Medidas incluem representação em conselhos profissionais, ações civis e criminais e notificação a plataformas digitais
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O Ministério da Saúde prepara medidas em quatro frentes contra médicos que têm postado conteúdos “antivacina” nas redes sociais e faturado com a venda de cursos, consultas e tratamentos sem comprovação científica, conforme revelou o Estadão. Entre as ações, está a representação criminal na Justiça contra esses profissionais.
Pela manhã, o ministro Alexandre Padilha já havia ido às redes sociais anunciar que, em conjunto com a Advocacia-Geral da União (AGU), adotaria “medidas cabíveis” contra a difusão do que esses médicos chamam de “síndrome pós-spike” ou “spikeopatia”, em relação a vacina de RNA mensageiro (mRNA), usada durante a pandemia de covid-19.
Em conversa com o Estadão, Padilha afirmou que a conduta desse profissionais é a “mistura do negacionismo com a ganância” e que a partir desta segunda-feira (17) a pasta iniciará os procedimentos legais.
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“Primeiro, ao lado da AGU, vamos entrar com uma representação junto ao Conselho Regional de Medicina. Segundo, entraremos com ação civil pública, porque esses profissionais afrontam o direito à saúde por propagar desinformação. Isso pode levar a indenizações por ferir direitos coletivos”, afirmou Padilha.
E completou: “Terceiro, vamos entrar com ação criminal em face da venda de tratamentos falsos, a partir do que é considerado crimes de saúde pública. Quarto, a AGU já está analisando notificação extrajudicial junto às plataformas digitais, para retirar de imediato conteúdos de venda de cursos, venda de materiais, propagação de informação mentirosa sobre vacinas e sobre saúde”.
Entenda o caso
Conforme mostrou o Estadão Verifica, médicos que somam mais de 1,6 milhão de seguidores nas redes sociais afirmam ter descoberto em um estudo uma intoxicação por vacinas de mRNA com sintomas a longo prazo.
Eles vendem a ideia de que seria possível tratar a “spikeopatia” com um protocolo não comprovado cientificamente.
Os cursos divulgados por eles custam até R$ 685, e uma consulta particular chega a R$ 3,2 mil.
A existência da “spikeopatia”, porém, não é comprovada pela comunidade científica até o momento, e nem mesmo por eles.
A proteína spike está presente na superfície do vírus SARS-CoV-2, e vacinas contra a covid-19 promovem sua produção para gerar a resposta imunológica no organismo. É uma maneira de “ensinar” o sistema imunológico a identificar uma parte do vírus e se preparar para combatê-lo.
A teoria dos médicos sugere que a proteína spike induzida pelas vacinas de mRNA teria efeitos nocivos semelhantes ao da covid longa, uma condição crônica reconhecida pela ciência e que pode acometer pessoas infectadas pelo vírus.
A hipótese é defendida pelo imunologista Roberto Zeballos, o infectologista Francisco Cardoso e o neurologista Paulo Porto de Melo em um estudo que publicaram na revista IDCases, em junho deste ano.
Ela serve de premissa para o tratamento que sugerem no trabalho. O estudo foi contestado e retirado de publicação – isso acontece quando há falhas graves ou evidências de má conduta.
Os três foram procurados pela reportagem do Estadão, mas somente Cardoso e Zeballos responderam.
Cardoso argumentou que o estudo jamais se propôs a criar protocolos, fazer recomendações populacionais, estabelecer nexos causais ou substituir ensaios clínicos.
No entanto, o estudo afirma que a “síndrome pós-spike” é uma condição associada à proteína spike, originada tanto da infecção pelo vírus da covid quanto pelas vacinas de mRNA, sem que haja qualquer evidência científica que comprove a afirmação.
Zeballos disse que o propósito do estudo não era o de estabelecer um protocolo oficial, mas inspirar colegas a fazer ensaios clínicos para comprovar a eficácia do tratamento.
Porém, como mostra esta reportagem, há recomendações de uso na rede social do médico.
Brasil faz investimentos
Padilha afirmou que o governo brasileiro está investindo R$ 150 milhões na construção de duas plataformas de pesquisa e produção de vacinas mRNA. Uma, na Fiocruz, no Rio de Janeiro, e outra no Butantan, em São Paulo.
Ele entende que essa tecnologia, desenvolvida durante a pandemia de covid-19, dará ao País agilidade para produção de vacinas em casos de novas pandemias e epidemias.
“Deter essa tecnologia é importante para se preparar para futuras pandemias ou epidemias. Um vírus respiratório pode desenvolver uma mutação como aconteceu com o covid-19 e rapidamente ter um surto. A vacina de RNA mensageira permite rapidamente adaptá-la contra aquele vírus”, explicou o ministro.
Segundo Padilha, o governo também está investindo R$ 60 milhões para atrair pesquisadores de outros países, que possam desenvolver pesquisas na área. Ele disse que o governo norte-americano, sob Donald Trump, interrompeu contratos com empresas na área, o que abre uma oportunidade para o Brasil.
O ministro também afirmou que a revelação do Estadão acontece durante a COP30, em Belém, que discutiu neste fim de semana como o negacionismo climático e o negacionismo na área de saúde tem tido impactos sobre a saúde pública.
“Derrotar o negacionismo e inovar para proteger e vacinar as populações mais vulneráveis é uma das ações do Plano de Ação Belém de Adaptação dos Sistemas de Saúde pra enfrentar as mudanças climáticas”, afirmou Padilha.

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