Pesquisador visitou acampamentos que pediam intervenção militar, em 2022, e observou que envolvidos nos atos buscavam socialibidade com semelhantes
Publicado em 08/01/2025 às 13:14
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Esta quarta-feira, 8, marca dois anos dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram a Praça dos Três Poderes, em Brasília, em uma tentativa de impedir o governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em entrevista à Rádio Jornal, o doutorando em Antropologia Social Guilherme Lemos afirma que os militares envolvidos na trama golpista foram os principais responsáveis pelo movimento de radicalização de um parcela do eleitorado bolsonarista e que a responsabilização dos envolvidos é um sinal de firmeza da democracia brasileira.
As investigações da Polícia Federal revelaram que os atos estavam ligados a uma tentativa de golpe de estado organizado por militares. De acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF), 1.430 participantes dos ataques foram presos em 2023. Até dezembro de 2024, o tribunal havia condenado 310 pessoas.
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No entanto, o antropólogo avalia que mesmo com a responsabilização dos envolvidos, ainda pode existir na sociedade a ideia de que o caso foi pontual.
“Eu acredito que tenha ficado um pouco essa imagem de algo localizado, embora as instituições tenham tido a capacidade de responsabilizar as figuras envolvidas, sobretudo as figuras políticas responsáveis por aquele episódio”, diz.
O que queriam os golpistas
Lemos, que chegou a fazer pesquisa de campo nos acampamentos que pediam intervenção militar na frente de quartéis, no final de 2022, conta que observou uma “polifonia de visões” em relação ao que os envolvidos queriam.
“Tinha desde o conspiracionista até o militarista, o pessoal pró-armas, os evangélicos”, comenta. Para ele, embora os atos tenham culminado na violência do 8 de janeiro, esses grupos buscavam um lugar de sociabilidade, onde pudessem dialogar com pessoas que compartilhavam ideias semelhantes.
“O que eu vi nos acampamentos eram pessoas que queriam alguém para conversar, se identificar e se expressar, obviamente que tudo isso baseado em uma expressão e em uma visão de mundo extremamente beligerante. Ou seja, que tem uma visão tal qual dos militares: do amigo e do inimigo ”, diz.
Para o pesquisador, esse processo ocorre devido à falta de formação política dessa parcela da população: “O 8 de janeiro é expressão de uma parcela da população que tem dificuldade de se expressar e se colocar politicamente, que acaba indo para esse caminho de radicalização e de conspiracionismo”.
O antropólogo avalia ainda que o processo de socialização baseado na beligerância e no conspiracionismo faz com que o exemplo da responsabilização dos atos pela Justiça, embora sirva de sinal de fortalecimento das instituições, tenha pouco efeito na mudança de perspectiva dessas pessoas, que podem continuar servindo a ideias radicalizadas.
“Eu acho que é um pouco inócua para essa fração mais radicalizada, porque essas pessoas continuam sendo uma reserva eleitoral para quem quiser explorar esse tipo de radicalismo e de conspiracionismo”, pondera.

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