Gílson Bengardini Rampazzo (1943 – 2025) – Morre Gílson Rampazzo, pioneiro no ensino de redação no Brasil, aos 82

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Gílson Bengardini Rampazzo (1943 – 2025) – Morre Gílson Rampazzo, pioneiro no ensino de redação no Brasil, aos 82


O educador Gílson Bengardini Rampazzo morreu aos 82 anos, neste sábado (20), em São Paulo. Um dos fundadores do Colégio Equipe, instituição tradicional na capital paulista que noticiou a morte, ele também foi um dos primeiros professores de redação do Brasil. A causa da morte não foi divulgada. Ele deixa três filhos.

Gílson teve papel central na consolidação da redação como disciplina curricular no país, contribuição decisiva para o ensino da escrita. Manteve-se ligado ao Colégio Equipe até os últimos anos de vida, ministrando cursos e laboratórios de redação.

Nascido em Americana, no interior paulista, em 1943, mudou-se para São Paulo, onde ingressou na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP, em 1964.

Ativo nos debates políticos e culturais, Rampazzo colaborou indiretamente com a Ação Popular (AP) — importante organização de esquerda durante a ditadura militar—, mas optou por não integrar nenhuma organização clandestina.

Em entrevista à Folha, em 2018, o professor reiterou a distância dos partidos políticos e da guerrilha e afirmou manter-se ligado às ideias da esquerda. “Ao observar colegas que militavam, sentia que eles ficavam muito presos às ordens que vinham da cúpula [das organizações]. Eu queria liberdade de pensamento”, disse Rampazzo.

Durante o regime militar, foi detido duas vezes. A primeira, em 1968, durante uma manifestação estudantil, quando passou uma noite no Deops/SP. A segunda ocorreu em setembro de 1969, em razão de vínculos pessoais com militantes da luta armada, embora não tivesse envolvimento direto. Permaneceu cerca de um mês preso, período em que foi submetido a sessões de tortura, incluindo pau de arara e choques elétricos em diversas partes do corpo.

Em nota publicada nas redes sociais, o Memorial da Resistência afirmou que, “mesmo diante da perseguição política, Rampazzo manteve seu compromisso com a educação e a cultura, atuando por décadas como professor, orientador de cursos e formador de leitores e escritores, permanecendo ligado ao Colégio Equipe até os últimos anos de sua vida”.

Rampazzo também foi orientador dos cursos de criação literária do Museu Lasar Segall, onde ministrou aulas de escrita. Em nota, a instituição afirmou que “há um pouco de Gílson em cada palavra escrita por um ex-aluno” e se solidarizou com familiares, amigos, colegas e ex-estudantes.



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