiro na ordem dos sentimentos é o Cristo Redentor, construído no cimo do morro do Corcovado. Mede 709 metros acima do nível do mar é a mais alta estátua do mundo no estilo Art Déco com 38 metros de altura, 28 de envergadura 1145 toneladas. O engenheiro Heitor da Silva Costa projetou a estátua, esculpida pelo franco-polonês Paul Landowski e o rosto criado pelo romeno Gheorghe Leonida. Os trabalhos duraram nove anos: início em 1922 e inaugurada em 12 de outubro de 1931, dia consagrado a Nossa Senhora Aparecida.
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Contemplar o que seria e é um cartão postal transforma-se na beleza mágica e sentimento profundo do gesto de admiração e respeito. A estátua condensa a beleza oceânica e o horizonte verde-azul no abraço universal da paz e do acolhimento dos que aqui vivem e dos que vieram na busca de novos caminhos.
E o que dizer da Torre Eiffel, marco do centenário da Revolução Francesa, inaugurada na Exposição Universal de 1889, como estrutura temporária, prevista para ser desmontada após vinte anos, alvo que foi das severas críticas de artistas e intelectuais parisienses? Ora, a Torre feita de ferro forjado, pesando 10 mil toneladas, serviu também para comprovar sua resistência ao vento, tese defendida pelo seu projetista Alexandre Gustavo Eiffel. Mais tarde, por ocasião da Segunda Guerra Mundial, Hitler ordenou que fosse demolida. Os franceses destruíram os elevadores. Restou-lhe profanar a soberania francesa com a suástica nazista, banida pela bandeira tricolor na celebração da resistência e da vitória dos aliados.
O que comove e sensibiliza na arte é a força do espanto, um estalo de admiração e surpresa que despertam curiosidades, estimulam dúvidas e buscam respostas que não existem. Mas é um exercício saudável refletir e especular. É o que ocorre quando nos deparamos com monumentos já referidos e que se completam no encontro com a Estátua de Liberdade, originalmente, chamada “Liberdade Iluminando o Mundo”.
Na raiz, estavam princípios e ideias que deveriam ser comemoradas e cultivadas como um destino histórico da humanidade. Para dar forma e enfatizar a permanência e a universalidade do conjunto de valores, entre eles, o valor supremo da liberdade. Em 1886, o jurista e político francês Edouard René Laboulaye propôs a criação de um monumento que celebrasse a amizade franco-americana e os ideais republicanos da democracia. A concepção foi de Fréderic Auguste Bartholdi e a estrutura interna de Gustavo Eiffel, o mesmo engenheiro da Torre Eiffel. A inauguração ocorreu em 28 de outubro de 1886.
A Estátua da liberdade exala símbolos. Ela representa a deusa romana Libertas que personifica a autonomia, a independência e todas as faces da libertação humana. A tocha na mão direita remete ao caminho iluminado e a esperança. Na mão esquerda segura a tábua com a inscrição de 04 de julho de 1776 data da Declaração de Independência dos EUA. Nos pés, as correntes quebradas são os grilhões da opressão e da tirania. Durante o período de forte imigração (1892 a 1954), a visão da Estátua apontava para uma vida nova, um ícone de boas-vindas ao mito do “sonho americano”, na direção de sete pontas, os sete mares e os sete continentes, representando uma cultura de amplitude universal.
Enquanto isso, o Presidente Trump, democraticamente eleito, usa as instituições que asseguram a estabilidade política para destruir a própria democracia e, se necessário, a força como pressuposto para a paz. Embora rompido, Trump ouve os conselhos do ideólogo da extrema direita e esperto homem de negócios, Steve Bannon: “A verdadeira oposição é a mídia. A forma de lidar como ela é entupindo a zona de merda”.
Infelizmente este é o nível dos atores que emporcalham a política. Tentam colocar em xeque a democracia. A democracia não é um ponto de chegada. É algo móvel. Um processo. É um truísmo dizer que nenhum regime, chega à democracia plena. Não basta se adequar às mudanças históricas. É fundamental preservar os princípios fundadores e operar aperfeiçoamentos. O desencanto com a democracia representativa é global. Mas não se pode perder de vista que padecemos de fatores endógenos, entre eles, a confiança que mina as estruturas institucionais, as relações pessoais e gera o espaço por onde prospera a erva daninha dos apelos populistas.
Quanto à economia, os estragos estão sendo contabilizados e serão enfrentados por um país unido e utilizando os caminhos da diplomacia política. Tem razão a lucidez de Edmar Bacha: “Em vez de Trump procurar acordos comerciais para o país, age como um ‘valentão’ dando tiro em bar. Mas o mundo vai sobreviver a ele”.
Por sua vez, a Estátua da Liberdade que tinha a cor original do cobre, ficou verde pela ação do tempo, agora está vermelha de vergonha do Presidente.
Gustavo Krause, ex-governador de Pernambuco




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