Enfim chegou o mês de dezembro. Faz-se tempo de recarregar para recomeçar no futuro que aguarda dobrando a esquina seguinte, logo ali
Publicado em 07/12/2024 às 21:08
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Enfim é dezembro. Mês das retrospectivas. Mês e ano em que entro para o clube dos cinquenta. Além das luzes coloridas, decorações, mesas fartas e símbolos que se distanciam do sentido histórico do Natal, faz-se tempo de recarregar para recomeçar no futuro que aguarda dobrando a esquina seguinte.
Os clichês da época, sim, realmente nos perseguem, mas, coitados, são como réus injustiçados, os injustiçados verdadeiros, não os que superlotam os presídios e pelo mundo e se dizem tão inocentes, nos autos, quanto cédulas de 3 Reais.
Já de saída, somos alertados de que pouco foi aliviada a pressão sobre a nossa jovem democracia. Como em permanente temporada de caça, ela segue com a cabeça a prêmio, ainda que não aparente. O receituário se mantém:
- descompromisso com o social;
- deformidade da liberdade de expressão;
- apologia a falsos heróis;
- e a violência que veste verde e amarelo dos pés à cabeça para tomar parte em depredações e integrar-se a acampamentos defronte a quartéis, clamando por golpes. Depois, corajosos de rede social, identificados, detidos, investigados, denunciados, condenados e sentenciados, desmoronam e inventam monstros.
Promovidas eleições – sem sobressaltos – para Prefeituras e Vereanças pelo Brasil, de novo fomos relembrados de que o espírito de 31/3/1964 continua nos assombrar e que seu exorcismo pela Constituição de 1988 falhou. Cogita-se, afinal, de anistia a neo-golpistas, ora!
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A advocacia também foi às urnas, o que faz a cada triênio. A OAB passou a ser destinatária de dosagens de amor e ódio, quase sempre ministradas, no caso do ódio, por motivações erradas, instigadas politicamente. No geral, quando atacada, no olhar dos seus detratores, deveria a OAB, segundo eles, ser extinta, quer porque, pretensamente, é um antro comunista, quer porque dá guarida a defensores de bandidos.
Foi mais um consequencial ciclo de aprendizados. É como, aliás, devia ser a experiência humana: não uma guerra campal em arena de gladiadores, nem uma loucura coletiva autofágica. Antes, uma sala de aula. Uma lousa. Uma tela em branco. Um jardim descampado a ser cultivado.
Errando, aprendendo, mas sempre tentando, nos altos e baixos, caminhando sob a utopia saudável de que
o amanhã há de ser melhor que o hoje.
Sem que se enterre o passado sob um desmoronar de pedras imensas, é preciso perseverar na salvaguarda da lucidez, quando tantos se permitem desviar pela sedução da desinformação e da megalomania ou dos que se julgam donos plenipotenciários da verdade e vendem conspirações.
Finalizo essa singela – mas sincera – mensagem – e me despeço do presente espaço pelo ano de 2024 – citando na íntegra a lindíssima poesia “Recomece”, do cearense Bráulio Bessa, em que o autor aconselha, com a sabedoria inconfundível do nordestino, o que significa o crepúsculo de um ano e o alvorecer de outro:
“Quando a vida bater forte e sua alma sangrar, quando esse mundo pesado lhe ferir, lhe esmagar… É hora do recomeço. Recomece a LUTAR. Quando tudo for escuro e nada iluminar, quando tudo for incerto e você só duvidar… É hora do recomeço.
Recomece a ACREDITAR. Quando a estrada for longa e seu corpo
fraquejar, quando não houver caminho nem um lugar pra chegar… É hora do recomeço. Recomece a CAMINHAR. Quando o mal for evidente e o amor se ocultar, quando o peito for vazio, quando o abraço faltar… É hora do recomeço.
Recomece a AMAR. Quando você cair e ninguém lhe aparar, quando a força do que é ruim conseguir lhe derrubar… É hora do recomeço. Recomece a LEVANTAR. Quando a falta de esperança decidir lhe açoitar, se tudo que for real for difícil suportar…
É hora do recomeço. Recomece a SONHAR. Enfim. É preciso de um final pra poder recomeçar, como é preciso cair pra poder se levantar. Nem sempre engatar a ré significa voltar.
Remarque aquele encontro, reconquiste um amor, reúna quem lhe quer bem, reconforte um sofredor, reanime quem tá triste e reaprenda na dor. Recomece, se refaça, relembre o que foi bom, reconstrua cada sonho, redescubra algum dom, reaprenda quando errar, rebole quando dançar, e se um dia, lá na frente, a vida der uma ré, recupere sua fé e RECOMECE novamente”.
Um feliz Natal e um 2025 de bênçãos para todos.
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire, advogado

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