Desfile de um dos maiores blocos carnavalescos do planeta marca o sábado festivo que celebra a pernambucanidade, em acolhimento plural
Publicado em 01/03/2025 às 0:00
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Do Forte das Cinco Pontas, erguido no século 17, até a Rua do Sol, uma via badalada já no século 19, a capital pernambucana abriga, neste sábado, o pulsar de uma multidão. Que não se importa com o calor escaldante, nem com o toró ocasional: o clima do Carnaval é a alegria do frevo que “entra na cabeça, depois toma o corpo e acaba no pé”, como diz a canção famosa de Luís Bandeira. Os corpos aglomerados fervem no asfalto do Recife, misturados na harmonia de Momo que une todos e todas num momento especial de congraçamento, onde a beleza da humanidade se apresenta inteira, em infinitas faces, na celebração da vida sem distinção.
E é nesse caldo universal que sobressaem as cores, artes e jeitos da pernambucanidade. No sotaque amado em várias partes do Brasil. No balanço das pernas feito uma tesoura que corta a rotina e dita o passo da dança. No som inconfundível dos maracatus que desfilam tradição e encantamento. Na irreverência dos grupos e indivíduos fantasiados para um dia descolado da sisudez do ano inteiro. Na recepção carinhosa aos visitantes que, como não poderia deixar de ser, se sentem em casa – pois no palco do Galo da Madrugada, e depois, durante os outros dias de folia, em solo pernambucano cabe o mundo inteiro.
Dezenas de trios elétricos fazem a sonoridade da festa chegar longe, e aglutinam os foliões em cordões de entusiasmo sob o sol. Artistas consagrados também estão no meio da multidão, fortalecendo a sintonia, puxando o coro de milhares e animando a voz coletiva. Das raízes da terra aos ídolos de fora, os trios fundem a cultura num caldeirão de brasilidade, com tempero de Pernambuco. O Galo que se estende por cartões portais conhecidos do Recife, está aberto para a multiplicidade, sem abrir mão do que vem de dentro, da alma de um povo festivo e apaixonado pelo Carnaval.
Em um desfile grandioso, a estratégia para a tranquilidade do cidadão inclui, este ano, o controle de acesso, por policiais militares que devem transmitir a confiança na segurança do evento, realizado nas ruas para o desfrute da população e dos turistas. A chegada e a saída também devem receber atenção das autoridades públicas, garantindo a mobilidade necessária em um dia conhecido de fluxo intenso na região central da capital. Afinal, o Galo é a multidão que não para de passar, e se forma aos poucos, nas primeiras horas da manhã, e se dispersa somente os derradeiros raios de sol sobre o Capibaribe.
Debaixo da imponência do Galo gigante, erguido na ponte, a nação pernambucana se ajunta e se solta, em liberdade e comunhão. Aqui, a história traz na crista a luta de um povo que não se dobra facilmente. E no olhar, do alto, o futuro desejado com ainda mais liberdade aproveitada em conjunto, feito sábado de Carnaval.

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