Previdência Social
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Ruth Riff Novaes é uma das milhões de vítimas da Operação Sem Desconto, que investiga esquema nacional de cobranças indevidas por associações
Adriana Guarda
Publicado em 28/05/2025 às 16:18
| Atualizado em 28/05/2025 às 18:39
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Ruth Riff Novaes, de 61 anos, jamais imaginou que descontos mensais de quase R$ 100 no seu extrato de pagamento do INSS estavam sendo usados para pagar propina e enriquecer ‘chefes’ de esquemas fraudulentos no País. Assim como Ruth, outros milhões de aposentados e pensionistas foram vítimas da mais recente fraude no Instituto, que ficou conhecida como Operação Sem Desconto.

Ruth Riff Novaes ingressou com ação na Justiça por danos morais em função dos descontos indevidos na sua aposentadoria do INSS – Acervo Pessoal
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Deflagrada pela Controladoria-Geral da União (CGU) e Polícia Federal (PF), a operação investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados por aposentados e pensionistas. Pelas contas da CGU, entre 2019 e 2024, foram debitados R$ 6,3 bilhões das contas dos beneficiários.
A fraude funcionava da seguinte forma: Para permitir o desconto em folha, as entidades precisavam assinar um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o INSS. Só a partir dessa formalização, associações e sindicatos estariam aptos a realizar os descontos. As associações usavam assinaturas falsas ou não apresentavam toda a documentação, mas conseguiam descontar os valores.
“Eu percebi o desconto no meu contracheque no início de 2024. Tinha uma sigla que eu não conhecida AAPB e um valor de R$ 98. Dessa primeira vez, não sabia do que se tratava e deixei para lá. No mês seguinte veio novamente. Liguei para o 135 do INSS e eles me informaram para procurar a AAPB. Só aí fiquei sabendo que se tratava da Associação de Aposentados e Pensionistas do Brasil, com sede no Rio de Janeiro e que nunca tive contato”, conta Ruth, moradora de Caruaru e aposentada por doença pelo INSS desde 2017.
A aposentada diz que a Associação não fez nenhum questionamento sobre sua reclamação nem afirmou que ela teria assinado qualquer documento autorizando o desconto. Limitou-se a dizer que faria a devolução das duas parcelas cobradas no mês seguinte ao daquela ligação. Não cumpriram o prazo e a aposentada entrou na Justiça. Um mês depois fizeram o ressarcimento.
“Procurei meu advogado e entramos com uma ação, porque na Justiça tenho o direito de receber o valor dobrado do desconto, além da solicitação de dano moral que fizemos e está em andamento. Sugiro que outras pessoas lesadas também procurem seus direitos. O governo começou a fazer a devolução de apenas um mês, mas ainda não está definido como vão ficar os outros. Muitos beneficiários prejudicados dependem de uma pequena renda para viver e muitas vezes são analfabetos ou têm baixa escolaridade, enfrentando dificuldade para acessar o Meu INSS e outras ferramentas”, afirma a aposentada, que é Bacharel em Direito.
CPI das Fraudes
Sobre a criação de uma CPI da fraude do INSS, Ruth defende a importância do instrumento. “A CPI pode não ser muito efetiva do ponto de vista da punição, mas ajuda a chamar atenção para a fraude, revela nomes, mostra falcatruas, aponta políticos envolvidos. É tudo muito sério. Eu não imaginava que o dinheiro descontado pela associação fosse para comprar carros de luxo, casas, patrocinar viagens. Achava que a associação estivesse usando para ela mesma. Não tem outra palavra para isso que não seja roubo. Tirar o dinheiro do outro sem autorização é abusivo, absurdo, inaceitável”, conclui.



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